Conheça o Conjunto Estrela Dalva

Conheça o Conjunto Estrela Dalva

O conjunto Estrela DAlva surgiu por volta do ano de 1982. O bairro formou-se principalmente pela construção do conjunto habitacional que lhe originou este nome.

O conjunto Estrela DAlva foi um empreendimento do Inocoop Centrab, no início da década de 80.

É formado por 154 mil m², 1381 apartamentos de 2 ou 3 quartos e prédios de 4 ou 10 andares, padrão BNH. O Conjunto Estrela D’alva é a maior área verde urbanizada de Belo Horizonte. Sua área total soma 154.000 metros quadrados. O Conjunto conta ainda com uma Igreja Católica (Paróquia Santa Maria Estrela do Amanhã), um Centro Comercial, um parque (Parque Estrela D’alva), um Posto de Saúde,Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) Havaí e uma escola pública (Escola Municipal Prefeito Aminthas de Barros), uma Sociedade de Condomínios (Sociedade de Condomínios do Conjunto Habitacional Paineiras) que substitui a associação comunitária, sendo que foi um dos primeiros projetos no Brasil.Há, inclusive um movimento comunitário que defende o tombamento do conjunto para que seus aspectos arquitetônicos originais não sejam modificados. O projeto arquitetônico e paisagístico do conjunto já foi objeto de destaque em revistas especializadas.O Estrela D’alva firmou-se, passados mais de 20 anos da sua inauguração, como uma agradável exceção à regra, manteve a essência da sua concepção arquitetônica e urbanística original e ainda consegue emocionar muitos dos seus habitantes, que se manifestaram espontâneamente .

PARQUE MUNICIPAL

O Parque do Conjunto Estrela Dalva é uma conquista dos moradores do bairro Havaí, na região Oeste de Belo Horizonte. Implantado por meio do Orçamento Participativo em 2002, tem uma área de 12 mil m², amplo espaço para atividades físicas, culturais e de lazer. Localizado na avenida Costa do Marfim, 400, o parque tem uma área específica para a realização de atividades, um espaço próprio para caminhada com jardins, um extenso gramado e também um playground.

HISTÓRIAEm 1970, Belo Horizonte estava convivendo com a ideia do progresso, e, com isso, muitos que moravam nas cidades interioranas começavam a se aglomerar às margens da capital.Nessa época, o que se conhece hoje como Região Oeste, era uma grande extensão de terra, que fazia parte de uma única fazenda, chamada “Cercadinho”. Com a necessidade de acomodação de muitas pessoas, latifúndios como esse foram sendo redistribuídos, resultado na formação dos bairros.O loteamento Estrela D’alva, provindo dessa redivisão, era um dos mais novos de Belo Horizonte. Foi oficializado pela prefeitura em 1970 e habilitado para construções em 1980. Dessa apropriação, surgiu um dos maiores conjuntos habitacionais de Belo Horizonte, o Conjunto Estrela D’alva, concebido graças aos recursos do Sistema Financeiro de Habitação.Porém, devido à descontinuidade da malha urbana, agravada pelo córrego Cercadinho que rodeava a área, os primeiros moradores e interessados pela aquisição tinham dificuldades de acesso ao local.O Conjunto, ao longo da sua existência, já foi chamado de muitos nomes, entre eles estão: “Conjunto Habitacional do Cercadinho ”, em alusão à fazenda à qual pertencia; “Conjunto Paineiras”, primeiro nome dado ao projeto em 1980.Hoje, transformou-se em um dos mais antigos e conhecidos de Belo Horizonte, e um dos maiores conglomerados da América Latina, com 154 mil m², o equivalente a mais de 20 campos de futebol. Dentro desse espaço, estão instalados 1381 apartamentos de 2 ou 3 quartos, em prédios de 4 ou 10 andares.

Cultura

Poucas famílias se instalaram no condomínio desde a sua criação. Mas até hoje, muitos destes pioneiros continuam por lá.Este é o caso de Sirlei Almeida Silva, de 58 anos, que há 30 mora no bairro. Apesar de considerar que o policiamento deveria ser mais ostensivo, Sirlei comenta sobre melhores anos da sua vida passados no local.Erita se lembra de quando, na infância, sua mãe saía para trabalhar e levava os sapatos de serviço dentro da bolsa. Naquela época, as ruas do conjunto eram muito barrentas e havia o risco de chegar suja no serviço.Moradora do conjunto há 16 anos, se sente agradecida pela área arborizada e pelos passarinhos e corujas que cantam embaixo da sua janela. Esse ambiente sempre a transportou para longe das rotinas do dia a dia.“Isso me faz bem, tem muitos lugares de caminhada, aulas de educação física gratuitas, além de muitos lugares para se exercitar”.Ainda assim, a moradora sugere que a segurança dentro do conjunto não é adequada. “Antes, dentro do centro comercial do Estrela D’alva, havia uma unidade da Polícia Militar e o socorro era mais rápido, mas, agora, eles se mudaram para o Estoril. Até vemos os policiais nas ruas, mas eles não conseguem atender a todas demandas dos bairros. Sou a favor de uma Polícia mais presente. Sou a favor da conversa, não de punição”, diz Erita.Já para Zilda, moradora desde 30 de janeiro de 1982, antigamente o conjunto era bem mais tradicional. No início, as pessoas entregavam pães e leite na porta. Era uma correria para garantir o pãozinho de cada dia! Mas, hoje, com a vinda dos supermercados, as pessoas não precisam mais se apressar para comprar as coisas.Quando ela chegou ao bairro, era apenas ela e mais três moradores no seu prédio. Não havia cercas em volta do quarteirão, e não era tudo demarcado como hoje.Há dez anos, todo o conjunto foi cercado com telas de arame, quarteirão por quarteirão. Zilda lembra que antes, na época, o Estrela D’alva era aberto e ficava quase impossível sair com o carro, por causa das vacas que dominavam o estacionamento para pastar. E, ainda, como se não estivessem satisfeitas, se deitavam ao lado dos automóveis, para “descansar após o lanchinho.”“Quando minha filha era bebê, lançava chupetas nas vacas tentando espantá-las. Eu poderia abrir uma loja de chupetas, se quisesse, de tantas que ela tinha jogado fora. Tempos depois, cercaram o lugar e tiraram os animais”, conta Zilda.

Fontes: Wikipedia, site Bairros de BH, Jornal Daqui BH e site da Prefeitura de BH

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