Comunidade

Faixas e cartazes irregulares de publicidade voltam a poluir o Buritis

Infelizmente, um mal que parecia ter sido exterminado no Buritis está de volta e com força total. Basta prestar um pouco de atenção em nossas ruas que você irá se deparar com elas: as propagandas irregulares. São faixas e cartazes pendurados e colados nos postes, lixeiras, muros e fios de alta tensão. Há sete anos, o JORNAL DO BURITIS iniciou uma intensa campanha para coibir a ação dos sujões do bairro. O resultado foi a quase extinção deste mal e um lugar mais limpo e bonito para se viver. Na época, os comerciantes entenderam o recado e buscaram outras formas de anunciarem seus produtos. Agora, estamos de volta na briga. Os inimigos vêm com búzios e tarôs, prometem trazer a pessoa amada em alguns dias divulgam com aulas particulares.

Em toda a extensão da Avenida Professor Mário Werneck é quase impossível encontrar um poste de luz que não esteja com uma publicidade pregada ou com parte dela rasgada, o que deixa o visual ainda mais sujo. Em alguns pontos também é possível ver faixas penduradas entre postes e árvores. Uma cena que muito entristece a gerente de vendas Valéria Gusmão. “Eu acho que estas pessoas estão indo na contramão. Ao invés de um serviço, estão prestando um desserviço à população”.

Além de manchar a paisagem do bairro, Valéria comenta ainda que este tipo de anúncio pode trazer risco à segurança das pessoas. “Ninguém me contou, eu vi. Um fio de alta tensão estourou porque uma faixa enrolou nele. Perigoso. Um absurdo”. Para o empresário Vitório Mariz, quem faz uso deste artifício está cometendo um ato contra o bem público e deve ser punido. “O que é bom para você, pode não ser bom para mim. O espaço público tem que ser respeitado. Cada cidadão que se deparar com esta situação deve denunciar”, indaga.

Triste realidade 

A sujeira das publicidades irregulares se tornou algo tão comum que, muitas vezes, acaba fazendo parte do dia a dia das pessoas. O empresário Wellington Bagno diz que se acostumou tanto com a sujeira que nem lembra mais como
era o visual antes dela. “É algo que ao reparar agora vejo o tanto que incomoda. Já faz parte de nossa vida e, claro, não poderia ser assim. Sou empresário, sei da importância de se divulgar seu produto, mas não pode ser assim”. Ainda de acordo com Wellington, o nosso país passa por tantos problemas graves que, por diversas vezes, se esquece de resolver o que está bem próximo da gente. “Pode parecer algo pequeno diante da situação, mas se não nos preocuparmos com os pequenos problemas dificilmente iremos resolver os grandes” conclui.

O que diz a lei

De acordo com o artigo 189 da Lei 8.616/2003 (Código de Posturas), é permitida a instalação de faixa e estandarte no logradouro público quando transmitirem exclusivamente mensagem institucional, veiculada por órgão ou entidade do poder público. Faixas publicitárias e de propaganda são proibidas, bem como aquelas que parabenizam por conquistas ou que anunciam a perda de animal de estimação.

A poluição visual em Belo Horizonte custa caro aos infratores. Cada faixa, estandarte ou cartaz fixado em via pública pode resultar no pagamento de até R$ 3 mil, tanto para a pessoa flagrada colocando o engenho publicitário quanto para o anunciante.

Como denunciar?

Segundo a Regional Oeste, as denúncias de engenhos publicitários irregulares podem ser feitas pelo telefone 156; no BH Resolve (Avenida Santos Dumont, 363, Centro) ou pelo serviço de atendimento ao consumidor do site da PBH.
O trabalho de fiscalização e apreensão é feito de forma rotineira.

E, para reforçar as ações, foi criado o projeto Fiscaliza BH. Cada uma das nove regionais da capital conta com uma equipe que, diariamente, combate a poluição visual, a sujeira e a obstrução do logradouro público.

Bom exemplo

Desde abril deste ano, as imobiliárias do Buritis iniciaram uma campanha por um bairro mais limpo e seguro. Mesmo podendo significar uma perda nas vendas, elas criaram entre si um pacto em torno de ações de revitalização e remoção dos engenhos de publicidade vinculados às atividades do segmento. Nada mais de placas de “Aluga-se” ou “Vende-se” nas fachadas dos imóveis do nosso bairro.

 

Fonte: Jornal do Buritis

 

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