[{"data":1,"prerenderedAt":108},["ShallowReactive",2],{"noticia-bh-tem-o-3-pior-transito-do-brasil-e-o-buritis-sente-isso-todos-os-dias":3,"noticias-relacionadas-99ff0191-cef5-4b20-a767-3cf445910fdc":23},{"id":4,"titulo":5,"subtitulo":6,"slug":7,"conteudo":8,"imagem_destaque_url":9,"imagem_destaque_alt":10,"categoria":11,"autor":12,"status":13,"data_publicacao":14,"seo_meta_titulo":15,"seo_meta_descricao":11,"seo_imagem_og":11,"seo_palavras_chave":16,"criado_em":17,"atualizado_em":17,"categoria_id":18,"subcategoria_guia_id":11,"tipo_conteudo":19,"atualizado_em_editorial":20,"ultima_verificacao":11,"cta_texto":11,"cta_href":11,"categoria_info":21,"subcategoria_info":11},"99ff0191-cef5-4b20-a767-3cf445910fdc","BH tem o 3º pior trânsito do Brasil — e o Buritis sente isso todos os dias","De Curitiba a BH: veja o ranking do pior trânsito do país e os gargalos do Buritis","bh-tem-o-3-pior-transito-do-brasil-e-o-buritis-sente-isso-todos-os-dias","\u003Cp>Um novo levantamento colocou Belo Horizonte em um patamar preocupante de mobilidade urbana. Segundo o \u003Ca href=\"https:\u002F\u002Fwww.tomtom.com\u002Ftraffic-index\u002F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">TomTom Traffic Index\u003C\u002Fa> 2025, motoristas e passageiros da capital perderam, em média, 130 horas presos em congestionamentos ao longo do ano — o equivalente a mais de cinco dias inteiros parados no trânsito. O número deixa BH atrás apenas de Curitiba (135 horas) e São Paulo (132 horas) entre as capitais brasileiras, e empatada com Recife.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os dados foram apresentados por Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), durante o Seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo, e repercutiram amplamente na imprensa mineira.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>BH ultrapassou São Paulo — pela primeira vez\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O detalhe mais chamativo do estudo é que, no índice médio de congestionamento, Belo Horizonte (58,6%) superou São Paulo (58,5%) — uma diferença mínima, mas simbólica, já que a capital paulista é historicamente sinônimo de trânsito caótico no imaginário nacional. No ranking global, que avaliou 492 cidades no mundo, BH aparece entre as 30 piores do planeta.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outros números do levantamento:\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Terceira capital brasileira com maior aumento no índice de congestionamento em 2025 (alta de 0,6 ponto percentual ante 2024), atrás apenas de Porto Alegre e Recife.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Velocidade média de 21,3 km\u002Fh nas vias da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Em 15 minutos de deslocamento, um motorista belo-horizontino percorre, em média, apenas 5,3 km.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Terças e quartas-feiras são os dias mais críticos, com picos de lentidão de manhã e no fim da tarde.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para a CNT, um dos fatores que empurra cada vez mais gente para o carro é a falta de prioridade viária para o transporte coletivo. Segundo a entidade, quase metade dos usuários de ônibus relata considerar trocar o coletivo pelo veículo particular justamente pela ausência de faixas exclusivas e de agilidade no trajeto — um ciclo que, ao aumentar a frota nas ruas, só agrava o congestionamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>E no Buritis, como fica isso?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os números da cidade como um todo já preocupam, mas quem mora ou circula pelo Buritis sabe que o bairro tem seus próprios pontos de estrangulamento — e eles aparecem com frequência nos boletins de trânsito da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O cruzamento entre a Avenida Professor Mário Werneck e a Avenida Raja Gabáglia é apontado repetidamente como um dos principais gargalos de acesso ao bairro, assim como a entrada pela Rua José Rodrigues Pereira, na Raja Gabáglia — a principal porta de entrada do Buritis para quem vem de outras regiões da cidade. Em dias de maior fluxo ou de ocorrências no Anel Rodoviário, a Mário Werneck costuma ficar congestionada num trecho longo, do Shopping Paragem até as imediações da Escola Americana, próximo ao acesso ao Anel pela Avenida Cristovam Chiaradia.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro ponto crítico da própria Mário Werneck é o trecho em frente à entrada do UniBH, que concentra grande volume de carros, vans escolares e pedestres nos horários de entrada e saída das aulas. O embarque e desembarque de alunos na via, sem estrutura adequada, é um fator que se soma aos demais gargalos do bairro e tem sido citado em propostas de melhoria do trânsito local, como o uso de espaços da BHTrans e do COP-BH para embarque e desembarque, justamente para tirar esse fluxo de cima da pista.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como o Buritis depende fortemente da Raja Gabáglia e da Barão Homem de Melo para se conectar ao restante de BH, qualquer lentidão nessas duas avenidas — seja por excesso de veículos no horário de pico, seja por acidentes no Anel Rodoviário — tem efeito direto e quase imediato sobre quem mora no bairro. Não é à toa que propostas de melhoria do trânsito no Buritis, como a modernização da sinalização semafórica e intervenções no encontro Mário Werneck x Raja Gabáglia, têm aparecido com frequência em discussões sobre mobilidade na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nos finais de semana, moradores notam a diferença: o fluxo cai bastante e o trânsito flui com mais tranquilidade pelas mesmas vias que, durante a semana, formam filas nos horários de pico.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O que os dados sugerem para o bairro\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O quadro geral de Belo Horizonte reforça um ponto que já é sentido no dia a dia do Buritis: a dependência quase total do carro particular, combinada com poucas alternativas de vias de acesso, deixa o bairro vulnerável a qualquer imprevisto nas rotas que o ligam ao resto da cidade. Investimentos em prioridade para ônibus, sinalização inteligente e alternativas de acesso — pautas já defendidas por moradores e lideranças locais — ganham ainda mais relevância diante de um cenário em que BH já divide o pódio dos piores trânsitos do país.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fontes: TomTom Traffic Index 2025; O TEMPO (\"BH é a terceira capital com o pior trânsito do país, com 130 horas perdidas em congestionamento\", 13\u002F08\u002F2026); reportagens sobre pontos de congestionamento na Mário Werneck e Raja Gabáglia.\u003C\u002Fp>","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786641173308-40m10d.png","Ônibus e carros parados no trânsito intenso de uma via",null,"Meu Bairro Buritis","publicado","2026-08-13T17:13:07.991+00:00","BH tem o 3º pior trânsito do Brasil, mostra estudo","trânsito","2026-08-13T17:13:08.551541+00:00","mobilidade-urbanismo","reportagem","2026-08-26T15:19:57.611+00:00",{"id":18,"rotulo":22},"Mobilidade e Urbanismo",[24,36,50,63,73,85,98],{"id":25,"slug":26,"autor":12,"status":13,"titulo":27,"conteudo":28,"cta_href":11,"categoria":29,"criado_em":30,"cta_texto":11,"subtitulo":31,"categoria_id":18,"atualizado_em":30,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":32,"data_publicacao":33,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":16,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":34,"imagem_destaque_url":35,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"0e2647bc-b12c-40d0-94b8-f1cd1dd7fab6","relato-de-uma-tragedia-que-quase-aconteceu","Relato de uma tragédia que quase aconteceu","\u003Cp>Ontem à noite assisti ao último capítulo de uma tragédia que, por sorte, nunca aconteceu.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Tudo começou com uma infração comum: um motorista não respeitou a sinalização de PARE. Errou. Poderia ter causado um acidente. Não houve.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas o que aconteceu depois foi ainda mais perigoso.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O outro condutor decidiu que não bastava reclamar. Xingou, acelerou e iniciou uma perseguição pelas ruas do Estrela Dalva até a Ernani Agrícola. Em segundos, o trânsito virou um campo de batalha.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os papéis se inverteram: quem cometeu a primeira infração passou a fugir por acreditar que sua vida estava em risco. Quem estava “certo” passou a aumentar o risco ao tentar interceptar outro veículo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pergunta não é quem começou. É: quem decidiu aumentar o risco?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Existe uma diferença enorme entre indignação e agir como juiz. O Código de Trânsito prevê punições e existem autoridades para fiscalizar. O que não existe é licença para transformar as ruas em arena de vingança.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>E quantas pessoas inocentes cruzaram aquele caminho sem saber que dois homens dirigiam sob o efeito da adrenalina? Uma criança, um motociclista ou uma família. Nenhum participou da discussão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O desfecho foi quase cinematográfico. Quando pararam lado a lado, descobriram que eram conhecidos. Vizinhos. Os gritos deram lugar às desculpas e os insultos terminaram em um abraço.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi bonito, mas assustador. Dois homens quase destruíram suas próprias vidas — e talvez a de terceiros — antes de perceberem que brigavam com alguém cujo nome conheciam.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>E se fossem desconhecidos?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez hoje estivéssemos lendo uma notícia policial.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A maior ilusão do trânsito é acreditar que estamos discutindo apenas com outro motorista. Não estamos. Estamos conduzindo uma máquina de mais de uma tonelada, capaz de causar uma tragédia em poucos segundos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quando a emoção assume o volante, a razão vai para o banco de trás. Talvez a maior demonstração de força no trânsito não seja acelerar, mas frear: o carro, o orgulho, a raiva e o impulso de provar quem está certo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Você prefere ter razão ou voltar para casa?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na maioria das vezes, as duas coisas são compatíveis, desde que a intolerância não assuma a direção.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Texto de: @champbrasil\u003C\u002Fp>","Trânsito ","2026-08-08T12:54:21.208334+00:00","Tudo começou com uma infração comum: um motorista não respeitou a sinalização de PARE. Errou. Poderia ter causado um acidente. 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Não, não foi metáfora, ou talvez tenha sido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Era quase seis da tarde, na Rua José Silveira, em frente ao BH Supermercados, naquela região da pista de cooper. Duas pessoas haviam acabado de fazer suas compras e chamaram um Uber ao mesmo tempo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dois carros chegaram, e, entre eles, uma senhora idosa, apoiada em uma muleta, tentando embarcar. Foi o suficiente...\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os motoristas não pararam exatamente junto à guia da sarjeta. O supermercado não possui uma área adequada para embarque e desembarque, apenas o acesso à garagem. Os carros ficaram alguns segundos onde não deveriam, alguém buzinou, outro motorista xingou, outro provavelmente xingou quem xingou, e em poucos instantes tínhamos instalado, gratuitamente, um pequeno espetáculo de intolerância urbana.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Era trânsito, mas também, nesse mesmo instante, era muito mais do que trânsito. Fiquei observando aquela cena patética, porque, curiosamente, ninguém ali parecia ser exatamente o vilão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O motorista queria pegar o passageiro, o passageiro queria ir embora. A senhora precisava de mais tempo para entrar no carro. Os outros motoristas queriam seguir. O supermercado precisava receber seus clientes, e a rua precisava continuar funcionando.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Todos tinham uma razão, e quando todos têm uma razão, mas ninguém pensa no outro, então, nasce o caos, e foi aí que percebi que talvez o problema não esteja apenas nas pessoas. Está também na maneira como construímos nossas cidades.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Grandes supermercados recebem centenas, às vezes milhares de pessoas por dia. Mas quantos foram projetados pensando que parte desses consumidores chegará de táxi, Uber ou outro veículo de aplicativo?\u003C\u002Fp>\u003Cp>No Buritis, basta observar. Supernosso, Verdemar, EPA, BH. Entramos, compramos, pagamos e saímos, mas onde está o espaço para aquele que não veio dirigindo? Onde está o lugar para o idoso? E o lugar para quem tem dificuldade de locomoção? Para quem chega de aplicativo? Para quem simplesmente precisa de trinta segundos para entrar em um carro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parece um detalhe, mas não, não é. É justamente nos detalhes que uma cidade revela o quanto se importa com as pessoas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>E nas igrejas o problema não é muito diferente. Em dias de missa, passar em frente à igreja no alto da ladeira da Alessandra Salum Cadar é quase um exercício espiritual, e talvez seja mesmo. Os carros formam fila dupla na subida e na descida, apesar da enorme placa colocada pela própria paróquia pedindo que isso não aconteça.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na Igreja Boas Novas, na Barão, depois dos cultos, a situação se repete. Pessoas aguardam seus motoristas no meio da rua. Motoristas chegam desesperados, param onde conseguem, ligam o pisca-alerta e, naquele instante, parece que o restante da cidade deixa de existir. Quem vem atrás que espere. Quem precisa passar que desvie. Quem está a pé que se vire, e é justamente aí que a coisa fica filosófica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez o problema nunca tenha sido o carro, nem o Uber, nem o supermercado, nem a igreja. O problema somos nós, quando acreditamos que a nossa necessidade, naquele exato momento, vale mais do que a necessidade do outro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O motorista pensa: \"Só vou parar um minutinho.\" O passageiro pensa: \"É só entrar no carro.\" O outro motorista pensa: \"Não custa esperar.\" O pedestre pensa: \"Eles que desviem.\"\u003C\u002Fp>\u003Cp>E, quando percebemos, uma cidade inteira está funcionando à base do \"é só um minutinho\". Só que somos milhões de pessoas vivendo simultaneamente. Se cada um reivindicar para si apenas \"um minutinho\" de exceção, a cidade inteira para.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez seja isso que significa viver em sociedade. Entender que o espaço público não é um espaço sem dono, ele é justamente o espaço de todos. A rua é minha, mas também é sua. A calçada é minha, mas também é do cadeirante. O estacionamento é meu direito, mas o embarque seguro também é direito de quem não dirige.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O trânsito não é apenas um problema dos motoristas. É um problema de motoristas, passageiros, pedestres, comerciantes, igrejas, supermercados, arquitetos, urbanistas e, principalmente, de cidadãos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Precisamos reaprender uma palavra que parece antiga, mas continua absolutamente moderna: colaboração. E talvez outra, ainda mais difícil: empatia. Não aquela empatia bonita das redes sociais, que aparece em frases prontas, mas a empatia prática, aquela que faz o motorista pensar no carro que está atrás, que faz o passageiro não exigir que o motorista pare no meio da rua, que faz o supermercado perceber que seu cliente não é apenas aquele que chega de carro próprio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>A empatia que faz uma igreja perceber que seus fiéis precisam sair sem transformar a rua em estacionamento, que faz todos nós lembrarmos que, antes de sermos motoristas, passageiros, fiéis, clientes ou pedestres, somos pessoas compartilhando o mesmo espaço.\u003C\u002Fp>\u003Cp>E foi por isso que comecei dizendo que vi o poste mijar no cachorro, porque, naquela tarde, todos estavam certos e todos estavam errados. O motorista reclamava do passageiro, o passageiro reclamava do trânsito, o trânsito reclamava dos carros, os carros reclamavam da falta de espaço, e a cidade, silenciosamente, reclamava de todos nós.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez o verdadeiro problema seja que construímos cidades pensando em veículos e depois esperamos que seres humanos consigam caber dentro delas, e sim, não usarei um “talvez”. Já passamos da hora de inverter a essa lógica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Antes de construir mais uma garagem, mais uma entrada monumental, mais uma fachada bonita ou mais algumas vagas de estacionamento, talvez alguém devesse perguntar: - \"E as pessoas? Como elas chegam? Como elas saem? E, principalmente, como fazemos isso sem atrapalhar a vida de quem está passando?\"\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parece uma pergunta simples, não é? Mas talvez uma cidade civilizada comece exatamente quando aprendemos a fazê-la, porque, no fim, ninguém mora no trânsito, ninguém mora no supermercado, ninguém mora na igreja, nós moramos uns com os outros, e isso deveria ser suficiente para mudar a maneira como ocupamos a rua.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cem>Carlos HM Pires :@champbrasil\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cem>Foto: Idanir Pawelkiewicz\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>","2026-08-11T17:57:13.678326+00:00","Quando o post mijou no cachorro - Coluna de Carlos Pires","opiniao",{"id":44,"rotulo":46},"Opinião","2026-08-11T17:57:13.132+00:00","Ônibus e carros parados no trânsito de uma rua do Buritis","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786471020351-rmikon.png",{"id":51,"slug":52,"autor":12,"status":13,"titulo":53,"conteudo":54,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":55,"cta_texto":11,"subtitulo":56,"categoria_id":57,"atualizado_em":55,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":58,"data_publicacao":60,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":61,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":11,"imagem_destaque_url":62,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"0de0a253-5ddc-4b3b-b30e-9a2bebe5d2ba","propaganda-eleitoral-causa-poluicao-visual-no-buritis-veja-as-regras","Propaganda eleitoral causa poluição visual no Buritis; veja as regras","\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Propaganda eleitoral toma conta de rotatória no Buritis e chama atenção para poluição visual\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma rotatória localizada no encontro das avenidas \u003Cstrong>Professor Mário Werneck e Aggeo Pio Sobrinho\u003C\u002Fstrong>, em frente à loja da Trigopane, no Buritis, chama atenção neste período eleitoral pela grande quantidade de materiais de campanha espalhados pelo local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A imagem registrada na região mostra placas e outros materiais de diferentes candidaturas ocupando a área da rotatória e seus arredores. A situação levanta uma discussão que costuma ganhar força durante as eleições: \u003Cstrong>até onde vai o direito de fazer propaganda eleitoral e onde começam as regras que protegem os espaços públicos?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que pode e o que não pode na propaganda eleitoral?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nas \u003Cstrong>Eleições Gerais de 2026\u003C\u002Fstrong>, a propaganda eleitoral está permitida desde \u003Cstrong>16 de agosto\u003C\u002Fstrong>. Entretanto, a autorização para fazer campanha não significa que candidatos, partidos e apoiadores possam instalar livremente placas, cartazes e outros materiais em qualquer ponto da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A \u003Cstrong>Resolução TSE nº 23.610\u002F2019\u003C\u002Fstrong>, que regulamenta a propaganda eleitoral, estabelece diversas restrições para a utilização de espaços públicos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Propaganda em áreas públicas é proibida\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A legislação proíbe propaganda eleitoral em \u003Cstrong>bens públicos ou bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público\u003C\u002Fstrong>. A regra inclui postes de iluminação pública, sinalização de trânsito, viadutos, passarelas, pontes, pontos de ônibus e outros equipamentos urbanos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A proibição também é bastante específica em relação às áreas verdes: \u003Cstrong>não é permitida a colocação de propaganda eleitoral em árvores e jardins localizados em áreas públicas\u003C\u002Fstrong>, mesmo que o material não cause qualquer dano físico ao patrimônio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso é particularmente importante em situações como a observada na rotatória entre as avenidas Professor Mário Werneck e Aggeo Pio Sobrinho, onde há uma área ajardinada no espaço público.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Bandeiras podem ser utilizadas nas ruas?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Sim. A legislação permite a utilização de \u003Cstrong>bandeiras ao longo das vias públicas\u003C\u002Fstrong>, mas elas precisam ser móveis e não podem dificultar a circulação de pessoas ou veículos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A legislação considera que a mobilidade está caracterizada quando os materiais são colocados a partir das \u003Cstrong>6h e retirados até as 22h\u003C\u002Fstrong>. Portanto, não basta simplesmente instalar uma estrutura em um ponto da rua e deixá-la permanentemente no local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E placas e cartazes em imóveis particulares?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também existem restrições para propriedades particulares. A legislação eleitoral não permite que qualquer tipo de placa ou estrutura de propaganda seja instalada livremente em imóveis privados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre as formas expressamente permitidas estão determinadas \u003Cstrong>bandeiras móveis\u003C\u002Fstrong> e \u003Cstrong>adesivos em veículos e janelas residenciais\u003C\u002Fstrong>, respeitado o limite de 0,5 m² e as demais regras eleitorais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Além disso, a propaganda em bens particulares deve ser \u003Cstrong>espontânea e gratuita\u003C\u002Fstrong>. É proibido pagar pelo espaço utilizado para propaganda eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Outdoor é permitido?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Não. A legislação eleitoral proíbe a propaganda por meio de \u003Cstrong>outdoors\u003C\u002Fstrong>, inclusive quando ocorre justaposição de materiais que produza efeito visual equivalente a um outdoor.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Existe multa para propaganda irregular?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Sim. Quem veicular propaganda em desacordo com as regras referentes aos bens públicos pode ser notificado para retirar o material e restaurar o local. Caso a determinação não seja cumprida, a legislação prevê multa de \u003Cstrong>R$ 2 mil a R$ 8 mil\u003C\u002Fstrong>, após o devido processo e oportunidade de defesa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, diante de uma possível irregularidade, o cidadão não precisa decidir sozinho se determinado material é ou não ilegal. O mais adequado é registrar a situação e encaminhá-la à Justiça Eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Como denunciar propaganda eleitoral irregular?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O principal canal disponibilizado pela Justiça Eleitoral é o \u003Cstrong>Pardal\u003C\u002Fstrong>, aplicativo oficial criado para receber denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O \u003Cstrong>Pardal Móvel\u003C\u002Fstrong> está disponível gratuitamente para celulares e tablets e pode receber denúncias acompanhadas de fotografias, vídeos e outras informações que ajudem a identificar a situação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Depois do envio, a denúncia é encaminhada à Justiça Eleitoral, que é responsável por analisar o caso e tomar as providências cabíveis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.tse.jus.br\u002Feleicoes\u002Feleicoes-2024-content\u002Faplicativos-justica-eleitoral\">Pardal\u003C\u002Fa> também permite acompanhar informações e estatísticas relacionadas às denúncias. Em Minas Gerais, o TRE-MG orienta os eleitores a utilizar a ferramenta para comunicar possíveis irregularidades durante as Eleições 2026.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que informar em uma denúncia?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao identificar uma possível irregularidade, é recomendável registrar a situação da forma mais clara possível. Fotografias que mostrem tanto a propaganda quanto o local onde ela está instalada podem ajudar na análise.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Fotografe a propaganda;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Mostre, sempre que possível, o entorno e o local onde o material está instalado;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Informe o endereço ou um ponto de referência;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Registre outros detalhes que possam ajudar na identificação da situação;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Utilize o aplicativo Pardal para encaminhar a denúncia à Justiça Eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E a rotatória do Buritis?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A fotografia registrada na região da Trigopane chama atenção principalmente pela \u003Cstrong>concentração de materiais de campanha em um espaço público relativamente pequeno\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante, porém, fazer uma distinção: \u003Cstrong>poluição visual e propaganda eleitoral irregular não são necessariamente a mesma coisa\u003C\u002Fstrong>. A quantidade de material pode causar incômodo visual, mas a caracterização de uma infração depende da forma, do local e das circunstâncias em que a propaganda foi instalada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se uma peça estiver instalada em um jardim, canteiro ou outro bem público em desacordo com as regras eleitorais, por exemplo, existe fundamento para que a situação seja comunicada à Justiça Eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também é importante lembrar que as regras valem \u003Cstrong>para todos os candidatos, partidos, federações e campanhas\u003C\u002Fstrong>, independentemente de preferência política.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fiscalizar a propaganda eleitoral não significa ser contra determinada candidatura. Significa contribuir para que as regras sejam cumpridas de maneira igual durante a disputa eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Viu uma possível irregularidade?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Fotografe, registre o local e denuncie pelo aplicativo Pardal.\u003C\u002Fstrong> A análise sobre a existência ou não de uma infração cabe à Justiça Eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para as Eleições 2026, o TRE-MG também disponibiliza informações sobre denúncias e fiscalização da propaganda eleitoral.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Fontes:\u003C\u002Fstrong> Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.tse.jus.br\u002Flegislacao\u002Fcompilada\u002Fres\u002F2019\u002Fresolucao-no-23-610-de-18-de-dezembro-de-2019\">Resolução TSE nº 23.610\u002F2019 – Propaganda eleitoral\u003C\u002Fa>\u003Cbr>\u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.tre-mg.jus.br\u002Fcomunicacao\u002Fnoticias\u002F2026\u002FAgosto\u002Fpardal-esta-disponivel-para-denuncias-de-irregularidades-na-propaganda-eleitoral\">TRE-MG – Pardal e denúncias de irregularidades nas Eleições 2026\u003C\u002Fa>\u003Cbr>\u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.tre-mg.jus.br\u002Fcomunicacao\u002Fnoticias\u002F2026\u002FAgosto\u002Fcandidatos-e-partidos-ja-podem-fazer-propaganda-eleitoral\">TRE-MG – Regras da propaganda eleitoral nas Eleições 2026\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-01T12:38:22.591904+00:00","Propaganda eleitoral toma conta de rotatória no Buritis e chama atenção para poluição visual","bairro",{"id":57,"rotulo":59},"Notícias do Bairro","2026-09-01T12:38:21.445+00:00","Eleições, poluição","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788266233927-3qh8d1.png",{"id":64,"slug":65,"autor":12,"status":13,"titulo":66,"conteudo":67,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":68,"cta_texto":11,"subtitulo":69,"categoria_id":18,"atualizado_em":68,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":70,"data_publicacao":71,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":16,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":11,"imagem_destaque_url":72,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"ad077a8c-74bf-4c58-89cd-3752b2eb3362","morador-sugere-nova-ligacao-entre-a-libero-leone-e-a-carlos-goulart-sera-que-e-viavel","Morador sugere nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart. Será que é viável?","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Uma nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart poderia ajudar a desafogar a Mário Werneck?\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Proposta enviada por morador ao Meu Bairro Buritis sugere a criação de uma conexão viária na região do UniBH para distribuir parte do tráfego e criar uma alternativa à avenida mais congestionada do bairro. Mas a ideia ainda precisa passar por estudos de trânsito, engenharia e meio ambiente.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem circula pelo Buritis conhece o problema: em determinados horários, a Avenida Professor Mário Werneck concentra um volume de veículos que transforma pequenos gargalos em longos congestionamentos. E, diante desse cenário, uma sugestão encaminhada ao \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> propõe estudar uma alternativa pouco convencional: criar uma ligação entre a \u003Cstrong>Rua Líbero Leone\u003C\u002Fstrong> e a \u003Cstrong>Avenida Engenheiro Carlos Goulart\u003C\u002Fstrong>, na região próxima ao UniBH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A proposta foi apresentada por um morador que acompanha as discussões sobre mobilidade no bairro. Segundo ele, a nova conexão poderia permitir que parte dos motoristas que hoje dependem da Mário Werneck para determinados deslocamentos utilizasse uma rota alternativa pela Líbero Leone e Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Importante:\u003C\u002Fstrong> o Meu Bairro Buritis não está afirmando que a obra seja viável ou que necessariamente resolveria o trânsito. A proposta está sendo apresentada como uma possibilidade a ser avaliada tecnicamente pelos órgãos responsáveis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Como funcionaria a proposta\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A ideia consiste em criar uma nova ligação viária entre a região da Rua Líbero Leone, próxima ao UniBH, e a Avenida Engenheiro Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na prática, um motorista que estivesse deixando a região da Mário Werneck pela Líbero Leone poderia utilizar a nova conexão para alcançar a Carlos Goulart e, posteriormente, acessar a região da Rua José Rodrigues Pereira, sem precisar permanecer no trecho mais congestionado da Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O mesmo caminho poderia funcionar no sentido contrário para determinados deslocamentos realizados dentro do próprio bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A imagem que acompanha esta reportagem mostra, de maneira aproximada, o trecho indicado pelo morador para a possível ligação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A proposta não surge em uma região sem histórico de estudos sobre trânsito\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A sugestão chama atenção porque o entorno do UniBH já foi objeto de estudos específicos de circulação viária.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Documentos analisados pela Prefeitura de Belo Horizonte mostram que a área estudada abrangia justamente um trecho entre a Avenida Professor Mário Werneck e a região da Avenida Engenheiro Carlos Goulart com a Rua José Rodrigues Pereira.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em análise relacionada ao empreendimento do UniBH, a BHTRANS\u002FSUMOB determinou que o estudo de circulação considerasse alternativas de mobilidade capazes de melhorar os níveis de serviço das vias do entorno e que fossem apresentados os impactos positivos e negativos das soluções propostas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre as alternativas que chegaram a ser discutidas estavam alterações na circulação da Mário Werneck, intervenções na Líbero Leone e mudanças relacionadas ao acesso ao campus.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entretanto, na documentação localizada pelo \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong>, não encontramos a ligação específica entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart, exatamente no trecho sugerido pelo morador, como um dos cenários efetivamente avaliados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso não significa que a proposta tenha sido considerada inviável. Significa apenas que, até o momento, \u003Cstrong>não encontramos evidência documental de que essa ligação específica tenha sido submetida a uma simulação técnica de tráfego.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A Líbero Leone já é considerada uma peça importante na circulação da região\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria Líbero Leone vem sendo utilizada nas discussões sobre alternativas para o trânsito do entorno do UniBH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estudos anteriores analisaram mudanças na circulação da rua e sua relação com a Avenida Professor Mário Werneck. Uma das alternativas discutidas foi justamente ampliar a utilização da Líbero Leone para distribuir os fluxos de veículos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse histórico torna a nova proposta particularmente interessante: em vez de analisar a Líbero Leone apenas como uma via de acesso à Mário Werneck, a ideia seria avaliar se ela poderia funcionar como parte de uma conexão mais ampla com a Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mas existe um problema: para onde iria todo esse tráfego?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse talvez seja o principal ponto que precisa ser respondido antes de qualquer conclusão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma nova rua não elimina os veículos. Ela redistribui os fluxos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se a ligação fosse construída, parte dos veículos que atualmente utilizam a Mário Werneck poderia passar pela Líbero Leone e chegar à Carlos Goulart. Isso poderia reduzir a pressão sobre determinado trecho da Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por outro lado, aumentaria o fluxo na Carlos Goulart e nos cruzamentos seguintes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, uma análise séria precisaria verificar toda a rede de circulação, e não apenas o trecho onde a nova via seria construída.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Seria necessário avaliar, por exemplo, o comportamento do trânsito na Carlos Goulart, na José Rodrigues Pereira, na Líbero Leone e nas demais vias conectadas ao sistema.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A área indicada também apresenta desafios de engenharia\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro ponto levantado pelo próprio morador é a existência de um desnível no terreno onde a nova ligação seria implantada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse desnível não significa necessariamente que a obra seja impossível. Entretanto, também não é possível concluir, apenas pela imagem aérea, qual seria a complexidade da intervenção.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um projeto desse tipo poderia exigir estudos topográficos, cortes e aterros, obras de contenção, adequações de drenagem e medidas para garantir a estabilidade do terreno.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A documentação relacionada aos estudos do UniBH, inclusive, estabelece que projetos viários devem utilizar levantamento planialtimétrico e cadastral atualizado, além de observar as normas técnicas de acessibilidade, sinalização e legislação de trânsito.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E a questão ambiental?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse é provavelmente o maior ponto de atenção da proposta.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A área indicada na imagem possui uma quantidade significativa de vegetação. Portanto, não seria correto tratar o espaço simplesmente como um terreno vazio disponível para a abertura de uma rua.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também existem questões ambientais relevantes no entorno da Avenida Engenheiro Carlos Goulart. Documentos da Prefeitura mostram, inclusive, processos envolvendo intervenções em áreas de preservação permanente na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Antes de qualquer decisão seria necessário verificar os limites dos terrenos, sua situação fundiária, zoneamento, existência de áreas ambientalmente protegidas, vegetação, drenagens, eventuais nascentes e demais restrições legais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma eventual intervenção também precisaria considerar os impactos ambientais e as medidas necessárias para sua mitigação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Não seria a primeira vez que o bairro discute novas alternativas viárias\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A discussão sobre a criação de novas alternativas para o trânsito do Buritis é antiga.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Associação dos Moradores do Bairro Buritis (ABB) já apresentou e apoiou propostas relacionadas à criação de alternativas de circulação no bairro. O chamado \u003Cstrong>Anel do Buritis\u003C\u002Fstrong>, por exemplo, surgiu justamente com o objetivo de discutir novas conexões e alternativas para o sistema viário.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mais recentemente, a associação mantém entre suas demandas propostas relacionadas ao trânsito, como a redução da rotatória da Mário Werneck com a Aggeo Pio Sobrinho, a implantação de semáforo na Mário Werneck com a Marco Aurélio de Miranda e a abertura de acesso da pista de cooper para o bairro Palmeiras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso mostra que a discussão sobre novas conexões e alternativas de circulação continua atual.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma ideia para ser estudada, não uma solução pronta\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O ponto central da proposta enviada ao Meu Bairro Buritis é justamente este: \u003Cstrong>seria possível criar uma nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart sem provocar novos problemas de trânsito, ambientais ou urbanísticos?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A resposta não pode ser dada apenas olhando um mapa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Seriam necessários estudos de tráfego, topografia, engenharia, drenagem, acessibilidade, meio ambiente e propriedade dos terrenos envolvidos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também seria necessário simular diferentes cenários para verificar se a nova conexão realmente retiraria veículos dos pontos mais congestionados ou apenas transferiria o problema para outra via.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, em vez de defender antecipadamente a construção da ligação, o \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> pretende encaminhar a proposta aos responsáveis pela mobilidade urbana e ouvir a avaliação técnica sobre sua viabilidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que queremos saber\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis pretende questionar os órgãos responsáveis sobre quatro pontos principais:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>A ligação entre a Rua Líbero Leone e a Avenida Engenheiro Carlos Goulart já foi estudada anteriormente?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Existe algum estudo de tráfego, projeto ou proposta oficial para essa conexão?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Do ponto de vista técnico, ambiental e urbanístico, a intervenção seria viável?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Caso nunca tenha sido estudada, a SUMOB\u002FBHTRANS considera pertinente avaliar essa possibilidade em um novo estudo de circulação para o Buritis?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Você acha que essa alternativa deveria ser estudada?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A proposta está aberta ao debate. O objetivo não é afirmar que uma nova via resolveria o trânsito do Buritis, mas colocar uma possibilidade sobre a mesa e buscar uma resposta técnica para uma pergunta que interessa a muitos moradores: \u003Cstrong>o bairro poderia ter mais uma alternativa para distribuir o tráfego que hoje se concentra na Mário Werneck?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> continuará acompanhando o assunto e pretende divulgar as respostas dos órgãos públicos e das entidades que atuam na discussão da mobilidade do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Se você conhece a região ou tem informações sobre projetos anteriores para essa área, envie sua contribuição ao Meu Bairro Buritis.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>","2026-09-01T15:17:19.375664+00:00","Nova ligação poderia criar alternativa à Mário Werneck. Será que poderia mudar o trânsito nessa região do Buritis? Analisamos ",{"id":18,"rotulo":22},"2026-09-01T15:17:18.389+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788275747756-yxfwz5.png",{"id":74,"slug":75,"autor":12,"status":13,"titulo":76,"conteudo":77,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":78,"cta_texto":11,"subtitulo":79,"categoria_id":80,"atualizado_em":78,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":81,"data_publicacao":83,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":11,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":11,"imagem_destaque_url":84,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"598fd355-dd88-45d9-9ef1-fe846d4e8f3f","buritis-esta-entre-os-bairros-que-mais-tem-iptu-lancado-em-bh-e-qual-e-o-retorno","Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em BH — e qual é o retorno?","\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em Belo Horizonte — mas e o retorno para os moradores?\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O bairro aparece em 5º lugar no ranking da Prefeitura, com mais de R$ 75,8 milhões lançados em 2025; dados levantam uma pergunta sobre a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis está entre os bairros de Belo Horizonte com maior volume de IPTU lançado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dados oficiais da Secretaria Municipal de Fazenda mostram que o bairro ocupou a \u003Cstrong>5ª posição no ranking de Belo Horizonte em 2025\u003C\u002Fstrong>, com \u003Cstrong>R$ 75.822.256,07\u003C\u002Fstrong> em IPTU e taxas lançados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O levantamento coloca o Buritis atrás apenas de Savassi, Lourdes, Centro e Belvedere e à frente de bairros como Santo Agostinho, Santa Efigênia, Serra, Sion e Funcionários.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A informação consta da base \u003Cstrong>IPTU Bairro\u003C\u002Fstrong>, disponibilizada pela Prefeitura de Belo Horizonte no Portal de Dados Abertos. O conjunto apresenta, por bairro, a quantidade de lançamentos e o valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante destacar que o indicador corresponde ao \u003Cstrong>valor lançado\u003C\u002Fstrong> de IPTU e taxas cobradas conjuntamente. Portanto, ele não deve ser interpretado diretamente como o valor efetivamente arrecadado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mais de R$ 75 milhões lançados\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, foram registrados \u003Cstrong>22.457 lançamentos\u003C\u002Fstrong> relacionados ao Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dividindo o valor total pelo número de lançamentos, chega-se a uma média aproximada de \u003Cstrong>R$ 3,4 mil por lançamento\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O resultado chama atenção principalmente quando o bairro é comparado com outras regiões tradicionalmente associadas a imóveis de alto valor.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis aparece à frente, por exemplo, de Sion, Serra e Funcionários no ranking de valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E a posição não parece ser circunstancial.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo referente a \u003Cstrong>2026\u003C\u002Fstrong>, ainda com o exercício em andamento, o Buritis permanece na \u003Cstrong>5ª colocação\u003C\u002Fstrong>, com aproximadamente \u003Cstrong>R$ 80,5 milhões\u003C\u002Fstrong> registrados na base.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como 2026 ainda não terminou, esse valor não pode ser tratado como o IPTU anual definitivo do bairro. A comparação, neste momento, serve apenas para mostrar que o Buritis continua entre os primeiros colocados no ranking municipal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que o bairro recebe em troca?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É justamente aqui que surge uma questão que interessa diretamente aos moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se o Buritis está entre os bairros com maior volume de IPTU lançado de Belo Horizonte, \u003Cstrong>como esse peso econômico se traduz em serviços públicos e investimentos no bairro?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pergunta não significa que todo o dinheiro arrecadado em determinado bairro deva necessariamente ser gasto no mesmo local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Belo Horizonte possui um orçamento municipal único, e os recursos públicos são destinados de acordo com políticas, prioridades, legislação, contratos, programas e necessidades de toda a cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas isso não impede — e talvez torne ainda mais importante — acompanhar \u003Cstrong>quanto a população do Buritis recebe em serviços e investimentos públicos e como isso se compara com outras regiões da cidade.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E quais são os principais serviços públicos no bairro?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma análise desse tipo precisa considerar muito mais do que grandes obras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É necessário olhar para a presença e a qualidade de serviços cotidianos que afetam diretamente a vida dos moradores, como:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>manutenção e pavimentação das ruas;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>drenagem urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>limpeza urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>coleta de resíduos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>iluminação pública;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>conservação de praças e áreas verdes;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>fiscalização de trânsito;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>transporte coletivo;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>equipamentos de saúde;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>escolas e equipamentos de educação;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>segurança e ações da Guarda Municipal;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>manutenção de calçadas e espaços públicos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>obras de infraestrutura;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>atendimento das demandas registradas pela população.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Prefeitura mantém bases públicas que permitem acompanhar diversos desses serviços territorialmente. Isso abre espaço para uma análise mais ampla sobre a presença do poder público no bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>IPTU alto significa necessariamente mais serviços?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Não necessariamente.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma distinção importante.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O IPTU é um imposto municipal e, como os demais impostos, integra o orçamento público. Não existe uma regra segundo a qual o valor pago pelos imóveis de determinado bairro tenha de retornar integralmente para aquele mesmo bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, seria incorreto afirmar simplesmente que “o Buritis paga R$ 75 milhões e deveria receber R$ 75 milhões em serviços”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A questão mais adequada é outra:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O volume de recursos associados ao Buritis é compatível com a infraestrutura, os equipamentos e os serviços públicos que o bairro recebe?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma pergunta que pode ser respondida com dados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O ranking mostra o peso do Buritis em Belo Horizonte\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A 5ª colocação do Buritis é significativa porque demonstra o peso do bairro dentro da estrutura imobiliária e tributária da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O bairro não aparece apenas entre os primeiros colocados: ele está muito próximo do grupo que lidera o ranking.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, a diferença entre o Buritis e o Belvedere, 4º colocado, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 5,2 milhões\u003C\u002Fstrong> em valor lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Já a distância para o Santo Agostinho, que aparece em 6º, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 6 milhões\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo de 2026, essa distância para o Belvedere diminuiu, enquanto a vantagem sobre o Santo Agostinho aumentou.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: \u003Cstrong>o Buritis continua firmemente instalado entre os cinco bairros com maior valor de IPTU lançado de Belo Horizonte.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E agora?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os números do IPTU abrem uma discussão que pode ser muito mais ampla.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto a Prefeitura investiu no Buritis nos últimos anos?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantas obras públicas foram realizadas no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto foi gasto em manutenção, drenagem, iluminação e pavimentação?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos atendimentos públicos são realizados no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos equipamentos públicos existem?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como esses números se comparam com bairros que aparecem próximos do Buritis no ranking do IPTU?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E, principalmente:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>o morador do Buritis percebe esse retorno na qualidade dos serviços públicos que recebe diariamente?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis pretende aprofundar essa discussão a partir dos dados públicos disponíveis e cruzar o valor do IPTU lançado com os investimentos e serviços efetivamente destinados ao bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Porque saber quanto um bairro representa para a arrecadação municipal é apenas metade da história.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>A outra metade é saber o que a população recebe em troca.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Fonte:\u003C\u002Fstrong> Prefeitura de Belo Horizonte — Secretaria Municipal de Fazenda \u002F Portal de Dados Abertos — base IPTU Bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-06T13:45:24.664643+00:00","Buritis ocupa a 5ª posição entre os bairros de Belo Horizonte em valor de IPTU e taxas lançados, segundo dados da Prefeitura.","servicos-publicos",{"id":80,"rotulo":82},"Serviços Públicos","2026-09-06T13:45:23.471+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788702260969-4tsfib.png",{"id":86,"slug":87,"autor":12,"status":13,"titulo":88,"conteudo":89,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":90,"cta_texto":11,"subtitulo":91,"categoria_id":92,"atualizado_em":93,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":94,"data_publicacao":96,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":11,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":11,"imagem_destaque_url":97,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"846e1836-15ff-46d7-a080-22a20966119b","show-festa-e-lazer-sim-som-acima-do-limite-nao","Show, festa e lazer: sim. Som acima do limite: não.","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Evento, sim. Poluição sonora, não: o direito de se divertir não pode eliminar o direito de dormir\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Moradores do Buritis e do Estoril voltam a discutir os impactos dos eventos realizados no Olhos D’Água; fiscalização da PBH confirmou recentemente ruído acima do limite legal\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis apoia cultura, lazer, shows, festas e eventos. Uma cidade viva precisa ter espaço para entretenimento, música e atividades culturais. Mas existe uma questão que precisa ser enfrentada com seriedade: o direito de se divertir não pode significar o direito de impedir outras pessoas de dormir.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O debate voltou a ganhar força depois de novos relatos de moradores do Buritis e do Estoril sobre eventos realizados na região do Olhos D’Água, com som audível durante a madrugada e impacto sobre o descanso de quem vive nas áreas próximas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Poluição sonora não começa simplesmente às 22h\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma das ideias que mais aparecem nas discussões sobre o assunto é a de que o som seria permitido até as 22h e proibido depois desse horário. A legislação de Belo Horizonte, porém, funciona de outra maneira.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A \u003Cstrong>Lei Municipal nº 9.505\u002F2008\u003C\u002Fstrong> estabelece limites de pressão sonora de acordo com o horário. Como regra geral, são permitidos até \u003Cstrong>70 dB das 7h01 às 19h\u003C\u002Fstrong>, \u003Cstrong>60 dB das 19h01 às 22h\u003C\u002Fstrong>, \u003Cstrong>50 dB das 22h01 às 23h59\u003C\u002Fstrong> e \u003Cstrong>45 dB da meia-noite às 7h\u003C\u002Fstrong>. Às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados existe uma regra específica que admite, até as 23h, o limite de 60 dB.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria Prefeitura de Belo Horizonte esclarece que poluição sonora não é simplesmente o barulho produzido depois das 22h. Ela ocorre quando a fiscalização constata, no local onde o incômodo é percebido, que os limites estabelecidos pela legislação foram ultrapassados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A legislação também prevê que estabelecimentos e atividades efetiva ou potencialmente poluidores disponham de proteção, instalação ou meios adequados de \u003Cstrong>isolamento acústico\u003C\u002Fstrong>. Entre as medidas de controle que podem ser determinadas estão tratamento acústico e restrição de horário de funcionamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E a fiscalização da PBH encontrou ruído acima do limite\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse ponto é importante porque tira a discussão do campo das opiniões e a coloca no campo dos fatos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em uma ocorrência recente, um morador recebeu resposta da Subsecretaria de Fiscalização da PBH informando que uma equipe realizou a \u003Cstrong>Medição do Nível de Pressão Sonora (MNPS)\u003C\u002Fstrong> em razão de uma denúncia relacionada aos ruídos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Segundo a resposta enviada pela Prefeitura, a medição constatou \u003Cstrong>níveis de ruído acima do limite permitido pela legislação vigente\u003C\u002Fstrong>, caracterizando poluição sonora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A mesma comunicação informa que o estabelecimento será autuado e que a multa será encaminhada após a elaboração do relatório fiscal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cblockquote>\u003Cp>\u003Cstrong>“Níveis de ruídos ACIMA do limite permitido pela legislação vigente, caracterizando poluição sonora.”\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fblockquote>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: neste caso específico, não se trata apenas de moradores dizendo que o som estava alto. Segundo a resposta recebida da própria fiscalização municipal, houve uma medição e o limite legal foi ultrapassado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>“O espaço existia antes do Buritis”?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro argumento que apareceu nas discussões é o de que os moradores do Buritis deveriam aceitar o barulho porque o espaço de eventos “existia antes do bairro”. A pesquisa histórica realizada pelo Meu Bairro Buritis, porém, não encontrou evidências que sustentem essa afirmação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estudos acadêmicos da UFMG registram que o \u003Cstrong>processo de loteamento do Buritis foi aberto na Prefeitura de Belo Horizonte em 5 de novembro de 1976\u003C\u002Fstrong>. O desenvolvimento e a ocupação efetiva do bairro ocorreram posteriormente, em diferentes etapas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Já o espaço de grandes eventos localizado no Olhos D’Água aparece documentado, pelo menos, desde \u003Cstrong>2011\u003C\u002Fstrong>, quando era conhecido como \u003Cstrong>Espaço Folia\u003C\u002Fstrong>. Naquele ano, a Câmara Municipal de Belo Horizonte registrou a existência do local como área destinada a eventos de grande porte e discutiu inclusive questões relacionadas à regularização e ao licenciamento da área.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fontes posteriores também identificam o local como antigo Espaço Folia e, posteriormente, Mirante Beagá\u002FMirante BH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Portanto, com base nas fontes históricas encontradas, \u003Cstrong>não há fundamento para afirmar que o espaço de eventos seja anterior ao processo de urbanização do Buritis\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>E existe ainda uma questão mais importante: mesmo que um empreendimento fosse anterior à urbanização de seu entorno, isso não significaria autorização para produzir qualquer nível de ruído. A atividade continua sujeita à legislação municipal de controle de ruídos, às regras urbanísticas e às demais normas aplicáveis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O problema não é ser contra eventos\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante deixar isso claro porque parte da discussão parece transformar uma questão de convivência urbana em uma disputa entre “quem gosta de festa” e “quem é contra festa”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Não é essa a questão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis não é contra eventos. Shows, festas, festivais e atividades culturais fazem parte da vida de uma cidade e movimentam a economia, geram empregos e oferecem opções de lazer.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O problema começa quando a realização de um evento produz impactos que ultrapassam os limites estabelecidos para a atividade e atingem diretamente o direito de descanso de quem mora no entorno.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria Prefeitura de Belo Horizonte afirma que sua política de controle de ruídos busca equilibrar o desenvolvimento urbano com a qualidade de vida da população, especialmente em áreas residenciais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Não é apenas uma questão de “incômodo”\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O impacto do ruído excessivo também não deve ser tratado como uma simples questão de gosto pessoal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Organização Mundial da Saúde reconhece o ruído ambiental excessivo como um fator de risco à saúde. Entre os efeitos associados estão perturbação do sono, incômodo, prejuízos auditivos, zumbido, comprometimentos cognitivos e impactos cardiovasculares.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, quando um evento mantém níveis elevados de som durante a madrugada, o problema não atinge apenas quem “não gosta de música alta”. Ele pode interferir diretamente no sono e na rotina das pessoas que vivem na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Além disso, uma mesma fonte sonora pode atingir diferentes pessoas de maneiras diferentes. Crianças, idosos e pessoas com maior sensibilidade a estímulos sonoros podem sofrer impactos particulares. Isso não significa que todas essas pessoas sejam afetadas da mesma maneira, mas reforça a necessidade de considerar a convivência urbana de forma ampla.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>“É só de vez em quando” também não resolve a questão\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro argumento recorrente é que os eventos não acontecem todos os dias.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas a frequência não transforma um ruído acima do limite legal em ruído permitido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se uma atividade ultrapassa os limites estabelecidos pela legislação, a questão precisa ser analisada pela fiscalização independentemente de o evento acontecer diariamente, semanalmente ou eventualmente.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria Lei nº 9.505\u002F2008 estabelece mecanismos de controle que podem incluir restrição de horário, tratamento acústico e outras medidas para atividades que provoquem poluição sonora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que o Meu Bairro Buritis defende\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis entende que a discussão precisa avançar para além do conflito entre moradores e organizadores de eventos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É legítimo defender uma cidade com cultura, entretenimento e grandes eventos. Também é legítimo defender uma cidade onde as pessoas possam dormir em suas próprias casas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, defendemos que Belo Horizonte discuta \u003Cstrong>regras mais rigorosas para grandes eventos a céu aberto realizados próximos a áreas residenciais\u003C\u002Fstrong>, especialmente quando houver utilização de sistemas de som de grande potência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre as possibilidades a serem discutidas está a adoção de \u003Cstrong>horários mais restritivos para som amplificado em eventos ao ar livre\u003C\u002Fstrong>. Para eventos que avancem pela madrugada, também consideramos legítimo discutir a preferência por espaços fechados e dotados de isolamento acústico adequado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma \u003Cstrong>proposta de política pública\u003C\u002Fstrong>, e não uma descrição da legislação atualmente em vigor. Hoje, a legislação municipal trabalha principalmente com limites de pressão sonora, horários e medidas de controle acústico.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Eventos e moradores precisam caber na mesma cidade\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A discussão não deveria ser “evento ou morador”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma cidade equilibrada precisa ser capaz de oferecer lazer e, ao mesmo tempo, preservar o direito ao descanso.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O morador não precisa ser contra eventos para pedir que os limites sejam respeitados. E o organizador de eventos não precisa ser contra os moradores para defender a realização de uma festa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O ponto de equilíbrio está justamente no cumprimento das regras e na construção de modelos que permitam que as duas coisas existam.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Lazer e descanso não precisam ser adversários. Belo Horizonte pode encontrar uma forma de garantir os dois.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003Cem>Nota editorial: as propostas de regras mais restritivas apresentadas nesta matéria representam o posicionamento do Meu Bairro Buritis e não devem ser confundidas com a legislação atualmente vigente.\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>","2026-09-20T13:37:57.355012+00:00","Eventos no Olhos D’Água voltam a gerar reclamações de moradores do Buritis. Entenda a poluição sonora, a fiscalização da PBH e o debate sobre eventos.","esportes-eventos","2026-09-20T13:39:27.845+00:00",{"id":92,"rotulo":95},"Esportes e Eventos","2026-09-20T13:37:56.482+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1789911398497-jqpvza.png",{"id":99,"slug":100,"autor":12,"status":13,"titulo":101,"conteudo":102,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":103,"cta_texto":11,"subtitulo":104,"categoria_id":18,"atualizado_em":103,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":19,"categoria_info":105,"data_publicacao":106,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":11,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":11,"imagem_destaque_url":107,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"0d27b19d-7dfb-4274-bb33-3a72e64e0196","carros-eletricos-scooters-e-bikes-eletricas-ja-fazem-parte-do-buritis-veja-onde-comprar-e-carregar","Carros elétricos, scooters e bikes elétricas já fazem parte do Buritis: veja onde comprar e carregar","\u003Cp>\n\n  \n    \u003C\u002Fp>\u003Ch1>Mobilidade elétrica chega ao Buritis: onde comprar, onde carregar e o que muda para moradores e condomínios\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      Carros elétricos, bicicletas, scooters e motos elétricas já fazem parte da paisagem do Buritis e do Estoril. \n      Bairro reúne lojas especializadas e pontos de recarga, enquanto novas regras começam a mudar a relação entre veículos elétricos e condomínios.\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Se há alguns anos um carro elétrico ainda chamava atenção por onde passava, hoje a realidade é outra. \n    Carros eletrificados, bicicletas elétricas, scooters e motos elétricas estão cada vez mais presentes nas ruas de Belo Horizonte — \n    e o Buritis e o Estoril já começam a formar um pequeno ecossistema de mobilidade elétrica.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A mudança não acontece apenas nas concessionárias. Há lojas especializadas em bicicletas e veículos elétricos na região, \n    pontos de recarga espalhados pelo bairro e pelo entorno e, ao mesmo tempo, uma nova questão começa a chegar aos condomínios: \n    \u003Cstrong>como instalar e utilizar carregadores com segurança dentro das garagens?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> pesquisou a oferta existente na região, os pontos de recarga identificados e as principais regras \n    que moradores precisam conhecer antes de comprar um veículo elétrico.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Onde comprar bicicletas, scooters e veículos elétricos no Buritis e no Estoril\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O eixo da Avenida Barão Homem de Melo concentra algumas das principais opções encontradas na região.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Via BH\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Localizada na \u003Cstrong>Av. Barão Homem de Melo, 4454, Estoril\u003C\u002Fstrong>, a Via BH trabalha com veículos elétricos e outros veículos de duas rodas.\n    O catálogo consultado em setembro de 2026 inclui modelos elétricos, como a \u003Cstrong>VIPCOO H3 3500W\u003C\u002Fstrong>, além de outros veículos.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A empresa também informa atendimento e estrutura de oficina, o que é especialmente relevante para quem considera comprar uma scooter ou outro veículo elétrico\n    e quer contar com assistência depois da compra.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>MWSuperbike\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Na \u003Cstrong>Av. Barão Homem de Melo, 2891, Estoril\u003C\u002Fstrong>, a MWSuperbike trabalha com bicicletas e possui modelos de bicicletas elétricas em seu catálogo,\n    incluindo produtos da StreetGo e da Oggi.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>StreetGo Conceito BH\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Também na Avenida Barão Homem de Melo, no número \u003Cstrong>2871\u003C\u002Fstrong>, está a StreetGo Conceito BH, identificada como loja de bicicletas elétricas.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A proximidade entre diferentes estabelecimentos especializados é um indicativo de que as bicicletas elétricas já deixaram de ser um produto extremamente\n    específico e passaram a ocupar um espaço próprio no mercado de mobilidade urbana da região.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>MotoChefe BH\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Para quem procura scooters e motos elétricas, outra opção encontrada no entorno é a \u003Cstrong>MotoChefe BH\u003C\u002Fstrong>, na\n    \u003Cstrong>Av. Raja Gabaglia, 3052, Estoril\u003C\u002Fstrong>.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A empresa trabalha com scooters elétricas e motocicletas, além de oferecer assistência técnica.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Sense Bike Shop\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A Sense Bike Shop, na \u003Cstrong>Av. Barão Homem de Melo, 4540, Estoril\u003C\u002Fstrong>, é outra loja de bicicletas da região.\n    Embora não deva ser apresentada simplesmente como uma loja exclusivamente especializada em elétricos, o estabelecimento aparece associado\n    a infraestrutura de recarga para veículos elétricos.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n    \u003Cstrong>Importante:\u003C\u002Fstrong>\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      Os modelos e preços disponíveis nas lojas podem mudar rapidamente. A relação acima identifica estabelecimentos encontrados na pesquisa,\n      mas o consumidor deve confirmar estoque, preço, autonomia, potência, velocidade máxima, garantia e assistência técnica diretamente com a loja.\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Onde carregar um carro elétrico no Buritis?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A infraestrutura de recarga também já está presente no bairro. A pesquisa encontrou diferentes pontos no Buritis e no entorno imediato,\n    mas eles não são necessariamente iguais: há carregadores de corrente alternada, estações de recarga rápida e até registros de pontos cuja\n    disponibilidade precisa ser confirmada antes da utilização.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Shopping Paragem\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Um dos pontos mais conhecidos está no \u003Cstrong>Shopping Paragem\u003C\u002Fstrong>, na região do Buritis.\n    O estacionamento possui infraestrutura de recarga para veículos elétricos, com conectores \u003Cstrong>Tipo 2\u003C\u002Fstrong>.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Bases especializadas em infraestrutura de recarga registram o ponto com dois conectores Tipo 2.\n    A disponibilidade, entretanto, pode variar e há relatos recentes de ocupação das vagas.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Verdemar – Avenida Professor Mário Werneck\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Também foi localizado um ponto de recarga associado ao \u003Cstrong>Verdemar da Avenida Professor Mário Werneck, 1500\u003C\u002Fstrong>, no Buritis.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Supernosso \u002F Cemig SIM\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Outro ponto identificado está na \u003Cstrong>Av. Professor Mário Werneck, 2461\u003C\u002Fstrong>, associado à estrutura Cemig SIM\u002FSupernosso.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Recarga Buritis – Rua Ernane Agrícola\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Uma estação cadastrada na \u003Cstrong>Rua Ernane Agrícola, 684\u003C\u002Fstrong> aparece com carregador\n    \u003Cstrong>CCS2 de 50 kW\u003C\u002Fstrong>, tecnologia de corrente contínua normalmente associada à recarga mais rápida de veículos compatíveis.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Neste caso, porém, o cadastro consultado não apresenta confirmação suficientemente recente de funcionamento.\n    Por isso, o ponto deve ser considerado uma infraestrutura cadastrada que precisa de confirmação antes de ser tratado como estação disponível ao público.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch3>Outros pontos identificados\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A pesquisa também encontrou registros de estações nas ruas Henrique Badaró Portugal e Dr. Célio Andrade, além de pontos no eixo da\n    Avenida Barão Homem de Melo e no Estoril.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Como a situação de eletropostos pode mudar — inclusive por manutenção, alteração de acesso, mudança de operador ou ocupação das vagas —,\n    o ideal é verificar a disponibilidade antes de sair de casa.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n    \u003Cstrong>Não confunda carregador cadastrado com carregador disponível.\u003C\u002Fstrong>\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      Bases de dados de eletropostos são úteis para localizar infraestrutura, mas um ponto pode estar temporariamente indisponível,\n      ter acesso restrito ou apresentar informações desatualizadas. Para uma viagem planejada, confirme o funcionamento e as condições de uso.\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Bicicleta elétrica, scooter e moto elétrica são a mesma coisa?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Não. E essa é uma das informações mais importantes para quem pretende comprar um veículo elétrico.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A \u003Cstrong>Resolução CONTRAN nº 996\u002F2023\u003C\u002Fstrong> estabeleceu critérios específicos para diferenciar bicicletas elétricas,\n    equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, ciclomotores, motocicletas e motonetas.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Uma bicicleta elétrica, para se enquadrar nessa categoria, deve ter motor auxiliar com potência nominal máxima de\n    \u003Cstrong>1.000 watts\u003C\u002Fstrong>, funcionamento por \u003Cstrong>pedal assistido\u003C\u002Fstrong>, sem acelerador ou dispositivo de variação manual de potência,\n    e velocidade máxima de propulsão do motor auxiliar de \u003Cstrong>32 km\u002Fh\u003C\u002Fstrong>.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Já os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos também possuem limite de potência de 1.000 watts e velocidade máxima de fabricação\n    de 32 km\u002Fh, além de outros requisitos dimensionais previstos na regulamentação.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O \u003Cstrong>ciclomotor elétrico\u003C\u002Fstrong> é outra categoria: pode ter potência máxima de até \u003Cstrong>4 kW\u003C\u002Fstrong> e velocidade máxima de fabricação\n    de até \u003Cstrong>50 km\u002Fh\u003C\u002Fstrong>.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Acima desses limites, o veículo passa a ser enquadrado, conforme suas características, como motocicleta, motoneta ou triciclo.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n    \n    \n      \n        Bicicleta elétrica\n        Até 1.000 W\n        Até 32 km\u002Fh\n        Dispensados\n        Dispensada\n      \n      \n        Autopropelido\n        Até 1.000 W\n        Até 32 km\u002Fh\n        Dispensados\n        Dispensada\n      \n      \n        Ciclomotor elétrico\n        Até 4 kW\n        Até 50 km\u002Fh\n        Obrigatórios\n        ACC ou categoria A\n      \n      \n        Motocicleta\u002Fmotoneta elétrica\n        Acima dos limites de ciclomotor\n        Acima dos limites de ciclomotor\n        Obrigatórios\n        Categoria A\n      \n    \n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Portanto, o nome comercial usado pelo vendedor não é suficiente para determinar a categoria jurídica do veículo.\n    É necessário observar as características originais de fabricação.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Inclusive, a própria Receita Federal esclarece que um equipamento originalmente projetado para ultrapassar os limites de 32 km\u002Fh não passa\n    a ser considerado bicicleta elétrica apenas porque recebeu um limitador eletrônico ou uma etiqueta indicando velocidade menor.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>E o que muda para quem mora em condomínio?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Essa talvez seja uma das questões mais importantes que a expansão dos carros elétricos começa a trazer para o Buritis.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Ter um veículo elétrico significa, na maioria das vezes, precisar de uma estratégia de recarga. Para quem mora em casa, isso pode ser relativamente simples:\n    instala-se o equipamento adequado, respeitando a capacidade elétrica do imóvel e as normas técnicas.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Em um condomínio, entretanto, a situação é mais complexa.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    É preciso considerar a capacidade elétrica da edificação, o caminho dos cabos, a localização da vaga, a proteção do circuito,\n    a medição do consumo, a responsabilidade pela instalação e manutenção e as regras internas do condomínio.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Uma solução improvisada, utilizando uma tomada comum sem avaliação da instalação elétrica e sem gerenciamento adequado da carga,\n    não deve ser tratada como equivalente a uma estação de recarga devidamente projetada.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Minas Gerais ainda discute uma regra específica para os condomínios\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Existe atualmente uma discussão legislativa sobre o tema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O \u003Cstrong>Projeto de Lei nº 5.149\u002F2026\u003C\u002Fstrong> propõe regulamentar a instalação de infraestrutura de recarga para veículos elétricos\n    e híbridos plug-in em vagas de estacionamento de edifícios residenciais e comerciais.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Entre as condições previstas no projeto estão a observância das normas de segurança contra incêndio e engenharia elétrica,\n    apresentação de ART de projeto e execução, medição individualizada do consumo e adequação às normas técnicas e às instruções do Corpo de Bombeiros.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O texto também propõe restrições ao uso contínuo de tomadas residenciais comuns em garagens coletivas sem gerenciamento de carga e proteção adequada.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Outro projeto, o \u003Cstrong>PL 5.192\u002F2026\u003C\u002Fstrong>, propõe assegurar ao condômino o direito de instalar, às suas próprias expensas,\n    uma estação de recarga individual em sua vaga privativa, desde que sejam cumpridas as normas técnicas e de segurança.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O projeto prevê, entre outros requisitos, compatibilidade com a carga elétrica da unidade, atendimento às normas da distribuidora de energia\n    e da ABNT e instalação por profissional habilitado, com emissão de ART ou RRT.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Há ainda o \u003Cstrong>PL 5.368\u002F2026\u003C\u002Fstrong>, também anexado ao PL 5.149\u002F2026, tratando do direito de instalação de estações de recarga\n    em edificações residenciais e comerciais.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n    \u003Cstrong>Atenção:\u003C\u002Fstrong>\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      Esses textos são \u003Cstrong>projetos de lei\u003C\u002Fstrong>. Eles não devem ser apresentados como se já fossem uma lei estadual em vigor.\n      A tramitação legislativa pode alterar o conteúdo das propostas.\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n  \n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Então o morador pode simplesmente instalar um carregador na garagem?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    A resposta não deve ser simplesmente \"sim\" ou \"não\".\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Antes de instalar qualquer equipamento, o morador deve verificar a convenção e o regulamento do condomínio e procurar orientação\n    de profissional habilitado para avaliar a instalação elétrica.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Dependendo da situação, podem ser necessários projeto elétrico, ART ou RRT, adequação da infraestrutura, proteção específica,\n    medição individualizada e definição de como será contabilizado o consumo de energia.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O fato de existir uma tomada próxima à vaga não significa, por si só, que ela esteja preparada para uma carga contínua de recarga veicular.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma nova infraestrutura para um novo tipo de mobilidade\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O crescimento da mobilidade elétrica no Buritis não se resume à chegada de carros silenciosos às ruas.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    O bairro já possui estabelecimentos especializados em bicicletas elétricas, scooters e outros veículos, além de diferentes pontos\n    de recarga para automóveis elétricos.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Ao mesmo tempo, a tecnologia traz novas necessidades: infraestrutura elétrica adequada, pontos de recarga, regras para utilização das vagas,\n    manutenção especializada e informação sobre a categoria correta de cada veículo.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    Para o morador, a mudança pode representar mais opções de transporte para deslocamentos cotidianos. Para os condomínios,\n    significa também começar a planejar uma infraestrutura que provavelmente será cada vez mais utilizada.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    E, no Buritis, essa transformação já deixou de ser apenas uma previsão para o futuro. Ela começou a aparecer nas lojas, nas garagens,\n    nos estacionamentos e nas ruas do bairro.\n  \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n\n  \n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Fontes e referências\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Conselho Nacional de Trânsito – Resolução CONTRAN nº 996\u002F2023.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Ministério dos Transportes – regulamentação de bicicletas elétricas, equipamentos autopropelidos e ciclomotores.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Assembleia Legislativa de Minas Gerais – PL 5.149\u002F2026.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Assembleia Legislativa de Minas Gerais – PL 5.192\u002F2026.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Assembleia Legislativa de Minas Gerais – PL 5.368\u002F2026.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Via BH – catálogo e informações da unidade do Estoril.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>MWSuperbike – catálogo de bicicletas elétricas e unidade do Estoril.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>Bases especializadas de infraestrutura de recarga de veículos elétricos.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-23T22:27:02.539855+00:00","Carros, scooters, motos e bikes elétricas já estão no Buritis. 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