Desde o fim do último mês de setembro, a 18ª Delegacia Distrital de Polícia Civil, responsável pelo atendimento a sete bairros da região, entre eles o Buritis, passou a contar com um novo delegado. Flávio Grossi assumiu o cargo que era ocupado até então pela delegada Sônia Miranda. Em dez anos de carreira na área da segurança, Grossi trabalhou os primeiros cinco na Força Aérea e nos últimos cinco na delegacia de homicídios, em Contagem e Belo Horizonte. Além deste forte currículo, traz na bagagem uma atenção especial ao nosso bairro, pois reside aqui. Isto faz com que ele conheça muito bem quais as maiores necessidades dos moradores, em relação ao trabalho da Polícia Civil.

De acordo com o novo delegado, a estrutura da 18ª Delegacia é excelente, principalmente se comparada a outras delegacias de Minas Gerais. O efetivo conta, além do delegado, com 13 investigadores, 03 escrivães e um profissional da área administrativa. Apesar de um número considerável em relação a outras delegacias, ainda insuficiente para a realização de um serviço de excelência, que é o grande objetivo de Flávio. “Com este número ainda não consigo desenvolver todo o trabalho que gostaria. Vou trabalhando de acordo com a minha realidade, mas espero contar
com mais servidores no futuro”, diz o delegado, que ainda considerou como número ideal para o atendimento à região mais 05 investigadores e 02 escrivães.

Forma de trabalho

Acreditando ser a melhor forma de atender ao Buritis, Flávio Grossi decidiu dividir sua equipe em três linhas de frente, cada uma responsável por um tipo de crime: furtos, roubos e de pequeno potencial ofensivo, que são os três mais comuns no bairro. Para furtos e roubos, uma espécie de mapeamento do crime está sendo realizada. Juntando todos os dados, o delegado acredita que seja possível descobrir quem são os criminosos. “O nosso trabalho é silencioso, diferentemente da Polícia Militar. Temos de fazer a investigação e, através dos dados colhidos, tentaremos chegar aos infratores. É um serviço de repressão”. Já em relação aos crimes de pequeno potencial ofensivo, talvez esteja o grande projeto do delegado neste início de trabalho. Na 18ª Delegacia foi criado um centro para sanar conflitos. As partes envolvidas são ouvidas e recebem orientações de investigadores, inclusive com formação em psicologia, a fim de evitar maiores desgastes no futuro. “São problemas muito comuns que vemos no Buritis. Brigas em edifícios, por exemplo. Situações que, com um bom diálogo, podem ser resolvidas sem a necessidade de interferência judicial, que geraria um grande transtorno a ambos”, comenta Grossi.

De acordo com dados do centro de conciliação, em torno de 80% dos casos trabalhados na delegacia têm um resultado positivo. “Dependendo do caso, chego a enviar um dos meus homens até o local para que ele possa observar de perto a situação e dar um parecer sobre quem está com a razão”, afirma.

O fato de o novo delegado ser morador do Buritis será de grande valia para a sua atuação. Sua relação direta com a comunidade irá contribuir para que, juntos, todos trabalhem em prol da segurança do bairro. “Estou todos os dias rodando o bairro. Conversando com as pessoas. E para que o trabalho dê certo é preciso que os moradores também confiem no nosso trabalho e façam a sua parte, denunciando os crimes ocorridos, não importa qual grau ele aconteça”.

Ainda de acordo com Flávio, além da denúncia, é de grande valia que a vítima compareça à delegacia com filmagens das câmeras de segurança, que são muito comuns no Buritis. “Elas facilitam o trabalho de investigação e assim contribuem para um desfecho mais rápido do crime”, finaliza.

 

Fonte: Jornal do Buritis

1 Comentário
  1. Alexandre Federico 3 anos atrás

    Parabéns ao colega e pelos métodos de equipe adotados para a referida Unidade policial.

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