Continuando nossa série de entrevistas com os pré-candidatos a vereador da região para as próximas eleições. dessa vez conversamos com Braulio Lara. Figura muito atuante no Buritis, Braulio se desdobra em várias funções: Diretor da Solimob Netimoveis, professor no UNI-BH, voluntário na ABB (Associação de Moradores do Bairro Buritis), casado, pai de família,… ele parece ser realmente multi-tarefas. E agora também se colocando como opção para a Câmara dos Vereadores. Vamos ver o que o Brauilio tem a dizer.

MBB: Conte para gente por favor um pouco da sua história pessoal.

 

MBB: Você faz parte atualmente da Associação de Moradores do Bairro. Conte um pouco também sobre sua história na ABB e sua vivência no bairro.

 

MBB: Muitos moradores nos questionam dizendo que sequer conheciam a ABB ou que acham que ela tem pouca efetividade. O que você acha sobre isso? Os moradores tem razão de reclamar ou falta as pessoas procurarem de envolver mais?

 

MBB: A participação nas redes sociais é importante e tem sido bastante intensa. Dá pra levar isso pra “mundo real” e fazer acontecer o que se reivindica no virtual?

 

MBB: Você se lançou como pré-candidato a vereador nas próximas eleições. Quais seus projetos, caso eleito?

 

MBB: Na sua opinião, seria importante para a comunidade eleger um representante local nestas eleições?

 

MBB: O que um vereador eleito pelo bairro poderia ajudar, especificamente?

 

MBB: Quais você acha que são os pontos fortes do bairro e quais os principais problemas? E quais suas sugestões para resolvê-los.

 

MBB: Quais suas expectativas para o bairro e região no futuro próximo? Dá para esperar melhorias ou novidades?

 

MBB: Muito obrigado pela entrevista. Gostaria de deixar algum recado para os moradores e frequentadores?

 

Acesse facebook.com/brauliolaraprecandidato

Meu blog em www.brauliolara.com.br

 

VERSÃO TEXTO

 

MBB: Conte para gente por favor um pouco da sua história pessoal.

BL: Sou um profissional da área de exatas mas que atua hoje como empreendedor no segmento imobiliário. Nasci em 1981 e morei no bairro Prado até me mudar para o Buritis em 2009. Quando iniciei minha formação tinha como objetivo a engenharia. Sendo assim fiz um curso técnico em eletromecânica. A abordagem do curso me motivou interessar por áreas mais amplas, o que me levou a o curso de ciência da computação na primeira turma do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) recém chegado ao bairro Buritis. Em paralelo, minha experiência profissional se consolidava em uma empresa de pequeno porte na qual pude obter conhecimento de todas as suas áreas (DIGRAF). Em 2002, me tornei funcionário do Centro Universitário de Belo Horizonte UNI-BH. Com o andamento do curso de ciência da computação, fui aperfeiçoando as técnicas, a matemática e o raciocínio lógico, associados aos conhecimentos de administração práticos e teóricos. Assim, minha carreira foi conduzida para o mundo da gestão de negócios associado à tecnologia da informação, voltados para o setor educacional. No UNI-BH, participei da equipe de apoio acadêmico que tinha como objetivo a coordenação dos assuntos de reconhecimento de cursos e recredenciamento institucional. Essa equipe tinha como atividades a elaboração do PDI, o controle dos processos nos sistemas informatizados do MEC. Depois de formado em Ciência da Computação, em 2004, assumi o Núcleo de Orçamento da Instituição com a responsabilidade de elaborar todo o plano orçamentário da empresa. Em 2005, fui convidado a assumir o posto de Assessor de Planejamento e Orçamento da mantenedora do UNI-BH, a Fundac-BH. Em 2006 defendi minha dissertação de Mestrado no DCC da UFMG e logo em seguida fiz uma pós-graduação em Custos e Controladoria, também no UNI-BH, momento no qual comecei a projetar uma nova empresa que mais tarde seria a SOLIMOB onde atuo atualmente. Já em 2007 iniciei minha carreira empreendedora e me tornei empresário na área imobiliária. Fui sócio de um grupo de empresas (Grupo APA) que atuou no mercado imobiliário mineiro, incluindo imobiliária, construtora e incorporadora. Construímos mais de 9 prédios e incorporamos mais de 30 empreendimentos. Pela experiência obtida no segmento e a formação docente, iniciei em 2011 a carreira de professor universitário no curso de Engenharia Civil do UNI-BH, onde atuo até a presente data em paralelo com minha empresa, a SOLIMOB Netimóveis.

 

MBB: Você faz parte atualmente da Associação de Moradores do Bairro. Conte um pouco também sobre sua história na ABB e sua vivência no bairro.

BL: Atualmente atuo como voluntário na Associação do Bairro Buritis (ABB). Participo ativamente desde o fim do ano passado. A tempos atrás, quando comecei a trabalhar no mercado imobiliário local, conheci a ABB por meio do jornal Folha Buritis. Não tinha me envolvido muito com a entidade mas, quando pude, apoiei alguns eventos com uma cota de patrocínio. Mais tarde, quando me casei e me mudei para o bairro (eu ia ao bairro Prado “apenas para dormir”) conheci mais pessoas que participavam da ABB como a Fátima Gottschalg e a nossa atual presidente Consuelo Arreguy. Procuro trazer para a ABB um pouco da minha visão de organização empresarial para poder contribuir na estruturação das atividades da associação. Esse ano já conseguimos importantes conquistas como o novo site e melhoria dos canais de comunicação. Além disso, estamos participando do COMSEBB e dos projetos da PM da Rede de Comerciantes Protegidos e a Rede de Vizinhos Protegidos. Temos o projeto de intervenções viárias no bairro chamado de Anel do Buritis que inclusive foi pauta de trabalhos acadêmicos no curso de Engenharia Civil da UNI-BH, onde atuo como professor. Nosso objetivo é tornar a ABB uma entidade que tenha maior visibilidade entre os moradores e empresários, e dessa forma, aumentar sua atuação na sociedade.

 

MBB: Muitos moradores nos questionam dizendo que sequer conheciam a ABB ou que acham que ela tem pouca efetividade. O que você acha sobre isso? Os moradores tem razão de reclamar ou falta as pessoas procurarem de envolver mais?

BL: A ABB tem muita efetividade mas tinha pouca visibilidade. O trabalho é feito de forma voluntária e muitas vezes é encerrado no exato momento que uma demanda é atendida. Ele não era propagado e levado a conhecimento de todos de forma exaustiva por diversos meios. Às vezes se limitava a uma divulgação no jornal da ABB, além do retorno direto aos envolvidos. Então, pouca gente percebia a ABB. Eu acredito que todo sentimento ou percepção tem seu porquê. Uma vez constatado que isso é um fato perante nós moradores do Buritis, o que começamos a fazer é estabelecer mais canais de comunicação da ABB, além de facilitar a participação das pessoas. A reboque da comemoração de 20 anos da associação, lançamos um novo site, estamos criando canais no Facebook, no Whatsapp, no Youtube e também reestruturamos o Jornal Folha Buritis a partir de uma parceria com o Jornal Bairro Forte, que também é do nosso bairro. E tem mais novidades pelo caminho: a ABB vai lançar um aplicativo que vai integrar uma série de serviços para a comunidade do bairro. Mesmo que a pessoa não tenha tempo para se envolver, ou até de participar de reuniões, ela tem como acompanhar a Associação e apoiar eletronicamente. Seja compartilhando o conteúdo nas redes sociais ou apoiando demandas específicas no site. Tudo isso ajuda muito e dá força ao trabalho.

 

MBB: A participação nas redes sociais é importante e tem sido bastante intensa. Dá pra levar isso pra “mundo real” e fazer acontecer o que se reivindica no virtual?

BL: Com certeza é possível fazer a energia do mundo virtual potencializar o que chamou de mundo real. O síndico do condomínio chamado cidade de Belo Horizonte é o prefeito. O subsíndico é o secretário regional. Quando esses agentes perceberem que as demandas são organizadas e por trás delas existem várias pessoas endossando, os problemas tendem a se movimentar para uma solução. A questão se resume à pressão. Aqueles que pressionam mais são atendidos primeiro. O problema é que a rede social, principalmente o Facebook, cria um efeito perecível para nossa indignação. Todos ficam indignados, mas a linha do tempo vai passando. E aí vem a pergunta: o que foi feito de fato a partir das opiniões colocadas publicamente? Se elas não são registradas em um local mais apropriado, elas se perdem. Tudo é muito rápido no mundo digital. Tanto para esquentar quanto para esfriar. Depois de um tempo, as pessoas costumam colocar a responsabilidade em um terceiro, como por exemplo, “apesar de todos terem reclamado, ninguém faz nada e nada acontece! Cadê a Associação? Cadê os políticos?”. O objetivo do novo site da ABB é formar essa massa crítica no mundo virtual para poder ser conduzida no mundo real. Não basta curtir a postagem. Precisamos de dar “nome aos bois” e por isso é tão importante entrar e apoiar uma demanda do nosso bairro nominalmente. Compartilhar essa demanda no Facebook para convidar mais pessoas apoiar o problema é forma que vemos de todos ajudarem sem necessariamente ter que ir em reuniões ou fazer “queima de pneus na Mário Werneck”.

MBB: Você se lançou como pré-candidato a vereador nas próximas eleições. Quais seus projetos, caso eleito?

BL: Venho da iniciativa privada e estou me habilitando a virar político apenas por uma questão de que temos que sair das nossas zonas de conforto e elevar o nível das nossas representações públicas. Mais pessoas capacitadas precisam ocupar esses postos. Apesar de ser usual, não gosto de usar o termo projeto pois minha concepção de projeto é algo que tem principio, meio e fim. Ele deve ser implementável e por isso deve estar contemplando todos os detalhes. O que comumente discutimos são visões. Minha visão é que temos um conjunto de leis ineficazes e que normalmente servem para sobrecarregar os contribuintes. É claro que isso é muito amplo e existem situações específicas. Os assuntos que me conectam hoje são educação, mobilidade urbana e segurança. Mas não tenho a pretensão de ser o gênio que descobriu a solução do universo. Vejo que temos muitas iniciativas boas que ficam engavetadas ou arquivadas no computador de quem desenvolveu e que não viram realidade. Conheço várias! Meu objetivo é de ser um facilitador para que as boas idéias, os bons conceitos e os bons projetos andem independente de conchavos baseados no sistema político falido de trocas de favores. Muitas vezes, os autores de grandes idéias perdem a paciência muito rápido quando percebem que precisam de entrar no sistema político que temos implantado, pelo menos por enquanto. Ficarei muito satisfeito de ver as coisas andando e evoluindo. Precisamos destravar nosso país! Eu não vou migrar para o exterior! Temos que dar conta é daqui! Por que não começar pelo nosso entorno?

 

MBB: Na sua opinião, seria importante para a comunidade eleger um representante local nestas eleições?

BL: Acho fundamental. Nosso bairro é um bairro de classe média para cima. Temos um alto nível de formação das famílias.  Temos bons representantes se apresentando nesse momento. No nosso bairro teremos 9 candidatos que aqui residem. Vamos deixar para ser governados por políticos eleitos por miseráveis que trocam voto por cesta básica? Que votam em troca de um patrocínio do time de futebol da região e um churrascão oba oba? Acho que a gestão pública municipal está muito mais associada ao fator geográfico do que o fator nicho de atividade. Bairros como barreiro, venda nova, sempre elegeram vários representantes. Sendo o Buritis é um dos maiores bairros de Belo Horizonte, não seria apropriado também ter seus representantes na câmara municipal?

 

MBB: O que um vereador eleito pelo bairro poderia ajudar, especificamente?

BL: Entre as funções de um vereador, a principal é exercer a fiscalização das atividades do prefeito. Quando a gestão da prefeitura deixa a desejar, os problemas ficam salientes aos cidadãos e que tem que de alguma forma pressionar a solução. O vereador entra como representante com direito a voto no parlamento. Ele tem como função ouvir a sociedade para encaminhar pedidos de providência e legislar quando necessário sobre os temas correspondentes. Alguém com uma conexão com o Bairro pode ou não ajudar?

 

MBB: Quais você acha que são os pontos fortes do bairro e quais os principais problemas? E quais suas sugestões para resolvê-los.

BL: O Buritis é um bairro muito bom. Porém, proporcionalmente à arrecadação que ele gera aos cofres públicos, a contrapartida é pequena. Vejam o nível do asfalto das nossas ruas! Vejam a quantidade de investimentos em novos dispositivos públicos tivemos nos últimos anos! Não temos uma escola pública! Inclusive faria questão de ser o primeiro a matricular meus filhos. Estamos em um ponto de revisão de todos os conceitos. Temos que nos reapropriar das coisas públicas e elevar o nível de qualidade. Não podemos ter o público sendo sempre o ruim e o particular sendo o bom por definição. Temos que zelar por uma gestão eficiente e parar de achar que as coisas vão se alterar com as mesmas pessoas de sempre, com as mesmas regras de sempre e com o pouco investimento de sempre.

 

MBB: Quais suas expectativas para o bairro e região no futuro próximo? Dá para esperar melhorias ou novidades?

BL: Quando chego no Buritis de carro pela Raja Gabáglia ou pela Barão Homem de Melo, ao avistar os diversos prédios que compõem nossa paisagem, meu pensamento é que temos um grande celeiro de pessoas de potencial para fazer a diferença. Todas as crianças estudam em boas escolas, as famílias de um modo geral tem uma condição boa para criar seus filhos, temos um bom comércio, bons serviços. Somos tão incompetentes de não dar conta de melhorar nossa sociedade? Meu sonho é criar dentro do Buritis uma escola pública empreendedora modelo para que daqui a 20 anos tenhamos um novo nível de profissionais aptos a desenvolver nossa sociedade da melhor forma possível e dar continuidade aos trabalhos que estão começando. Inclusive acredito que conseguimos formar um corpo de professores que moram no bairro. Arrumar asfalto, podar árvores, sinalizar vias, são situações de cotidiano e que são o básico. Se estourar um cano na sua casa você tem que arrumar. Mas precisamos evoluir nossa visão de como construir as coisas em prol da efetividade no futuro.

 

MBB: Muito obrigado pela entrevista. Gostaria de deixar algum recado para os moradores e frequentadores?

BL: Minha decisão de entrar para a política foi uma evolução das minhas reflexões pessoais de 2014 para cá. Não admiti mais ser considerado um eleitor desinformado que sequer lembra em quem votou na última eleição, principalmente para as eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e federal). Passei a acompanhar mais de perto e ler muito sobre o tema (gosto muito dos livros pois os autores escrevem sem a pressão de ter que criar novas notícias para garantir audiência nos jornais do dia seguinte). Indignei-me ao ler o livro O Nobre Deputado, do autor, Juiz Marlon Reis. Participei de todas as manifestações populares. Tenho acompanhado todos os capítulos da nossa história recente. A grande questão é que para mudar o sistema, temos que entrar nele. Para fazer gol, você tem que estar em campo escalado no time. A torcida é importante mas ela não altera o placar diretamente. Ele impulsiona aquele que está em campo atingir o máximo da sua performance e assim alterar o resultado do jogo. Por isso, me habilitei a participar da disputa apesar de não ser o momento mais apropriado. Em momentos de crise, precisamos trabalhar dobrado para fazer com que a empresa tenha resultado. Além disso, tenho 3 filhos sendo um recém nascido. E me perguntam: E o que você vai arrumar com política? Acredito que não existe momento ideal mas o momento é agora. Como não existe a figura da candidatura independente, filiei ao partido PRTB por ser uma legenda com boa probabilidade matemática. Não sou político mas me disponho a ser. Renunciei a privacidade e a tranqüilidade da minha família, além de pausar minha capacidade empreendedora com vistas ao patrimônio pessoal; tudo com o intuito de trabalhar pelo coletivo. E torço para que todos pensem nas suas decisões como se estivessem contratando um profissional para dirigir sua empresa. Sua decisão é o nosso futuro. Obrigado pelo espaço!

 

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