No último dia 11 de março, uma força tarefa envolvendo a Gerência de Limpeza Urbana, Guarda Municipal e agentes de controle de endemias realizou vistorias forçadas em dois imóveis abandonados na Rua Maria Heilbuth Surette, no Buritis, pertencentes à falida construtora Habitare, e que, inclusive, foram alvo de muitas reclamações de moradores vizinhos nos últimos meses. O objetivo da ação foi detectar e eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. 

Com a ajuda de um chaveiro, os profissionais puderam entrar nos imóveis e verificar a situação de cada um. Eles encontraram, além de focos do mosquito, diversos pontos com acúmulo de água parada, bastante propícios à proliferação do mesmo. Foi realizada a coleta de inservíveis (copos, garrafas pet, tambores, pneus, etc), a eliminação dos criadouros e ainda a aplicação de larvicida.

De acordo com a Secretaria da Regional Oeste, já existem várias ações contra a Habitare no Ministério Público, em relação à sua responsabilidade pela limpeza e manutenção dos imóveis, e a PBH não tem mais como agir.

A entrada forçada é amparada legalmente pela Medida Provisória (MP) nº 712, do governo federal, que permite o acesso sem aviso prévio em imóveis com sinais de abandono. Para isso, as equipes contam com o auxílio de chaveiros.

Combate também pela web

E mais uma importante arma na luta contra o Aedes aegypti acaba de ser lançada. Inaugurado em março, o site Foco de Dengue (http://www.focodedengue.com.br) atua como ferramenta colaborativa na internet e visa a disseminação da informação de possíveis focos do mosquito. As pessoas se cadastram e, para fazer uma denúncia, informam endereço e postam fotos do local onde possam estar os criadouros do mosquito. “A ideia surgiu de uma conversa minha com minha noiva, Maria Teresa, que trabalha em uma policlínica em Igarapé, município que nesse momento encontra-se em estado crítico devido a quantidade de possíveis casos de dengue”, explica o criador do site,
Vinicius Fonseca.

Para que as informações do site sejam confiáveis é solicitado a quem está registrando o foco seu e-mail e, após o cadastro, é enviada uma mensagem para a validação das informações, como se fosse uma autenticação.

Na página do site chamada Incidências, pode-se visualizar todos os focos registrados, assim como reforçar um foco, informar que o foco precisa de um agente para ser eliminado, informar que o foco foi eliminado ou que é falso, porém para essas duas últimas opções é necessário informar ao menos o e-mail, pois se tratam de informações cruciais para o bom funcionamento da ferramenta.

A página do site denominada Colaborador é para pessoas que queiram interagir, ajudar e se manter informadas sobre sua região, uma vez que cada pessoa que se cadastrar deverá fornecer seu e-mail e endereço residencial. A cada foco registrado em seu bairro, essa pessoa receberá uma mensagem com o endereço onde ele foi detectado. “A partir daí o colaborador tem a opção de verificar, eliminar, chamar um agente público ou entrar em contato com o responsável pelo local do registro de foco”, completa Vinicius.

 

Fonte: Jornal do Buritis

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