Quem acha que estampar fachadas dos prédios com dezenas de placas aumenta as chances de vender um imóvel está muito enganado. Profissionais do mercado imobiliário afirmam que o acúmulo de anúncios de “Vende-se” e de “Aluga-se” na entrada de condomínios pode causar desvalorização do imóvel, além de comprometer a estética dos empreendimentos e, pior, a segurança dos moradores.

Considerada por muitos corretores como uma das mais importantes ferramentas de divulgação, as placas, se reunidas em grande número, atrapalham as vendas, de acordo com o proprietário da GR Imóveis, Geraldo Vargas. Para ele, há riscos, inclusive, de prejuízos para todo o prédio. Se um só apartamento fixar diversas placas diferentes na fachada do edifício, pode ser criada a impressão de que existem muitos apartamentos à venda ou disponíveis para locação. “Quem passar na frente do prédio pode ter a impressão de que os imóveis ali ofertados não são de boa qualidade”, diz.

Se existem várias plataformas para se colocar um imóvel à venda ou para locação, certamente a placa é a pior, afirma Geraldo. Segundo ele, esta forma de publicidade está ultrapassada. “Este exagero afeta a coletividade, como a poluição visual e a desqualificação do condomínio. Além disso, existe o gasto com a limpeza deixada pelos cartazes que, claro, sairá do bolso dos condôminos”.

Ainda de acordo com o proprietário da GR Imóveis, nos dias atuais, a internet oferece, de forma prática e segura, todos os detalhes do imóvel que está sendo colocado a venda. “São inúmeros portais à disposição, como por exemplo, o Zap, o Imovelweb, o Vivareal, fora as opções de uma boa campanha no Google. Sem esquecer dos jornais, que continuam sendo uma grande forma de divulgar os imóveis à venda e locação, bem como as próprias imobiliárias”.

Como impedir?

Na batalha entre prós e contras, as desvantagens venceram e até motivaram uma decisão ferrenha em alguns condomínios que colocaram em seu estatuto a proibição das placas nas fachadas. “Eu acredito que esta seria uma solução para evitar qualquer desavença entre vizinhos. Fazendo parte do estatuto todos são obrigados a cumprir, gostando ou não”, finaliza Geraldo.

Não foi adiante

No ano de 2014, um Projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal queria pôr fim ao excesso de placas de aluga-se e vende-se em um mesmo imóvel na capital mineira. Entretanto, a proposta foi vetada pelo prefeito Marcio Lacerda. A justificativa para a recusa do projeto foi que já existe uma legislação municipal para o tema, no Código de Posturas (Lei nº 8.616/2003), em seu art. 264, XI.

 

Fonte: Jornal do Buritis

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