Um passageiro baleado em um táxi no Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi autuado por tentativa de suborno. Depois de mudar o depoimento a respeito do incidente, Wilson Araujo dos Santos, 40 anos, corretor de imóveis, ofereceu R$ 10 mil para que um policial matasse a dupla supostamente responsável pelo atentado. Depois de ser atendido no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, o corretor foi levado para a Central de Flagrantes 2 (Ceflan 2), no Bairro Floresta.

Na madrugada de hoje, Wilson foi baleado em um táxi na rua Doutor José Rodrigues Pereira, na altura do número 588. Um veículo da Polícia Militar foi parado pelo motorista de táxi Paulo Henrique de Oliveira Pedrosa, de 45 anos; ele informou que o passageiro havia sido baleado. De acordo com a PM, o tiro acertou Wilson de raspão na cabeça. A vítima, contudo, apresentou diferentes versões para o ocorrido.

Na primeira versão à polícia, Wilson afirmou que suspeitava que o disparo teria sido feito a mando de um desafeto insatisfeito com negócio fechado pelo corretor de imóveis horas antes. Wilson contou que intermediou venda de fazenda na Bahia para um deputado cujo nome não foi revelado. Segundo Wilson, o desafeto queria porcentagem (R$ 20 mil) sobre o valor da venda, uma vez que teria sido ele a alertar o corretor da oportunidade. Mesmo baleado, Wilson informou o nome do desafeto. Porém, no desenrolar da ocorrência, Wilson voltou atrás, não sustentando a acusação.

De acordo com o novo relato de Wilson, os autores do disparo eram dois homens, um aparentando 30 anos e outro menor de 18, ambos usavam capacetes e teriam desferido o disparo de revólver calibre 32. A polícia informou que Wilson estava acompanhado, no táxi, de Jonata Cordeiro Vieira de Rochembourg, de 34, que não quis acompanhar os policiais no encerramento da ocorrência. O táxi foi periciado e um dos vidros estava quebrado e havia sangue no interior do veículo.

Com ferimento leve na cabeça, Wilson foi levado ao Hospital de Pronto-Socorro João 23, onde mudou o rumo da história. Enquanto era atendido por enfermeiros, disse que precisava ficar a sós com o policial que encaminhava a ocorrência. Foi então que propôs acordo para que seus desafetos fossem investigados e mortos. Wilson passou para o policial o nome e o número de telefone de duas pessoas. Para o serviço, ofereceu R$ 10 mil.

Diante da proposta, o policial resolveu gravar a conversa sem que Wilson percebesse. Foram feitas duas ocorrências, uma referente à tentativa de homicídio (registrada no Barreiro) e a outra por corrupção ativa (na Ceflan 2). “Encarei com naturalidade. Recusei e ele foi encaminhado à delegacia pelo crime de corrupção ativa”, afirma o aspirante Marco Aurélio Máximo, do 5º Batalhão de Polícia Militar.

 

Fonte: Estado de Minas

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