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Muitos cidadãos passam uma parte importante do seu dia nos pontos à espera do ônibus. Com certeza, a maioria destes usuários
do transporte público gostaria de ter algo para preencher este tempo perdido. Que tal uma boa leitura? Pois bem, esta é a proposta do projeto “Ponto do Livro”, que busca levar cultura e conhecimento a toda a população. 

O Ponto do Livro foi lançado em Belo Horizonte em janeiro de 2014. O primeiro estande, experimental, foi colocado na Praça da Liberdade. Hoje, no local já existem dois. Outro foi instalado na trincheira das avenidas Raja Gabaglia com Contorno e o quarto está no Buritis. Desde o início de junho, o ponto de ônibus que fica em frente ao Parque Aggeo Pio Sobrinho conta com um estande.

O projeto é similar à “Parada do Livro” que existe em São Paulo já há alguns anos. A ideia quer incentivar a leitura no Brasil, onde a atividade não é muito popular. Segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro, 75% da população nunca entrou em uma biblioteca e aqueles que já foram apresentados à leitura consomem, apenas, cerca de quatro livros por ano (só dois deles até o fim).

O objetivo principal da ação é promover o empréstimo gratuito e doação espontânea de livros. Desta forma, enquanto os moradores aguardam a condução é possível pegar uma obra, levar para casa, ler e trazer de volta para o ponto em que pegou. “A gente quer que as pessoas que pegarem livros não só os devolvam, mas façam novas doações. Que o estande seja uma ferramenta multiplicadora de cultura. É um investimento baixo para um impacto alto”, afirma Pedro Ivo, co-fundador do projeto.

Moradores aprovam

E o sucesso da ação no Buritis foi imediato. Logo nos primeiros dias houve uma grande circulação de livros no estande, tanto que, em alguns momentos, poucos exemplares eram encontrados.

As estudantes de Direito Joice do Nascimento e Jéssica Ferreira aprovaram a iniciativa. Para elas, o povo brasileiro precisa ser alimentado com leitura e o Ponto do Livro é uma ideia que precisa ser propagada. “Eu gostei tanto da iniciativa que já levei um livro para casa, “Entre Amores e Amoras”, e trouxe de volta. Mais para frente irei trazer alguns livros meus”, comenta Joice.

“É um projeto fantástico, mas ao mesmo tempo muito simples de ser realizado. Ainda não levei nenhum livro para minha casa, mas não irá faltar oportunidade”, completa Jéssica.

A princípio, a equipe que coordena o projeto faz a alimentação do estande. Isto acontece até que as trocas se tornem automáticas e aí o projeto prossiga com as próprias pernas. A expectativa é de que um segundo estande seja montado no Buritis no ponto de ônibus que fica em frente ao UniBH, também na Avenida Professor Mário Werneck.

 

Fonte: Jornal do Buritis

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