Belohorizontinos descobrem o privilégio que têm bem pertinho deles, mas que até pouco tempo quase que passava despercebido. Nossos parques e praças estão cada vez mais belos e se tornaram o lugar ideal para o encontro de lazer de muitas famílias. Os esquecidos piqueniques voltaram à moda. Basta percorrer os olhos em algumas áreas verdes para notar as toalhas na grama, em cima uma cesta de alimentos, e pronto, esta simples junção faz a alegria de pais e filhos.

No Buritis este resgate ao passado se tornou ainda mais forte, uma vez que somos privilegiados com a presença de grandes e belos parques na região. Aos fins de semana é tanta família nas áreas públicas que quase falta espaço para caber todas. Mas, como o encontro prega justamente esta união das famílias, sempre cabe mais um!

Para a realização de simples piqueniques não é preciso fazer qualquer tipo de contato com a administração dos parques. Já para festas de aniversário, em que irá haver uma ornamentação, é preciso solicitar permissão e agendar a data. Chefe do Departamento Sudoeste da Fundação de Parques Municipais, a bióloga Edanise Guimarães conta que a febre dos piqueniques começou há cerca de dois anos, mas os pedidos aumentaram muito nos últimos meses. No Parque Jacques Cousteau, no vizinho bairro Betânia, por exemplo, a agenda já está lotada até agosto, por isso Edanise foi obrigada a suspender novos pedidos. “É muita gente querendo festejar o aniversário no parque, então acabei tendo de limitar os pedidos”.

A fisioterapeuta Ana Luiza sempre que pode leva a filha Mariane, de apenas 10 meses, ao Parque Aggeo Pio Sobrinho. Lá escolhe um espaço na grama, estende sua toalha e solta a pequenina. Um momento único, em que pode deixar a filha ter este importante contato com a natureza. “É um momento mágico. Ela se diverte, eu me divirto e ainda posso encontrar com outras mães aqui do bairro. É tudo de bom”.

A necessidade do agendamento das festas de aniversário se deve ao cuidado que a administração dos parques têm com a preservação ambiental. Todas as famílias agendadas são devidamente orientadas quanto às regras que precisam seguir para a celebração. “Não pode ter balão, por exemplo. Ele estoura e aqueles pedaços podem ser digeridos por animais que habitam os parques”, explica a bióloga. Em outros parques do Buritis e região como o Aggeo Pio Sobrinho e o Estrela D’alva ainda existem datas para a realização de festas de aniversário ou outras  comemorações em família. Para o agendamento, o interessado tem duas opções: falar diretamente no Departamento Sudoeste da Fundação de Parques através do telefone 3277-5972 ou fazer contato pelo e-mail [email protected]

Prêmio Cidade Jardim

O mais novo parque de nossa região, no bairro Havaí, localizado na Rua Manila, 300, bem aqui ao lado do Buritis, recebeu uma menção honrosa durante a premiação do Concurso Cidade Jardim 2015. Promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o concurso tem o objetivo de eleger as áreas verdes públicas mais bem cuidadas da cidade. O prêmio foi entregue às mãos do jardineiro Geraldo Felipe Graciano, uma justa homenagem a um profissional que se dedica integralmente à melhoria do bem estar público. “Faço o meu trabalho com muito carinho e zelo. Tenho paciência para cuidar de cada plantinha. Até choro de emoção quando vejo o parque todo florido. Aqui eu me sinto muito bem e acredito que todos os visitantes sentem o mesmo”, diz.

O músico Rosemberg Gonçalves frequenta o parque do bairro Havaí desde que ele foi inaugurado há cerca de um ano. Ele ressalta a qualidade do novo espaço público da nossa região e parabeniza todos os profissionais da Prefeitura que trabalham pela sua boa manutenção. “O prêmio é justo. Ficou muito bacana aqui. Aproveitaram bem o terreno. O lugar está sensacional”. A universitária Thainá Silva também é uma visitante assídua do parque e elogia sua estrutura. “Que esse trabalho seja mantido porque é simplesmente fantástico. Aqui é um ambiente para meditar, se exercitar ou passear com a família. Atende a todos os gostos”, brinca.

Ciclistas agora também podem aproveitar

Quem frequenta os parques de BH poderá levar sua bicicleta junto. O prefeito Marcio Lacerda sancionou no fim do mês de outubro de 2015 a lei nº 10.863, que autoriza a entrada de bicicletas nos parques do município. Desde 2011 as bikes com rodas de aros acima de 16 polegadas estavam proibidas de circular nos parques da capital, devido a uma lei aprovada durante a gestão anterior da Prefeitura. De lá para cá, grupos de ciclistas vinham discutindo o assunto junto à Fundação de Parques Municipais, BHTrans e PBH, e até um abaixo-assinado foi feito, pedindo a liberação do trânsito de bicicletas nos parques. “Que bom que liberaram a nossa entrada nos parques. Agora posso pedalar com meus amigos em um ambiente agradável e seguro”, comenta o ciclista Derick Cristian.

O estudante David Martins também aprovou a iniciativa. “Era muito ruim chegar no parque e ter que deixar a bicicleta do lado de fora. Acabava optando por andar na rua, mesmo com os perigos dos carros. Com a liberação irei aproveitar ao máximo”, garante.

Contudo, para garantir a segurança e a boa manutenção dos parques, algumas regras foram estipuladas. Os ciclistas serão obrigados a trafegar em velocidade compatível com a segurança e o local de uso compartilhado com pedestres; não poderão promover corridas, disputas e manobras radicais. Também não será permitido transitar em áreas gramadas e ajardinadas, próximo às nascentes, quadras poliesportivas e em pistas de skate. A portaria recomenda que os ciclistas devem dar preferência para os pedestres, respeitar e ter cuidado especial com as crianças e idosos, para que evitem acidentes. Eles também devem utilizar equipamentos obrigatórios de segurança.

Trilha do Parque Aggeo volta a ser desbravada

A extensa área verde localizada aos fundos do Parque Aggeo Pio Sobrinho é um verdadeiro convite para os trilheiros. Contudo, devido a alguns fatores, nos últimos tempos, a exploração da mata foi suspensa. Porém, no fim do ano passado ela voltou a ser desbravada pela comunidade. Isto graças a um grupo de alunos do curso de Arquitetura do UniBH.

Para a realização de um dos trabalhos do curso, foi exigido aos estudantes que fizessem uma intervenção em algum ponto de Belo Horizonte, visando sensibilizar as pessoas sobre a importância de conhecer e cuidar de nossas áreas verdes. Por estar próximo à universidade, escolheram o Parque Aggeo.

Um dos integrantes do grupo, João Santiago, é morador do Buritis e conhecia muito bem o parque e suas aptidões. Apesar de ter a ciência de todas as qualidades e opções do espaço, a primeira coisa que veio à sua cabeça foi a trilha. “Um parque público com uma trilha fechada por grade, de certa forma privatizada, seria um prato cheio”, lembra o universitário. Os estudantes visitaram o parque algumas vezes e traçaram a linha do trabalho. Tendo em vista que a trilha era fechada, e a entrada restrita, foi preciso entrar em contato com a administração do parque para ter acesso à área. Foram bem recebidos e a proposta aceita.

Trilha perfeita 

Em um trabalho de “formiguinha”, os alunos conseguiram reunir mais de 30 pessoas para o passeio, que incluía jovens, crianças, adultos e idosos. Entre elas ainda havia uma bióloga, que os auxiliou durante toda a trilha, juntamente com o administrador do Parque Aggeo Pio Sobrinho. Os participantes PRIMEIRO PASSEIO já contou com a participação de cerca de 30 pessoas aprenderam sobre a relação da trilha com a arquitetura e sua importância ambiental.

A conscientização ecológica foi um dos pontos fortes do passeio. No parque existem três nascentes, no entanto, duas já estão quase secas, também consequência da verticalização do bairro. As pessoas ficaram impressionadas com a imagem da queda d’água que secou, principalmente as crianças, que juraram não desperdiçar mais água ao ver a triste cena. Mas também se encantaram com a parte onde a água ainda não havia secado, o barulho dela caindo sobre as pedras fez com que as pessoas se esquecessem do tempo e ficassem por alguns minutos apenas admirando a natureza. “No final do passeio todos agradeceram, falaram da importância de preservar a trilha e de mantê-la. É importante para um arquiteto nunca se esquecer de projetar lembrando que a natureza está para o homem assim como o homem está para a natureza”, comenta João.

Para a estudante de veterinária Natasha Peles, conhecer a trilha do Parque Aggeo foi algo surpreendente. Ela é visitante assídua do parque, mas não sabia que existia a possibilidade de realizar o passeio dentro da mata. Ficou encantada com tudo que viu. “É um passeio maravilhoso, um contato intenso com a natureza. Espero realizá-lo outras vezes e que mais moradores tenham a oportunidade de conhecer”.

 

Fonte: Jornal do Buritis

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