[{"data":1,"prerenderedAt":82},["ShallowReactive",2],{"noticia-do-campo-aos-arranha-ceus-a-transformacao-do-buritis-e-do-estoril":3,"noticias-relacionadas-77ae58d4-cc69-4dbe-8388-2285c2f0783c":20},{"id":4,"titulo":5,"subtitulo":6,"slug":7,"conteudo":8,"imagem_destaque_url":9,"imagem_destaque_alt":10,"categoria":10,"autor":11,"status":12,"data_publicacao":13,"seo_meta_titulo":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_imagem_og":10,"seo_palavras_chave":14,"criado_em":15,"atualizado_em":15,"categoria_id":16,"subcategoria_guia_id":10,"tipo_conteudo":17,"atualizado_em_editorial":10,"ultima_verificacao":10,"cta_texto":10,"cta_href":10,"categoria_info":18,"subcategoria_info":10},"77ae58d4-cc69-4dbe-8388-2285c2f0783c","Do campo aos arranha-céus: a transformação do Buritis e do Estoril","Conheça a história do Buritis e do Estoril, desde as antigas fazendas e áreas rurais até a urbanização e verticalização que transformaram a região.","do-campo-aos-arranha-ceus-a-transformacao-do-buritis-e-do-estoril","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Buritis e Estoril: de fazendas e áreas rurais à paisagem que conhecemos hoje\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem circula hoje pelas avenidas Professor Mário Werneck, Raja Gabaglia e Barão Homem de Melo dificilmente imagina que, poucas décadas atrás, grande parte dessa paisagem era formada por áreas rurais, fazendas, terrenos ainda não parcelados e trechos de vegetação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história do Buritis e do Estoril é relativamente recente como história urbana. A transformação mais importante da região ocorreu a partir da década de 1970, quando antigas propriedades rurais começaram a ser parceladas e a expansão de Belo Horizonte avançou em direção à região Oeste.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Antes dos bairros, havia propriedades rurais\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A documentação histórica e acadêmica identifica a antiga Fazenda Tebaidas como uma das propriedades fundamentais para compreender a formação do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O químico industrial Aggêo Pio Sobrinho começou, na década de 1930, a adquirir diferentes glebas de terra na região. Segundo levantamento histórico publicado pela \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.revistaencontro.com.br\u002Fcanal\u002Frevista\u002F2018\u002F03\u002Fconheca-a-historia-do-bairro-buritis-na-regiao-oeste-de-bh.html\">Revista Encontro\u003C\u002Fa>, foram 19 áreas, que juntas somavam aproximadamente 5 milhões de metros quadrados. A propriedade passou a ser conhecida como Fazenda Tebaidas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A área permaneceu predominantemente rural durante décadas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um estudo da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002Ffe481beb-9062-4f12-bb27-47ae9c8d586b\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa>, baseado em levantamento aerofotogramétrico de 1972, mostra que a área que posteriormente seria ocupada pelo Buritis ainda não estava parcelada. A pesquisa registra também que a Avenida Raja Gabaglia estava em construção e atravessava uma região ainda pouco urbanizada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa transformação da paisagem pode ser percebida também nas fotografias históricas da época: a região que hoje é densamente ocupada ainda apresentava grandes áreas abertas e vegetação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A chegada da infraestrutura mudou a região\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A construção e abertura de importantes vias foi fundamental para aproximar aquela região do restante de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre elas estava a Avenida Raja Gabaglia, cuja implantação reforçou a ligação entre a Região Oeste e a Centro-Sul. Segundo pesquisa da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002Ffe481beb-9062-4f12-bb27-47ae9c8d586b\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa>, essa nova conexão viária valorizou terrenos que ainda não estavam parcelados e teve influência decisiva na ocupação posterior do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro elemento importante foi a abertura das vias internas do novo loteamento, incluindo a Avenida Professor Mário Werneck e as ligações com a Raja Gabaglia.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fjdunibh.wixsite.com\u002Fascomerciantes\">acervo histórico ligado aos comerciantes do Buritis\u003C\u002Fa> preserva fotografias do período de implantação do loteamento. Uma delas mostra a antiga placa de identificação do empreendimento; outra, identificada como “Loteamento do bairro Buritis 1990”, permite reconhecer áreas onde atualmente estão o Colégio Magnum e o UniBH. Há ainda uma fotografia em que é possível identificar a extensão da Avenida Professor Mário Werneck, com o UniBH ao fundo. As imagens foram cedidas ao Jornal Daqui BH pela CONVAP.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O nascimento do Buritis como loteamento\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O processo formal de loteamento do Buritis começou na década de 1970.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pesquisa acadêmica da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002F0138ab49-11f1-44fc-808c-876987c4ca6e\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa> registra que, em \u003Cstrong>5 de novembro de 1976\u003C\u002Fstrong>, foi aberto na Prefeitura de Belo Horizonte o processo de loteamento do bairro Buritis. O estudo também divide o processo de parcelamento em diferentes etapas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O projeto inicial tinha uma característica muito diferente da paisagem atual.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis foi planejado originalmente para uma ocupação predominantemente residencial de baixa densidade. Registros históricos reproduzidos no livro da Escola Americana de Belo Horizonte mostram que as obras de implantação começaram no início da década de 1980 e que o projeto estava associado à ideia de um bairro residencial horizontal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>As primeiras casas começaram a aparecer nesse período. O \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fjdunibh.wixsite.com\u002Fascomerciantes\">acervo histórico dos comerciantes do bairro\u003C\u002Fa> registra que as primeiras casas foram construídas em 1981 e que as principais ruas começaram a ser implantadas no início daquela década.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: o Buritis que conhecemos hoje, marcado por edifícios, comércio intenso e grande circulação de veículos, não corresponde ao projeto original do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Buritis que quase não tinha moradores\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A transformação foi lenta no começo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma pesquisa acadêmica da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002F0138ab49-11f1-44fc-808c-876987c4ca6e\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa> registra que, em 1989, apenas \u003Cstrong>64 dos 1.135 lotes implantados\u003C\u002Fstrong> estavam ocupados ou em processo de ocupação. Isso ajuda a dimensionar a diferença entre o bairro daquela época e o atual.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O cenário começou a mudar significativamente no final da década de 1980.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Segundo estudo da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.biblioteca.pucminas.br\u002Fteses\u002FTratInfEspacial_MendoncaLE_1.pdf\">PUC Minas\u003C\u002Fa>, alterações na classificação urbanística do bairro contribuíram para permitir uma ocupação mais verticalizada. O mesmo estudo registra que, durante a década de 1990, a ocupação dos bairros Buritis e Estoril se intensificou.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É nesse período que começa a transformação mais radical da paisagem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A região que havia sido planejada para receber casas passou a receber sucessivas construções de edifícios residenciais e comerciais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E o Estoril?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história do Estoril está intimamente ligada à mesma transformação territorial, mas sua origem não é exatamente a mesma do loteamento do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Pesquisa da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002F0138ab49-11f1-44fc-808c-876987c4ca6e\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa> sobre a produção do espaço urbano na região identifica que o parcelamento de áreas denominadas Cercadinho, Fazenda Tebaídas e Chácara das Palmeiras deu origem aos bairros oficiais Buritis, Estoril e Bairro das Mansões. O estudo registra ainda que, na década de 1970, a área denominada Cercadinho recebeu a sede da Construtora Mendes Júnior e que o bairro Estoril também foi parcelado nesse período.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O chamado Bairro das Mansões também faz parte dessa história territorial. Parte dessa área posteriormente passou a ser identificada como Estoril e Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, a história dos dois bairros se cruza desde o começo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A antiga Mendes Júnior\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um dos elementos mais marcantes dessa história é a antiga sede da Construtora Mendes Júnior.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pesquisa da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002F0138ab49-11f1-44fc-808c-876987c4ca6e\u002Fdownload\">UFMG\u003C\u002Fa> identifica a sede da empresa na região já na década de 1970 e registra a importância da estrutura para a ocupação posterior da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A presença da Mendes Júnior é especialmente importante para compreender as fotografias antigas da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nas imagens da década de 1970, a estrutura da empresa aparece em meio a uma paisagem ainda pouco urbanizada. Décadas depois, aquele mesmo território passou a fazer parte de uma área densamente ocupada do Estoril.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É um dos exemplos mais claros de como a paisagem dos dois bairros mudou em poucas décadas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Estoril também passou por diferentes fases de ocupação\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os estudos sobre a região mostram que a ocupação do Estoril não aconteceu de uma só vez.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma pesquisa da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.biblioteca.pucminas.br\u002Fteses\u002FTratInfEspacial_MendoncaLE_1.pdf\">PUC Minas\u003C\u002Fa> registra que, ao longo da década de 1980, o Buritis passou a atender parte da demanda habitacional que se dirigia ao Estoril e que a ocupação dos dois bairros se intensificou durante a década de 1990.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Registros documentais de imóveis também ajudam a reconstruir essa fase. Uma reportagem da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.itatiaia.com.br\u002Fbrasil\u002Fsudeste\u002Fmg\u002Farea-do-antigo-restaurante-rancho-fundo-no-buritis-tera-predio-com-salas-e-apartamentos\u002F\">Rádio Itatiaia\u003C\u002Fa>, baseada em documentos do 1º Cartório de Registro de Imóveis de Belo Horizonte, identifica uma área atualmente pertencente ao Estoril como parte do antigo Bairro das Mansões e registra um processo de loteamento realizado pelos irmãos Jacy e José Rodrigues Pereira na região da antiga Fazenda Cercadinho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um documento de 1987 já previa a execução de infraestrutura como pavimentação, meio-fio, drenagem, água, esgoto, energia elétrica e iluminação pública.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso demonstra que a urbanização do Estoril também envolveu diferentes propriedades e processos de parcelamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Parque Aggeo Pio Sobrinho: uma parte da antiga paisagem que permaneceu\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No meio dessa transformação urbana, uma grande área verde foi preservada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Ffundacao-de-parques-e-zoobotanica\u002Finformacoes\u002Fparques\u002Fparque-aggeo-pio-sobrinho\">Prefeitura de Belo Horizonte\u003C\u002Fa> informa que o Parque Aggeo Pio Sobrinho foi criado pela Lei Municipal nº 5.755, de 1990, e implantado em 1996. Sua área se originou do processo de parcelamento do solo que criou o bairro Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O parque possui aproximadamente 612 mil metros quadrados e integra o maciço da Serra do Curral. A área abriga nascentes que formam o córrego Ponte Queimada, afluente do córrego Cercadinho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Assim, uma parte significativa da paisagem natural existente antes da urbanização permaneceu preservada dentro do tecido urbano.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>De área rural a uma das regiões mais urbanizadas da cidade\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história do Buritis e do Estoril é, portanto, uma história de transformação acelerada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na década de 1970, fotografias aéreas mostram uma região ainda pouco urbanizada, com grandes propriedades, áreas verdes e poucas construções. A infraestrutura viária começou a alterar essa situação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na década de 1980, começaram a aparecer as primeiras casas e a infraestrutura dos loteamentos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No final dos anos 1980 e principalmente durante os anos 1990, a ocupação ganhou velocidade e a construção de edifícios transformou radicalmente a paisagem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>As fotografias históricas do loteamento permitem enxergar essa transformação de maneira concreta. Onde hoje estão grandes edifícios, escolas, universidades, restaurantes e estabelecimentos comerciais, existiam terrenos vazios e ruas recém-abertas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E talvez seja justamente essa transformação que explique uma das características mais marcantes dos dois bairros atualmente: apesar de sua aparência consolidada, \u003Cstrong>Buritis e Estoril são bairros relativamente jovens na paisagem urbana de Belo Horizonte.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma história que ainda pode ser reconstruída\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história desses bairros não está contida em uma única fotografia ou em um único documento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ela está espalhada por levantamentos aerofotogramétricos, processos de loteamento, registros cartoriais, pesquisas acadêmicas, jornais, acervos de instituições e, principalmente, pelas fotografias preservadas por pessoas e organizações que acompanharam a transformação da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É por isso que fotografias como as do loteamento de 1990, da antiga Fazenda Tebaidas e das primeiras obras do Buritis são tão importantes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Elas não mostram apenas lugares antigos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Elas mostram como surgiu o lugar onde hoje vivemos.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch3>Fontes consultadas\u003C\u002Fh3>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Universidade Federal de Minas Gerais:\u003C\u002Fstrong> pesquisas acadêmicas sobre a formação, o parcelamento e a transformação urbana do Buritis e da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002F0138ab49-11f1-44fc-808c-876987c4ca6e\u002Fdownload\">Repositório da UFMG — estudo sobre a produção do espaço e o parcelamento do Buritis\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fbitstreams\u002Ffe481beb-9062-4f12-bb27-47ae9c8d586b\u002Fdownload\">Repositório da UFMG — legislação urbanística e produção do espaço\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Prefeitura de Belo Horizonte:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Ffundacao-de-parques-e-zoobotanica\u002Finformacoes\u002Fparques\u002Fparque-aggeo-pio-sobrinho\">Parque Municipal Aggeo Pio Sobrinho\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Revista Encontro:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.revistaencontro.com.br\u002Fcanal\u002Frevista\u002F2018\u002F03\u002Fconheca-a-historia-do-bairro-buritis-na-regiao-oeste-de-bh.html\">História do bairro Buritis\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Acervo histórico do Buritis:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fjdunibh.wixsite.com\u002Fascomerciantes\">fotografias históricas do loteamento do Buritis\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>PUC Minas:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.biblioteca.pucminas.br\u002Fteses\u002FTratInfEspacial_MendoncaLE_1.pdf\">Estudo sobre a transformação urbana do Buritis e Estoril\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Escola Americana de Belo Horizonte:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fpt.scribd.com\u002Fdocument\u002F584846300\u002Feabh-livro-60anos\">Livro histórico “Da Memória para a História”\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Rádio Itatiaia:\u003C\u002Fstrong> \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.itatiaia.com.br\u002Fbrasil\u002Fsudeste\u002Fmg\u002Farea-do-antigo-restaurante-rancho-fundo-no-buritis-tera-predio-com-salas-e-apartamentos\u002F\">Documentação histórica do antigo Bairro das Mansões e da região do Estoril\u003C\u002Fa>\u003C\u002Fp>","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1789833305082-f6mqnv.png",null,"Meu Bairro Buritis","publicado","2026-09-19T15:59:29.544+00:00","História","2026-09-19T15:59:30.91346+00:00","cultura-historia-memoria","reportagem",{"id":16,"rotulo":19},"Cultura, História e Memória",[21,33,50,69],{"id":22,"slug":23,"autor":11,"status":12,"titulo":24,"conteudo":25,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":26,"cta_texto":10,"subtitulo":27,"categoria_id":28,"atualizado_em":26,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":29,"data_publicacao":31,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":32,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"598fd355-dd88-45d9-9ef1-fe846d4e8f3f","buritis-esta-entre-os-bairros-que-mais-tem-iptu-lancado-em-bh-e-qual-e-o-retorno","Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em BH — e qual é o retorno?","\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em Belo Horizonte — mas e o retorno para os moradores?\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O bairro aparece em 5º lugar no ranking da Prefeitura, com mais de R$ 75,8 milhões lançados em 2025; dados levantam uma pergunta sobre a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis está entre os bairros de Belo Horizonte com maior volume de IPTU lançado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dados oficiais da Secretaria Municipal de Fazenda mostram que o bairro ocupou a \u003Cstrong>5ª posição no ranking de Belo Horizonte em 2025\u003C\u002Fstrong>, com \u003Cstrong>R$ 75.822.256,07\u003C\u002Fstrong> em IPTU e taxas lançados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O levantamento coloca o Buritis atrás apenas de Savassi, Lourdes, Centro e Belvedere e à frente de bairros como Santo Agostinho, Santa Efigênia, Serra, Sion e Funcionários.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A informação consta da base \u003Cstrong>IPTU Bairro\u003C\u002Fstrong>, disponibilizada pela Prefeitura de Belo Horizonte no Portal de Dados Abertos. O conjunto apresenta, por bairro, a quantidade de lançamentos e o valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante destacar que o indicador corresponde ao \u003Cstrong>valor lançado\u003C\u002Fstrong> de IPTU e taxas cobradas conjuntamente. Portanto, ele não deve ser interpretado diretamente como o valor efetivamente arrecadado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mais de R$ 75 milhões lançados\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, foram registrados \u003Cstrong>22.457 lançamentos\u003C\u002Fstrong> relacionados ao Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dividindo o valor total pelo número de lançamentos, chega-se a uma média aproximada de \u003Cstrong>R$ 3,4 mil por lançamento\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O resultado chama atenção principalmente quando o bairro é comparado com outras regiões tradicionalmente associadas a imóveis de alto valor.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis aparece à frente, por exemplo, de Sion, Serra e Funcionários no ranking de valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E a posição não parece ser circunstancial.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo referente a \u003Cstrong>2026\u003C\u002Fstrong>, ainda com o exercício em andamento, o Buritis permanece na \u003Cstrong>5ª colocação\u003C\u002Fstrong>, com aproximadamente \u003Cstrong>R$ 80,5 milhões\u003C\u002Fstrong> registrados na base.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como 2026 ainda não terminou, esse valor não pode ser tratado como o IPTU anual definitivo do bairro. A comparação, neste momento, serve apenas para mostrar que o Buritis continua entre os primeiros colocados no ranking municipal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que o bairro recebe em troca?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É justamente aqui que surge uma questão que interessa diretamente aos moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se o Buritis está entre os bairros com maior volume de IPTU lançado de Belo Horizonte, \u003Cstrong>como esse peso econômico se traduz em serviços públicos e investimentos no bairro?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pergunta não significa que todo o dinheiro arrecadado em determinado bairro deva necessariamente ser gasto no mesmo local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Belo Horizonte possui um orçamento municipal único, e os recursos públicos são destinados de acordo com políticas, prioridades, legislação, contratos, programas e necessidades de toda a cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas isso não impede — e talvez torne ainda mais importante — acompanhar \u003Cstrong>quanto a população do Buritis recebe em serviços e investimentos públicos e como isso se compara com outras regiões da cidade.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E quais são os principais serviços públicos no bairro?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma análise desse tipo precisa considerar muito mais do que grandes obras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É necessário olhar para a presença e a qualidade de serviços cotidianos que afetam diretamente a vida dos moradores, como:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>manutenção e pavimentação das ruas;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>drenagem urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>limpeza urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>coleta de resíduos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>iluminação pública;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>conservação de praças e áreas verdes;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>fiscalização de trânsito;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>transporte coletivo;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>equipamentos de saúde;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>escolas e equipamentos de educação;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>segurança e ações da Guarda Municipal;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>manutenção de calçadas e espaços públicos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>obras de infraestrutura;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>atendimento das demandas registradas pela população.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Prefeitura mantém bases públicas que permitem acompanhar diversos desses serviços territorialmente. Isso abre espaço para uma análise mais ampla sobre a presença do poder público no bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>IPTU alto significa necessariamente mais serviços?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Não necessariamente.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma distinção importante.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O IPTU é um imposto municipal e, como os demais impostos, integra o orçamento público. Não existe uma regra segundo a qual o valor pago pelos imóveis de determinado bairro tenha de retornar integralmente para aquele mesmo bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, seria incorreto afirmar simplesmente que “o Buritis paga R$ 75 milhões e deveria receber R$ 75 milhões em serviços”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A questão mais adequada é outra:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O volume de recursos associados ao Buritis é compatível com a infraestrutura, os equipamentos e os serviços públicos que o bairro recebe?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma pergunta que pode ser respondida com dados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O ranking mostra o peso do Buritis em Belo Horizonte\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A 5ª colocação do Buritis é significativa porque demonstra o peso do bairro dentro da estrutura imobiliária e tributária da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O bairro não aparece apenas entre os primeiros colocados: ele está muito próximo do grupo que lidera o ranking.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, a diferença entre o Buritis e o Belvedere, 4º colocado, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 5,2 milhões\u003C\u002Fstrong> em valor lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Já a distância para o Santo Agostinho, que aparece em 6º, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 6 milhões\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo de 2026, essa distância para o Belvedere diminuiu, enquanto a vantagem sobre o Santo Agostinho aumentou.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: \u003Cstrong>o Buritis continua firmemente instalado entre os cinco bairros com maior valor de IPTU lançado de Belo Horizonte.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E agora?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os números do IPTU abrem uma discussão que pode ser muito mais ampla.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto a Prefeitura investiu no Buritis nos últimos anos?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantas obras públicas foram realizadas no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto foi gasto em manutenção, drenagem, iluminação e pavimentação?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos atendimentos públicos são realizados no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos equipamentos públicos existem?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como esses números se comparam com bairros que aparecem próximos do Buritis no ranking do IPTU?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E, principalmente:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>o morador do Buritis percebe esse retorno na qualidade dos serviços públicos que recebe diariamente?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis pretende aprofundar essa discussão a partir dos dados públicos disponíveis e cruzar o valor do IPTU lançado com os investimentos e serviços efetivamente destinados ao bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Porque saber quanto um bairro representa para a arrecadação municipal é apenas metade da história.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>A outra metade é saber o que a população recebe em troca.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Fonte:\u003C\u002Fstrong> Prefeitura de Belo Horizonte — Secretaria Municipal de Fazenda \u002F Portal de Dados Abertos — base IPTU Bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-06T13:45:24.664643+00:00","Buritis ocupa a 5ª posição entre os bairros de Belo Horizonte em valor de IPTU e taxas lançados, segundo dados da Prefeitura.","servicos-publicos",{"id":28,"rotulo":30},"Serviços Públicos","2026-09-06T13:45:23.471+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788702260969-4tsfib.png",{"id":34,"slug":35,"autor":11,"status":12,"titulo":36,"conteudo":37,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":38,"cta_texto":10,"subtitulo":39,"categoria_id":40,"atualizado_em":41,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":42,"data_publicacao":44,"seo_meta_titulo":45,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":46,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":47,"imagem_destaque_url":48,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":49},"06b94fcb-e131-4833-a84d-b900d105c9a7","buritis-ou-estoril-a-fronteira-que-confunde-ate-quem-mora-aqui-ha-20-anos","Buritis ou Estoril? A fronteira que confunde até quem mora aqui há 20 anos","\u003Cp>Se você já discutiu com um vizinho sobre em qual bairro vocês realmente moram, pode ficar tranquilo: você não está sozinho. Poucos pares de bairros em Belo Horizonte se confundem tanto quanto Buritis e Estoril. Compartilham ruas, comércio, estilo de vida e até história — e é exatamente por isso que a linha que separa um do outro quase sempre passa despercebida.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A dúvida é tão comum que virou até piada entre moradores antigos: tem gente que mora no Estoril há vinte anos jurando de pé junto que mora no Buritis. E o contrário também acontece. Mas a fronteira existe, sim — e tem um caminho bem definido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dois bairros, uma só vizinhança\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis nasceu em novembro de 1976, quando a antiga Fazenda dos Tebaidas — pertencente ao químico Aggêo Pio Sobrinho — foi finalmente loteada. Antes disso, aquela imensa propriedade já tinha dado origem ao bairro Palmeiras, nas décadas de 1950 e 1960, e fazia divisa com Olhos D'Água, Barreiro, Milionários, Cidade Industrial e Estrela D'Alva.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Estoril seguiu um caminho parecido, mas com outra origem: nasceu da junção entre parte da antiga Fazenda do Cercadinho e o extinto Bairro das Mansões. Sua primeira fase de ocupação, ainda nos anos 1980, ficou concentrada entre as avenidas Raja Gabaglia e Barão Homem de Melo, com casas de padrão alto. A segunda fase, já mais verticalizada e comercial, se desenvolveu justamente na direção da Avenida Professor Mário Werneck — exatamente a área que hoje encosta no Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: os dois bairros não só nasceram perto um do outro, como cresceram um em direção ao outro. Não é à toa que a sensação, para quem vive por aqui, é de bairro único.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem mais mora ao redor\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nenhum bairro vive isolado, e tanto o Buritis quanto o Estoril têm outros vizinhos além um do outro:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Buritis faz fronteira com Palmeiras, Estrela D'Alva e Olhos D'Água, além do próprio Estoril.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estoril é ainda mais cercado: divide limites com Alto\u002FNova Barroca, Estrela D'Alva e Jardim América (todos na Região Oeste), e também com Santa Lúcia e São Bento, já na Região Centro-Sul — o que explica por que o Estoril costuma ser descrito como uma espécie de \"ponte\" entre a Regional Oeste e a Regional Centro-Sul da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A divisa entre Estoril e Jardim América, aliás, também tem endereço certo: a Rua Teófilo Filho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por que isso importa (e por que não importa tanto assim)\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>No fim das contas, saber exatamente de que lado da rua você está pode não mudar muito o seu dia a dia — o comércio é compartilhado, os vizinhos se conhecem, os bares e restaurantes atendem todo mundo igual. Mas entender essa fronteira ajuda a explicar um pedaço da história da nossa região: dois bairros que cresceram lado a lado, se completaram e, hoje, formam uma das áreas mais desejadas de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Então da próxima vez que alguém perguntar \"você mora no Buritis ou no Estoril?\", você já pode responder com precisão de GPS — ou simplesmente sorrir e dizer que, na prática, isso aqui é tudo a mesma vizinhança.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fontes: histórico de ocupação e divisas descritas em registros da comunidade local e da \u003Ca href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Prefeitura de Belo Horizonte\u003C\u002Fa> (Regional Oeste); mapa de bairros consolidado pela Lei Municipal nº 11.490\u002F2023.\u003C\u002Fp>","2026-08-12T19:36:13.993975+00:00","Afinal, onde termina o Buritis e onde começa o Estoril?","pessoas-comunidade","2026-08-13T14:01:02.371+00:00",{"id":40,"rotulo":43},"Pessoas e Comunidade","2026-08-12T19:36:13.452+00:00","Buritis ou Estoril? A fronteira que confunde moradores","estoril","Mapa ilustrado mostrando os limites dos bairros Buritis e Estoril","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786563360284-525igj.png","2026-08-26T15:19:57.611+00:00",{"id":51,"slug":52,"autor":11,"status":12,"titulo":53,"conteudo":54,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":55,"cta_texto":10,"subtitulo":56,"categoria_id":57,"atualizado_em":55,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":58,"categoria_info":59,"data_publicacao":61,"seo_meta_titulo":62,"subcategoria_info":63,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":66,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":67,"imagem_destaque_url":68,"subcategoria_guia_id":64,"atualizado_em_editorial":10},"10da9464-434c-4aa5-b234-fb6885fa00bc","guia-de-parques-e-pracas-que-fazem-parte-do-buritis-e-estoril","Guia de parques e praças que fazem parte do Buritis e Estoril","\u003Cp>Os bairros Buritis e Estoril têm uma característica que contribui muito para a qualidade de vida de seus moradores: a presença de importantes áreas verdes e espaços públicos destinados ao lazer, à prática de atividades físicas, ao contato com a natureza e à convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre parques e praças, há opções para diferentes momentos, desde grandes áreas de preservação ambiental até pequenas praças de bairro utilizadas diariamente pelos moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque Aggeo Pio Sobrinho\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizado no Buritis, o Parque Aggeo Pio Sobrinho é o maior parque da região e um dos mais importantes espaços de preservação ambiental da região Oeste de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com aproximadamente 612 mil m², o parque possui áreas de Mata Atlântica e Cerrado, nascentes e uma rica diversidade de fauna e flora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Além do contato com a natureza, o local conta com brinquedos, quadra poliesportiva, espaço para caminhada, trilhas ecológicas e áreas de convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Av. Professor Mário Werneck, 2.691 – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque Bandeirante Silva Ortiz\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizado no Estoril, o Parque Bandeirante Silva Ortiz é também conhecido por muitos moradores como Parque Ecológico do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com aproximadamente 9 mil m², o parque possui áreas de vegetação típica do Cerrado e da Mata Atlântica, além de espécies de árvores nativas e diversas aves.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço conta com brinquedos, equipamentos de ginástica, bancos e áreas de convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua José Cláudio Rezende, 328 – Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque da Reserva Ecológica do Bairro Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com mais de 16 mil m², o Parque da Reserva Ecológica do Bairro Estoril é uma importante área verde do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O parque foi implantado em 2012 e está inserido na região da bacia do Córrego das Piteiras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>⚠️ Atualmente, o espaço encontra-se fechado ao público.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua José Maria Figueiró, 100 – Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça Aroldo Tenuta\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma das praças mais conhecidas do Buritis, a Praça Aroldo Tenuta está localizada na região da Avenida Professor Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço possui jardins, bancos, mesas, brinquedos e um Teatro de Arena, utilizado para atividades e eventos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É um tradicional ponto de encontro e convivência dos moradores do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Av. Professor Mário Werneck, esquina com a Rua Marco Aurélio de Miranda – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça dos Micos\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Conhecida pelos moradores como Pracinha dos Micos, a área localizada na Rua Stella Hanriot é cercada por vegetação e ganhou esse nome devido à presença de micos na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço conta com árvores, brinquedos infantis e áreas destinadas à convivência e atividades físicas. A praça passou por intervenções de revitalização e melhorias em seus equipamentos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Stella Hanriot – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça da Rua Ernani Agrícola\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É uma pequena praça de bairro utilizada principalmente pelos moradores da região para lazer, convivência e atividades ao ar livre.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço recebeu melhorias, incluindo instalação de brinquedos, pintura e intervenções no jardim.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Ernani Agrícola – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🛹 Praça Paulo Roberto dos Santos\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizada na região da Rua Moisés Kalil, a praça é uma área pública de lazer e convivência do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço também está associado à implantação de uma pista pública de skate, ampliando as opções de atividades esportivas disponíveis para os moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Região da Rua Moisés Kalil – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça da Rua Doadora Eliane Stancioli\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É uma área pública de convivência localizada no Buritis e reconhecida em estudos sobre os espaços livres do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço surgiu em uma área remanescente do sistema viário e contou com participação dos moradores em sua utilização e manutenção.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Doadora Eliane Stancioli – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 E o Parque da Estrela Dalva?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Embora fique fora dos limites dos bairros Buritis e Estoril, o Parque da Estrela Dalva também merece ser citado por sua proximidade e importância como área verde da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Assim como os espaços existentes no Buritis e no Estoril, ele representa uma alternativa para quem busca áreas abertas, contato com a natureza e momentos de lazer ao ar livre.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌱 Valorizar os espaços do nosso bairro\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parques e praças são muito mais do que áreas verdes. São espaços que ajudam a preservar a natureza, oferecem alternativas de lazer e atividade física e, principalmente, criam oportunidades para que os moradores convivam e aproveitem melhor os bairros onde vivem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>No Buritis e no Estoril, esses espaços fazem parte da identidade e da qualidade de vida da região — e cuidar deles é responsabilidade de todos nós.\u003C\u002Fp>","2026-08-24T20:50:12.651804+00:00","Os cantinhos verdes do Buritis e Estoril que você precisa conhecer","guias","guia",{"id":57,"rotulo":60},"Guias","2026-08-24T20:50:11.605+00:00","Guia de parques e praças do Buritis e Estoril",{"id":64,"rotulo":65},"parques-espacos-publicos","Parques e Espaços Públicos","parque, praça","Passarela de madeira em meio à vegetação de um parque","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1787604546793-sn5mny.png",{"id":70,"slug":71,"autor":11,"status":12,"titulo":72,"conteudo":73,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":74,"cta_texto":10,"subtitulo":75,"categoria_id":76,"atualizado_em":74,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":77,"data_publicacao":79,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":80,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":81,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"ad077a8c-74bf-4c58-89cd-3752b2eb3362","morador-sugere-nova-ligacao-entre-a-libero-leone-e-a-carlos-goulart-sera-que-e-viavel","Morador sugere nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart. Será que é viável?","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Uma nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart poderia ajudar a desafogar a Mário Werneck?\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Proposta enviada por morador ao Meu Bairro Buritis sugere a criação de uma conexão viária na região do UniBH para distribuir parte do tráfego e criar uma alternativa à avenida mais congestionada do bairro. Mas a ideia ainda precisa passar por estudos de trânsito, engenharia e meio ambiente.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem circula pelo Buritis conhece o problema: em determinados horários, a Avenida Professor Mário Werneck concentra um volume de veículos que transforma pequenos gargalos em longos congestionamentos. E, diante desse cenário, uma sugestão encaminhada ao \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> propõe estudar uma alternativa pouco convencional: criar uma ligação entre a \u003Cstrong>Rua Líbero Leone\u003C\u002Fstrong> e a \u003Cstrong>Avenida Engenheiro Carlos Goulart\u003C\u002Fstrong>, na região próxima ao UniBH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A proposta foi apresentada por um morador que acompanha as discussões sobre mobilidade no bairro. Segundo ele, a nova conexão poderia permitir que parte dos motoristas que hoje dependem da Mário Werneck para determinados deslocamentos utilizasse uma rota alternativa pela Líbero Leone e Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Importante:\u003C\u002Fstrong> o Meu Bairro Buritis não está afirmando que a obra seja viável ou que necessariamente resolveria o trânsito. A proposta está sendo apresentada como uma possibilidade a ser avaliada tecnicamente pelos órgãos responsáveis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Como funcionaria a proposta\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A ideia consiste em criar uma nova ligação viária entre a região da Rua Líbero Leone, próxima ao UniBH, e a Avenida Engenheiro Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na prática, um motorista que estivesse deixando a região da Mário Werneck pela Líbero Leone poderia utilizar a nova conexão para alcançar a Carlos Goulart e, posteriormente, acessar a região da Rua José Rodrigues Pereira, sem precisar permanecer no trecho mais congestionado da Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O mesmo caminho poderia funcionar no sentido contrário para determinados deslocamentos realizados dentro do próprio bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A imagem que acompanha esta reportagem mostra, de maneira aproximada, o trecho indicado pelo morador para a possível ligação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A proposta não surge em uma região sem histórico de estudos sobre trânsito\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A sugestão chama atenção porque o entorno do UniBH já foi objeto de estudos específicos de circulação viária.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Documentos analisados pela Prefeitura de Belo Horizonte mostram que a área estudada abrangia justamente um trecho entre a Avenida Professor Mário Werneck e a região da Avenida Engenheiro Carlos Goulart com a Rua José Rodrigues Pereira.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em análise relacionada ao empreendimento do UniBH, a BHTRANS\u002FSUMOB determinou que o estudo de circulação considerasse alternativas de mobilidade capazes de melhorar os níveis de serviço das vias do entorno e que fossem apresentados os impactos positivos e negativos das soluções propostas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre as alternativas que chegaram a ser discutidas estavam alterações na circulação da Mário Werneck, intervenções na Líbero Leone e mudanças relacionadas ao acesso ao campus.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entretanto, na documentação localizada pelo \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong>, não encontramos a ligação específica entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart, exatamente no trecho sugerido pelo morador, como um dos cenários efetivamente avaliados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso não significa que a proposta tenha sido considerada inviável. Significa apenas que, até o momento, \u003Cstrong>não encontramos evidência documental de que essa ligação específica tenha sido submetida a uma simulação técnica de tráfego.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A Líbero Leone já é considerada uma peça importante na circulação da região\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria Líbero Leone vem sendo utilizada nas discussões sobre alternativas para o trânsito do entorno do UniBH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estudos anteriores analisaram mudanças na circulação da rua e sua relação com a Avenida Professor Mário Werneck. Uma das alternativas discutidas foi justamente ampliar a utilização da Líbero Leone para distribuir os fluxos de veículos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse histórico torna a nova proposta particularmente interessante: em vez de analisar a Líbero Leone apenas como uma via de acesso à Mário Werneck, a ideia seria avaliar se ela poderia funcionar como parte de uma conexão mais ampla com a Carlos Goulart.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mas existe um problema: para onde iria todo esse tráfego?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse talvez seja o principal ponto que precisa ser respondido antes de qualquer conclusão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma nova rua não elimina os veículos. Ela redistribui os fluxos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se a ligação fosse construída, parte dos veículos que atualmente utilizam a Mário Werneck poderia passar pela Líbero Leone e chegar à Carlos Goulart. Isso poderia reduzir a pressão sobre determinado trecho da Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por outro lado, aumentaria o fluxo na Carlos Goulart e nos cruzamentos seguintes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, uma análise séria precisaria verificar toda a rede de circulação, e não apenas o trecho onde a nova via seria construída.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Seria necessário avaliar, por exemplo, o comportamento do trânsito na Carlos Goulart, na José Rodrigues Pereira, na Líbero Leone e nas demais vias conectadas ao sistema.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A área indicada também apresenta desafios de engenharia\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro ponto levantado pelo próprio morador é a existência de um desnível no terreno onde a nova ligação seria implantada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse desnível não significa necessariamente que a obra seja impossível. Entretanto, também não é possível concluir, apenas pela imagem aérea, qual seria a complexidade da intervenção.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um projeto desse tipo poderia exigir estudos topográficos, cortes e aterros, obras de contenção, adequações de drenagem e medidas para garantir a estabilidade do terreno.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A documentação relacionada aos estudos do UniBH, inclusive, estabelece que projetos viários devem utilizar levantamento planialtimétrico e cadastral atualizado, além de observar as normas técnicas de acessibilidade, sinalização e legislação de trânsito.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E a questão ambiental?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse é provavelmente o maior ponto de atenção da proposta.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A área indicada na imagem possui uma quantidade significativa de vegetação. Portanto, não seria correto tratar o espaço simplesmente como um terreno vazio disponível para a abertura de uma rua.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também existem questões ambientais relevantes no entorno da Avenida Engenheiro Carlos Goulart. Documentos da Prefeitura mostram, inclusive, processos envolvendo intervenções em áreas de preservação permanente na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Antes de qualquer decisão seria necessário verificar os limites dos terrenos, sua situação fundiária, zoneamento, existência de áreas ambientalmente protegidas, vegetação, drenagens, eventuais nascentes e demais restrições legais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma eventual intervenção também precisaria considerar os impactos ambientais e as medidas necessárias para sua mitigação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Não seria a primeira vez que o bairro discute novas alternativas viárias\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A discussão sobre a criação de novas alternativas para o trânsito do Buritis é antiga.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Associação dos Moradores do Bairro Buritis (ABB) já apresentou e apoiou propostas relacionadas à criação de alternativas de circulação no bairro. O chamado \u003Cstrong>Anel do Buritis\u003C\u002Fstrong>, por exemplo, surgiu justamente com o objetivo de discutir novas conexões e alternativas para o sistema viário.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mais recentemente, a associação mantém entre suas demandas propostas relacionadas ao trânsito, como a redução da rotatória da Mário Werneck com a Aggeo Pio Sobrinho, a implantação de semáforo na Mário Werneck com a Marco Aurélio de Miranda e a abertura de acesso da pista de cooper para o bairro Palmeiras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso mostra que a discussão sobre novas conexões e alternativas de circulação continua atual.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma ideia para ser estudada, não uma solução pronta\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O ponto central da proposta enviada ao Meu Bairro Buritis é justamente este: \u003Cstrong>seria possível criar uma nova ligação entre a Líbero Leone e a Carlos Goulart sem provocar novos problemas de trânsito, ambientais ou urbanísticos?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A resposta não pode ser dada apenas olhando um mapa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Seriam necessários estudos de tráfego, topografia, engenharia, drenagem, acessibilidade, meio ambiente e propriedade dos terrenos envolvidos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também seria necessário simular diferentes cenários para verificar se a nova conexão realmente retiraria veículos dos pontos mais congestionados ou apenas transferiria o problema para outra via.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, em vez de defender antecipadamente a construção da ligação, o \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> pretende encaminhar a proposta aos responsáveis pela mobilidade urbana e ouvir a avaliação técnica sobre sua viabilidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que queremos saber\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis pretende questionar os órgãos responsáveis sobre quatro pontos principais:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>A ligação entre a Rua Líbero Leone e a Avenida Engenheiro Carlos Goulart já foi estudada anteriormente?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Existe algum estudo de tráfego, projeto ou proposta oficial para essa conexão?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Do ponto de vista técnico, ambiental e urbanístico, a intervenção seria viável?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>Caso nunca tenha sido estudada, a SUMOB\u002FBHTRANS considera pertinente avaliar essa possibilidade em um novo estudo de circulação para o Buritis?\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Você acha que essa alternativa deveria ser estudada?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A proposta está aberta ao debate. O objetivo não é afirmar que uma nova via resolveria o trânsito do Buritis, mas colocar uma possibilidade sobre a mesa e buscar uma resposta técnica para uma pergunta que interessa a muitos moradores: \u003Cstrong>o bairro poderia ter mais uma alternativa para distribuir o tráfego que hoje se concentra na Mário Werneck?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O \u003Cstrong>Meu Bairro Buritis\u003C\u002Fstrong> continuará acompanhando o assunto e pretende divulgar as respostas dos órgãos públicos e das entidades que atuam na discussão da mobilidade do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Se você conhece a região ou tem informações sobre projetos anteriores para essa área, envie sua contribuição ao Meu Bairro Buritis.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>","2026-09-01T15:17:19.375664+00:00","Nova ligação poderia criar alternativa à Mário Werneck. Será que poderia mudar o trânsito nessa região do Buritis? Analisamos ","mobilidade-urbanismo",{"id":76,"rotulo":78},"Mobilidade e Urbanismo","2026-09-01T15:17:18.389+00:00","trânsito","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788275747756-yxfwz5.png",1789833712512]