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Na edição de fevereiro do JORNAL DO BURITIS foi apresentada uma reportagem, que fez um diagnóstico sobre a limpeza urbana no bairro. Nela foi mostrado que, apesar de longe do ideal para a grande maioria dos moradores, o sistema público de coleta seletiva do lixo não deverá sofrer alterações no momento. Mas, se as autoridades não fazem sua parte, isto não significa que os moradores devam ficar esperando de braços cruzados. Cada pequena ação comunitária se torna uma grande arma no combate à sujeira.

Na rua Ernane Agrícola os moradores deram início a uma campanha de conscientização junto aos pedestres. A orientação é que todos se responsabilizem pelo lixo criado, especialmente, quem passeia com cães. A sugestão é que, ao fazer caminhada, as pessoas carreguem consigo uma sacolinha onde possam guardar qualquer sujeira que, por ventura, possa surgir.

Tina Dávila passeia todos os dias com seu cãozinho e sempre leva a sacolinha plástica na mão. De acordo com ela, é um dever de todos manter a cidade limpa. “Se eu não quero ninguém sujando a minha casa, porque eu vou jogar lixo na rua. Isto é um desrespeito à cidadania, além do perigo. Uma pessoa pode sofrer uma queda ao pisar em um coco de cachorro ou qualquer outra sujeira como, por exemplo, uma casca de banana”. Karina Costa Faria tem uma filha de dois anos e, constantemente, a leva para brincar em uma praça localizada na rua. A moradora lamenta as pessoas sujarem o espaço, pois é um dos raros locais de lazer ao ar livre que os moradores daquela região possuem. “Sempre busco tirar minha filha de casa, sair do apartamento. Fico triste, e preocupada, quando vejo a praça suja. Uma vez vi que ela pegou um coco de cachorro. Rapidamente tive que levá-la para casa para lavar as mãos. Torço muito pelo sucesso desta campanha contra a sujeira no Buritis”.

FAZENDO SUA PARTE

Fernando Serigad ressalta que viver em sociedade é saber quando começa e termina seus direitos. “É questão de educação. Não deveríamos precisar tomar atitudes como esta. Isto deveria partir da própria pessoa. Mas, enquanto isto não acontece, também vou fazer minha parte em prol do bairro mais limpo”, comenta incrédulo.

Milton Lima Júnior trabalha como passeador de cães. Mesmo levando três ou mais cachorros de uma só vez, não deixa nenhuma sujeira para trás. “É uma ação que não atrapalha ninguém. Recolho as fezes do cachorro rapidinho, amarro o saquinho e coloco na lixeira. Isto é viver em sociedade”.

Amélia Morley é a grande idealizadora da campanha. Segundo ela, a ideia principal é mostrar às pessoas que, se cada um fizer a sua parte, o Buritis será um ótimo lugar para se viver.

Amélia comprou um rolo de saquinhos de plástico e sai distribuindo entre as pessoas que frequentam a praça da rua Ernani Agrícola. Mesmo dando os primeiros passos, ela diz que os resultados já estão sendo muito positivos. “A maioria parabeniza a gente. Não se sentem hostilizados em momento algum e garantem que farão o mesmo onde estiverem. Se conseguirmos mudar uma pessoa e fazer com que ela propague esta ação, já me considero vitoriosa”, completa.

Quem quiser conhecer melhor a campanha e, quem sabe, fazer parte dela, basta acessar a página “Rede Vizinhos” no Facebook e conferir tudo o que está sendo realizado.

Moradores se tornam vigilantes com lixos espalhados pelo bairro

E a reportagem publicada no mês passado parece ter aguçado este espírito de luta nos moradores “por um bairro mais limpo”. Nas últimas semanas, fotos de locais que estariam servindo de bota-fora no Buritis foram enviadas à redação do jornal. Um dos destaques é o terreno que fica às margens de um córrego, no entroncamento das ruas Heitor Menin e Paulo Piedade Campos. O local parece ter se tornado um bota-fora de entulho e lixo. Anderson Rodrigues da Costa, que reside próximo ao terreno, diz que falta fiscalização para inibir a ação dos sujões. “Até que, de vez em quando, vem gente da prefeitura aqui e limpa, mas passa um fim de semana e já está tudo sujo de novo. Além do mau-cheiro, a gente fica preocupado com um possível surto de dengue. Alguma coisa precisa ser feita”, alerta.

Outro local que preocupa é parte de uma calçada no fim da Rua Paulo Piedade Campos, esquina com a rua Vereador Nelson Cunha, no Estoril. O local se tornou ponto para despejo de restos de materiais de construção e todo tipo de lixo, desde comida, a roupas e pneus. Além disso, cavalos pastam em meio à sujeira. De acordo com informações colhidas no local, o proprietário do terreno, ao qual faz parte a calçada, já teria denunciado o problema à prefeitura e também instalado faixas pedindo para não jogar lixo no local, porém, assim que é feita a limpeza, poucos dias depois a situação se repete. Mais que consciência, o cidadão tem que ter educação.

Fonte: Jornal do Buritis

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