Fim das férias de julho é hora de voltar as atenções para os estudos. Porém, diferentemente do início do ano letivo, quando o aluno ainda traz consigo um certo clima de relaxamento até “engrenar de vez” nas atividades estudantis, agora, o sistema é outro, principalmente para quem não obteve notas tão boas. E, imaginar que o ano pode ser perdido, para muitos jovens, causa uma angústia enorme, o que acaba prejudicando ainda mais seu desempenho dentro de sala de aula. Qual o papel dos pais neste momento? O que poderiam fazer para ajudar seus filhos? Para entender o que está acontecendo? A resposta para todas estas perguntas pode surgir através da análise de um especialista, o que pode ser crucial para o sucesso do estudante, não apenas no boletim, mas na vida.

A partir de um acompanhamento multidisciplinar hoje em dia é possível descobrir com exatidão quais são as dificuldades do aluno. Seja na simples dificuldade de aprendizado até mesmo a graves transtornos psicológicos. O importante é que os pais estejam sempre atentos ao que acontece na vida dos filhos e busquem uma solução o quanto antes. “Sim. O ano ainda pode ser salvo!”

No Buritis, a Educar Espaço de Aprendizagem e Desenvolvimento Humano realiza um grande trabalho nesta área. Já são inúmeros casos de sucesso alcançados. Mas, cada um deles trabalhando de uma forma bem singular. Psicopedagoga, Amanda Ramalho explica que um dos objetivos é ajudar o aluno a entender o seu processo de aprendizagem, conhecê-lo de maneira integrada a fim de ajudá-lo a superar dificuldades. É preciso identificar se o problema do aluno é somente a nota, se também é disciplinar, ou ainda um outro fator externo. Se for apenas nota, um reforço escolar pode resolver. Criar uma rotina de estudos. Desenvolver um novo sistema que funciona. Ao atingir os primeiros bons resultados, cresce a autoestima, o que estimula ainda mais a busca pelo sucesso. “Com disciplina, participação da família, da escola, vontade do aluno e auxílio profissional, ele consegue sim”, garante.

Já se o diagnóstico mostrar que o aluno está passando por um problema emocional, o trabalho deve acontecer de outra forma. Ele deve passar também por um tratamento clínico. Neste caso a percepção dos pais deve ser ainda mais aguçada. Demonstrações de ansiedade, dificuldades de atenção, memória, depressão, fatores que podem afetar o sono, o apetite. Tudo isso deve ser observado atentamente. “Acreditar que isto é normal, apenas uma fase, pode ser fundamental para a reprovação no fim do ano, o que vai resultar em mais angústia e frustração. Por isso, a atenção dos pais deve ser imediata”, explica a psicóloga Cristiane Moraes de Oliveira.

Ela ainda elucida que, nestes casos, é preciso trabalhar técnicas de relaxamento e reprogramação de pensamentos. Filtrar os pensamentos positivos e espantar os ruins. “Não sei. Não sou capaz. Frases como estas devem ser retiradas do vocabulário. A gente mostra como atacar o problema. Todos temos problemas, uns com maiores, outros nem tanto. Quem busca terapia é porque quer solucioná-los e este é o primeiro passo para cura”, diz.

Trabalho com os pais

Na grande maioria dos casos trabalhados na Educar, os pais também passam por um diagnóstico. É preciso chegar à raiz do problema que, em algumas situações, passa pela vontade dos progenitores.

O filho não ser como ele, ou como ele gostaria de ter sido, é algo que muitos pais costumam não aceitar, isto gera uma frustração enorme que acaba sendo sentida pelo jovem e demonstrada por algumas das situações já citadas. “São emoções desorganizadas que trabalhamos para tentar reorganizá-las. É preciso fazer com que ambos conheçam suas visões de mundo e se entendam. E mais que um bom aluno, que o pai faça tudo para ter um bom filho”, diz a psicóloga Lilian Silveira.

Parceria com a escola é fundamental

Toda escola oportuniza o desenvolvimento dos alunos em parceria com as famílias. É por meio desta parceria que a aprendizagem pode se elevar cada dia. Sabemos que nem todos os estudantes são iguais, que cada um possui o seu ritmo de aprendizado e desempenho acadêmico (que são duas coisas diferentes). A escola sugere intervenções internas, e conforme a demanda, também podem ser externas, com especialistas, uma vez que vários fatores interferem no bom desempenho dos alunos. Esses fatores não podem evoluir com o tempo e deve-se tratar as causas, de preferência preventivamente, ou saná-las o quanto antes. Sendo assim, instituições que oferecem serviços de reforço escolar, psicopedagogia, psicologia, fonoaudiologia entre outros, com profissionais bem capacitados e preparados podem auxiliar família e escola no atendimento ao aluno que tem uma demanda específica.

O objetivo neste contexto é dar suporte para que as suas dificuldades sejam eliminadas e favoreça o avanço no processo de aprendizagem de forma tranquila para o aluno que é o mais afetado. “Nunca é tarde para desenvolver a capacidade cognitiva dos alunos e para que a aprendizagem aconteça. O resultado é sempre muito positivo, pois acreditamos que para haver aprendizado o aluno precisa estar fortalecido em sua autoestima e seguro de que é capaz. Precisa estabelecer estratégias variadas para aprender e reconhecer que todo o esforço é bem vindo para aprender”, relata a diretora do Colégio Unimaster Buritis, Helen Cristina Paes.

Fonte: Jornal do Buritis

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