Um esporte que, até pouco tempo, só de pronunciar seu nome era recebido com estranheza, o rugby hoje não só é conhecido, como tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro, em especial do belo-horizontino. Encontrar praticantes da modalidade deixou de ser uma tarefa árdua. Em relação ao Buritis, nosso bairro se transformou em uma espécie de pólo do esporte na capital com a presença da equipe do BH Rugby, a mais tradicional do Estado, com sete títulos mineiros conquistados, em sete edições (detalhe, nunca perdeu uma partida sequer), e duas conquistas da Taça Brasil. Em 2013, o time firmou uma parceria com o UniBH e, desde então, os treinamentos e jogos da equipe acontecem no campo da universidade.

Nestes três anos a parceria entre BH Rugby e UniBH tem se mostrado um verdadeiro gol de placa, ou melhor, um belo “Try”, que é como é chamado o grande ponto no esporte, que tem uma imensa popularidade em países como África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Além de utilizarem o campo da universidade para jogos e treinos, os atletas recebem acompanhamento médico, de fisiologia, marketing, entre outros. “Sem dúvida foi nossa maior conquista fora dos gramados. Temos toda a estrutura que necessitamos. Até mesmo uma cerveja comemorativa iremos lançar com o apoio dos alunos do curso de Mestre Cervejeiro da universidade”, comenta um dos coordenadores do time, Fernando Guerra, o popular Loco.

Para o UniBH a grande vantagem é a visibilidade alcançada em virtude do sucesso do BH Rugby. Além de arrastar um enorme número de torcedores por onde passa, o time possui atletas na Seleção Brasileira e exporta muitos outros para equipes de ponta no país. “O que começou como hobby virou coisa muito séria. Antes tínhamos dois, três jogos por ano. Hoje temos este número por mês”, ressalta Loco.

Esporte para todos

Apesar de ser um esporte muito viril, não precisa ser nenhum peso pesado para praticar. De acordo com Fernando Guerra, existem posições no rugby para quaisquer biotipo. A cultura da modalidade é, simplesmente, receber as pessoas. “É verdade que ele é muito difícil, físico. Existe um grande contato, até por isso muitas pessoas acabam desistindo. Contudo, aqueles que gostam, nunca mais largam”.

Um dos destaques do BH Rugby é a escolinha para crianças. Para elas, o esporte foi adaptado, não havendo o contato brusco. Aprendem a parte teórica e as formas de interceptação e corridas. “Com este aprendizado, ao chegarem a uma idade para jogar, elas já terão um ótimo desempenho”, explica Loco.

Pai do pequeno Gabriel, de 08 anos, João Chagas acompanha de perto os treinos do filho, que entrou para a escolinha há cerca de três meses. “Observando os treinos aqui, para mim o futebol é mais perigoso. A cautela é muito grande com as crianças”, diz Chagas Sem fronteiras Outra característica importante do rugby é estreitar relacionamentos. Um praticante sempre será bem recebido por outro, não importa sua cultura ou nacionalidade. O BH Rugby tem um grande exemplo dentro da equipe.

O mexicano César Treviño, o Cesinha (apelido ganhado apesar dos quase dois metros de altura e mais de 100 quilos), conheceu o rugby em Cuba e se apaixonou de imediato. Anos depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde continuou a praticar o esporte por uma equipe local, quando, inclusive, chegou a enfrentar o time mineiro. Ao se mudar para BH para estudar educação física, não pensou duas vezes, procurou o “antigo adversário”. Não somente foi aceito no time, como sua graduação e seu carisma também o credenciaram para se tornar técnico da turma juvenil. “Rugby é como ir ao encontro da família. A recepção é sempre acolhedora. São todos muito especiais”.

CONQUISTANDO ADEPTOS

A chegada da equipe ao campus Estoril despertou muito o interesse dos moradores da região pelo rugby. Com isso, o número de atletas aumentou bastante, especialmente nas categorias juvenil e infantil. Quem tiver o interesse de conhecer as atividades, os treinos acontecem às terças e quintas, a partir das 19h30, e aos sábados, às 10h. Somando todas as categorias (masculino, feminino, infantil, novatos e touch rugby), em torno de 200 pessoas treinam regularmente no campo do UniBH.

 

Fonte: Jornal do Buritis

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