palhacaria

De narizes vermelhos, rostos pintados e jeito desengonçado, eles se estrebucham no chão e fazem a gente morrer de rir. No picadeiro ou nas ruas, as maluquices dos palhaços nos permitem esquecer, pelo menos um pouquinho, as mazelas da vida cotidiana. Mas, para Diogo Dias, um dos fundadores da Cia. Circunstância, que celebra dez anos de palhaçaria em BH com uma série de eventos a partir da próxima segunda (27), a farra não se trata apenas de entretenimento, mas uma forma de ver o mundo.

“Ser um palhaço é a gente cair, levantar e continuar a caminhar. Ser palhaço é rir dos problemas, conseguir se encontrar nos seus erros e aprender com as falhas. Ser um palhaço é observar o mundo, afinal, a gente é tudo igual”.

Diogo, aliás, era igual a todo mundo mesmo. Tinha um emprego comum, acordava cedo, cumpria o expediente, até que foi apresentado a uma escola de circo. “Cheguei lá do nada, por mera curiosidade. Mas fui gostando. Costumo dizer que foi o circo que me escolheu”, lembra o palhaço que, junto com Luciano Antinarelli, Evandro Heringer, Miguel Safe, Dagmar Bedê e Yuri Pinto, oferecem espetáculos, rodas de conversa e a apresentação de todo o repertório da Cia. Circunstância. A “Mostra Tudo” vai até 6 de junho ocupando várias regiões da cidade e conta com a presença de diversas trupes regionais e nacionais.

“Estamos trazendo pessoas que são referência para a gente e também que estiveram conosco ao longo dessa jornada”, comenta Dagmar, destacando entre os convidados Biribinha, palhaço de Alagoas em atividade há 28 anos, a Trupe Olho da Rua, de São Paulo, e Rodrigo Robleño, mineiro, interlocutor da arte do palhaço, que já integrou o Cirque du Soleil e hoje comanda a companhia Uniclown (Confira sugestões da programação indicadas por Dagmar Bedê ao lado).

Correto

A “Mostra Tudo” também conta com oficinas voltadas para artistas e interessados. Nelas, além de discussões sobre produção cultural e políticas públicas voltadas para a arte, serão abordados aspectos que caracterizam o palhaço tradicional, o contemporâneo e suas transformações ao longo dos tempos. Afinal, segundo Diogo Dias, um dos segredos do humor é estar sempre se atualizando. Para ele, isso hoje inclui refletir sobre quem é atingido pelas piadas e o que elas revelam da sociedade. “Há algo bem diferente que dificulta nosso trabalho, mas no sentido positivo, que é o politicamente correto. O espectador tem que rir junto com você e se sentir contemplado. É preciso ser inteligente o bastante para não colocar o riso no outro. O riso deve estar em nós, os comediantes”.

Programe-se

ESPETÁCULOS

Um Solo Para Uma Palhaça Sola – Com Palhaça Luba. Parque Aggeo Pio Sobrinho (av. Professor Mario Werneck, 2691, Buritis, telefone). Dia 9 de maio (sábado), às 10h. Entrada franca

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