Quem treina musculação a mais tempo já deve ter utilizado técnicas como superset, pirâmide ou rosca 21, técnicas desenvolvidas por fisiculturistas para gerar um estímulo “diferente” na musculatura e desse modo obter mais resultados de hipertrofia. Mas estas técnicas nem sempre são eficientes.

Temos que sempre pensar no porquê das coisas, por exemplo, qual o objetivo de se treinar pirâmide, rosca 21 e superset, 3 técnicas que a meu ver não trazem nenhum benefício adicional para quem quer hipertrofia? Vamos pensar no benefício de adaptação destes treinos, piramide é apenas uma variação de repetições, rosca 21 e superset eram utilizadas pelos fisiculturistas, erradamente diga-se por sinal, para “definição” muscular e tem gente usando isso para hipertrofia quando sao tecnicas para treinamento de resistencia muscular. Nao adianta variar o treino utilizandi tecnicas inadequadas para seu objetivo.

Já uma outra técnica interessante que pode ser utilizada e é pouco conhecida se chama “peak contraction”, ela é indicada por dois motivos, primeiro porque alguns alunos “fecham” algumas máquinas e gostariam de continuar a aumentar o peso, utilizando essa técnica pode-se fazer isso, basta executar as repetições e no final da série se faz uma contração de 10 segundos com a carga utilizada na série, isso fisiologicamente funciona da seguinte maneira: o estímulo com carga máxima para hipertrofia bem executado chega no final da série gerando “falha” concêntrica das fibras musculares, esse estímulo faz com que haja geração de estresse muscular e adaptação com aumento do diâmetro das fibras musculares.

O problema é que já deturparam essa técnica. Ao utilizar a técnica de “peak contraction” alguns professores mandam os alunos parar o estímulo no final da série e fazer uma contração isométrica SEM CARGA, com isso o estímulo acaba. Tenho visto essa técnica ser mal aplicada nos treinos de quadríceps. Para se obter resultado é necessário utilizar isometricamente a CARGA MÁXIMA, é importante que isso fique bem claro porque contrações isométricas após a série, sem carga, não funciona porque há uma queda vertiginosa da carga, com isso a adaptação não ocorre.
Fazer supino e depois realizar flexão de braço não resolve porque ha também uma redução drástica na carga e a intensidade cai de 85% para 20%, o corpo não reage a estímulos fracos.

Ou usamos a ciência para nos beneficiar dela, ou eh melhor fazer apenas o básico e obter resultados, sem invenção.

 


Bruno Mello é Coordenador técnico da MCM academia, professor de educação física e jornalista

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