Buraco-T1

Finalização do serviço da Gasmig e criação de Plano seriam soluções para o problema

O péssimo estado em que se encontram várias ruas do Buritis, inclusive a sua principal via, a Avenida Professor Mário Werneck, tem sido uma das maiores reclamações dos moradores nos últimos tempos. Alguns deles chegaram a citar problemas que tiveram em seus veículos, devido às irregularidades das pistas. O serviço de implantação da rede de gás e as chuvas, apesar de bem abaixo do esperado, foram os principais responsáveis pelo surgimento dos problemas. Contudo, os moradores não aceitam que estes fatores prejudiquem o seu dia-a-dia.

Marco Aurélio Gontijo é gerente de engenharia e morador do Buritis. Ele exige uma solução imediata do problema por parte da prefeitura. Assim como outros moradores, ele questiona como é feita a distribuição do imposto recolhido no município. “Nosso bairro é um dos maiores pagadores de IPTU da cidade, imposto este que não está sendo refletido em melhorias. Queremos investimentos no Buritis com urgência”.

É verdade que, alguns dias antes do carnaval, teve início um importante trabalho de recomposição asfáltica nas ruas mais afetadas do Buritis. O serviço em questão é de responsabilidade da Gasmig – Companhia de Gás de Minas Gerais, uma vez que esta é uma dívida que a empresa de fornecimento de gás canalizado tem com o município.

De acordo com Maurício Canguçu Magalhães, gerente da divisão de manutenção de vias públicas da SUDECAP, como a Gasmig tem a obrigação de fazer a recomposição asfáltica seria preciso esperar o fim do trabalho para que fosse criado o Plano de Recapeamento Anual do Buritis. Mas, Maurício garante que o Plano já está sendo criado e o objetivo é que neste mês de abril ele seja finalizado e aprovado para que as obras possam iniciar.

Questionado em relação à qualidade do asfalto das ruas do Buritis, que não podem ver uma gota de chuva para que surjam os buracos, o gerente confirmou que no passado o serviço não foi feito da forma adequada para receber um intenso tráfego de veículos. Por isso, um trabalho paliativo, com operação tapa-buraco, acaba sendo o mais utilizado no bairro. Maurício garante que existe a intenção de fazer um grande recapeamento nas principais ruas do Buritis, mas que esta é uma obra que precisa passar por um estudo mais aguçado. “O objetivo é esse e a PBH não medirá esforços para alcançá-lo”.

 

Prefeitura intercede mais uma vez

 

A PBH suspendeu, no fim do mês de fevereiro, a execução das obras de implantação de tubulação da Gasmig. Foi constatada, durante fiscalização, a má qualidade do material utilizado no recapeamento. De acordo com a administração municipal, novas obras só poderão ser feitas após o reparo adequado das vias públicas que foram quebradas para instalação da tubulação. Uma nova avaliação será feita assim que o serviço de recuperação terminar.

Em relação à qualidade do material usado, a assessoria de imprensa da Gasmig informou que o serviço é feito em várias fases e, por isso, é comum usar asfalto “mais macio”, uma vez que este é considerado provisório. Somente no final do processo, após fiscalização da prefeitura, o asfalto definitivo é aplicado nos trechos.

Ainda segundo a companhia, o asfalto provisório atenderia aos itens de segurança para evitar danos a motoristas e pedestres. Mas a Secretaria de Serviços Urbanos afirma que até mesmo o material usado na composição provisória era de má qualidade.

O que já foi feito

Em abril de 2014, a Gasmig deu início às obras para implantação da rede de abastecimento de gás no Buritis. Após a conclusão da rede, é iniciado o fornecimento do gás natural, conectando edifícios residenciais e estabelecimentos. A partir daí, os consumidores não precisam mais se preocupar com a logística de compra e entrega de gás, pois o gás canalizado é semelhante ao serviço de fornecimento de água e energia elétrica.

Ao longo dos meses de trabalho, alguns problemas foram detectados e isto fez com que a prefeitura suspendesse as obras por um determinado período. Sanada a situação, o trabalho foi retomado em ritmo acelerado e a primeira etapa foi finalizada em janeiro. Devido à extensa área do Buritis, a Gasmig dividiu o projeto de implantação em três etapas. Nesta primeira, foram implantados aproximadamente 12 quilômetros de rede de gás natural no bairro.

Fonte: Jornal do Buritis

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