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Polícia investiga caso de vítima de bala durante o reveillon no Miguelito

O último reveillon teve registro de um caso triste aqui no Buritis. Em um post compartilhado em nosso grupo no Facebook uma moradora relatou os momentos de tensão sofridos por uma amiga e familiares durante a festa de comemoração do ano novo no bar Miguelito. Sua amiga foi atingida na cabeça por uma bala perdida disparada para o alto durante os festejos. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a origem da bala. O projétil não atingiu o cérebro da vítima por quatro milímetros.

A servidora pública Paula Puntel Candiotto de Carvalho, de 32 anos, aproveitava a confraternização com amigos e parentes quando de repente reclamou de uma forte dor na cabeça e chegou a ficar desacordada.

“Entrou na cabeça e ficou um pouco para fora. Não sangrou. Gente, foi horrível. Uma bala enfiada na cabeça dela de repente. Ficamos todos em estado de choque. Eu, que estou grávida de sete meses, passei mal o dia inteiro, estou em estado em choque”, disse Mariana Sarmento, a amiga da vítima, em seu post no Facebook.

A vítima não precisou passar por cirurgia porque o projétil ficou alojado superficialmente no couro cabeludo. Segundo um funcionário do Hospital João XXIII, que a atendeu, quando foram verificar o ferimento viram um metal dourado saindo da cabeça dela e perceberam que se tratava de uma munição presa ao crânio.

Segundo a polícia, o disparo possivelmente saiu de algum lugar distante do bar. “Não foi algo direcionado para a vítima, nem mesmo para os clientes daquele bar. Foi algo isolado, alguém que deu um tiro para o alto, e o projétil atingiu a mulher. Nunca registramos um fato desse tipo na região. Por sorte não aconteceu algo mais grave. A vítima provavelmente não teria sobrevivido se o disparo tivesse ocorrido de uma distância menor.”

Segundo informações do jornal O Tempo, “até o fim da tarde desta terça-feira (2), havia boatos de que o disparo teria partido de um dos prédios da avenida Aggeo Pio Sobrinho, onde fica também o bar em que o grupo de Paula Carvalho estava, mas o militar disse que essa e outras possibilidades ainda serão investigadas pela Polícia Civil e que ainda não há confirmação da origem do disparo”.

Imagens das câmeras de segurança do bar e dos equipamentos do Olho Vivo serão analisadas por policiais para ajudá-los na tarefa de descobrir de onde veio o disparo que atingiu a cabeça da mulher na festa da virada do ano, mas parecem não ter registrado de onde saiu o tiro. O major da PM Anderson Bima Celante explicou que, se identificado, o responsável pelo tiro pode responder criminalmente, por exemplo, por disparo de arma de fogo em via pública e por lesão corporal.

“O fato ocorreu por volta de 0h50. Mas a câmera é direcionada para a porta. Depois (do incidente), liguei para o dono do bar ao lado, que estava fechado nos últimos dias. Ele me disse que, infelizmente, também não conseguiria as imagens, porque desligou as câmeras antes de sair”, afirmou o proprietário do bar.

 

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