O Parque Jacques Cousteau, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi interditado nesta segunda-feira (13) após um macaco ter sido encontrado morto no local. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que investiga se a causa da morte é a febre amarela. Amostras biológicas do animal foram enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz, de acordo com o secretário Jackson Machado Pinto.

“O encontro de um macaco morto não significa que há um surto de febre amarela. (…) Mas a morte de um animal desse é um sinal de alerta para nós e é um sinal de que nós temos que tomar algumas medidas que evitem colocar a população da cidade em risco. A última coisa que a gente quer é urbanizar a febre amarela”, disse o secretário. A febre amarela urbana não existe no Brasil desde 1942.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) tammbém informou nesta segunda que a vacinação contra a doença será reforçada. Ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir a febre amarela urbana, estão sendo feitas no bairro Betânia e no entorno do Parque Jacques Cousteau. Vistorias em imóveis da região também serão intensificadas, assim como o uso de inseticidas.

Um posto extra de vacinação será instalado na Região Oeste. Outros três serão montados no Barreiro, na Pampulha e em Venda Nova para diminuir a sobrecarga nos 150 centros de saúde de Belo Horizonte, que também fazem a vacinação. A previsão é que eles passem a funcionar ainda nesta semana.

Um quinto posto será instalado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para atender alunos e funcionários e começa a operar nesta terça-feira (14), conforme Pinto. De acordo com a SMSA, seis enfermeiros e 82 técnicos em enfermagem serão contratados temporariamente devido ao reforço na vacinação.

Na visão do secretário, a possibilidade de surgimento de casos de febre amarela na capital é remota. “Não há nenhum caso notificado de febre amarela em Belo Horizonte. E tudo que a gente está fazendo é para evitar que haja. Existe chance de aparecer algum caso em humanos? Claro que existe. Essa chance é grande? Não é, a chance é muito pequena”, reforçou Pinto.

De acordo com a SMSA, a capital recebeu 680 mil doses da vacina e, neste ano, mais de 258 mil pessoas foram imunizadas. Segundo o secretário, o estado vacinal da cidade é muito bom. “Embora a gente esteja preocupado com a vacinação, nós não temos que sair criando alarme na cidade porque a população está coberta”. Segundo ele, mais de 98% das crianças até 4 anos foram vacinadas. Na população adulta, o índice de cobertura é de 70%.

O secretário disse ainda que o turista que vier para Belo Horizonte no carnaval e não estiver com o cartão de vacinação em dia deve se imunizar. “O ideal é que se vacine. A gente não sabe o estado vacinal dessa pessoa. A gente sabe que a vacina, para proteger, tem que ser aplicada pelo menos dez dias antes da entrada na área. A gente espera que essas pessoas procurem vacinação nas suas cidades de origem”, pontuou.

Outras mortes de macacos

Segundo o secretário, apenas uma morte de primata por febre amarela foi confirmada em Belo Horizonte. O caso ocorreu na Região de Venda Nova.

Há três semanas, outro macaco foi encontrado morto em uma região periférica do Parque das Mangabeiras, no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte. O local não foi fechado, segundo Pinto, porque o animal estava em um trecho onde não há passagem de visitantes. Amostras do primata são analisadas.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), os macacos são um indicador importante para a vigilância da febre amarela, porque adoecem primeiro e, a partir dos registros de óbitos, são obtidas informações sobre a circulação do vírus. Os animais não transmitem a doença.

Febre amarela em Minas Gerais

De acordo com boletim divulgado na última sexta-feira (10) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), já foram notificados 987 casos suspeitos de febre amarela. De acordo com a SES, deste total, 198 casos foram confirmados, 57 foram descartados e 732 ainda estão sob investigação.

Ainda segundo a secretaria, 68 mortes já foram confirmadas no estado, e outros 95 óbitos ainda são investigados.

Este é o pior surto de febre amarela já registrado em Minas Gerais. Conforme a SES, na maioria dos casos suspeitos, as pessoas tiveram os sintomas entre os dias 8 e 14 de janeiro de 2017.

Fonte: G1

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