[{"data":1,"prerenderedAt":58},["ShallowReactive",2],{"noticia-guia-de-parques-e-pracas-que-fazem-parte-do-buritis-e-estoril":3,"noticias-relacionadas-10da9464-434c-4aa5-b234-fb6885fa00bc":25},{"id":4,"titulo":5,"subtitulo":6,"slug":7,"conteudo":8,"imagem_destaque_url":9,"imagem_destaque_alt":10,"categoria":11,"autor":12,"status":13,"data_publicacao":14,"seo_meta_titulo":15,"seo_meta_descricao":11,"seo_imagem_og":11,"seo_palavras_chave":16,"criado_em":17,"atualizado_em":17,"categoria_id":18,"subcategoria_guia_id":19,"tipo_conteudo":20,"atualizado_em_editorial":11,"ultima_verificacao":11,"cta_texto":11,"cta_href":11,"categoria_info":21,"subcategoria_info":23},"10da9464-434c-4aa5-b234-fb6885fa00bc","Guia de parques e praças que fazem parte do Buritis e Estoril","Os cantinhos verdes do Buritis e Estoril que você precisa conhecer","guia-de-parques-e-pracas-que-fazem-parte-do-buritis-e-estoril","\u003Cp>Os bairros Buritis e Estoril têm uma característica que contribui muito para a qualidade de vida de seus moradores: a presença de importantes áreas verdes e espaços públicos destinados ao lazer, à prática de atividades físicas, ao contato com a natureza e à convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre parques e praças, há opções para diferentes momentos, desde grandes áreas de preservação ambiental até pequenas praças de bairro utilizadas diariamente pelos moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque Aggeo Pio Sobrinho\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizado no Buritis, o Parque Aggeo Pio Sobrinho é o maior parque da região e um dos mais importantes espaços de preservação ambiental da região Oeste de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com aproximadamente 612 mil m², o parque possui áreas de Mata Atlântica e Cerrado, nascentes e uma rica diversidade de fauna e flora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Além do contato com a natureza, o local conta com brinquedos, quadra poliesportiva, espaço para caminhada, trilhas ecológicas e áreas de convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Av. Professor Mário Werneck, 2.691 – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque Bandeirante Silva Ortiz\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizado no Estoril, o Parque Bandeirante Silva Ortiz é também conhecido por muitos moradores como Parque Ecológico do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com aproximadamente 9 mil m², o parque possui áreas de vegetação típica do Cerrado e da Mata Atlântica, além de espécies de árvores nativas e diversas aves.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço conta com brinquedos, equipamentos de ginástica, bancos e áreas de convivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua José Cláudio Rezende, 328 – Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 Parque da Reserva Ecológica do Bairro Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com mais de 16 mil m², o Parque da Reserva Ecológica do Bairro Estoril é uma importante área verde do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O parque foi implantado em 2012 e está inserido na região da bacia do Córrego das Piteiras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>⚠️ Atualmente, o espaço encontra-se fechado ao público.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua José Maria Figueiró, 100 – Estoril\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça Aroldo Tenuta\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma das praças mais conhecidas do Buritis, a Praça Aroldo Tenuta está localizada na região da Avenida Professor Mário Werneck.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço possui jardins, bancos, mesas, brinquedos e um Teatro de Arena, utilizado para atividades e eventos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É um tradicional ponto de encontro e convivência dos moradores do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Av. Professor Mário Werneck, esquina com a Rua Marco Aurélio de Miranda – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça dos Micos\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Conhecida pelos moradores como Pracinha dos Micos, a área localizada na Rua Stella Hanriot é cercada por vegetação e ganhou esse nome devido à presença de micos na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço conta com árvores, brinquedos infantis e áreas destinadas à convivência e atividades físicas. A praça passou por intervenções de revitalização e melhorias em seus equipamentos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Stella Hanriot – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça da Rua Ernani Agrícola\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É uma pequena praça de bairro utilizada principalmente pelos moradores da região para lazer, convivência e atividades ao ar livre.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço recebeu melhorias, incluindo instalação de brinquedos, pintura e intervenções no jardim.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Ernani Agrícola – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🛹 Praça Paulo Roberto dos Santos\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Localizada na região da Rua Moisés Kalil, a praça é uma área pública de lazer e convivência do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço também está associado à implantação de uma pista pública de skate, ampliando as opções de atividades esportivas disponíveis para os moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Região da Rua Moisés Kalil – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌿 Praça da Rua Doadora Eliane Stancioli\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É uma área pública de convivência localizada no Buritis e reconhecida em estudos sobre os espaços livres do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço surgiu em uma área remanescente do sistema viário e contou com participação dos moradores em sua utilização e manutenção.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📍 Rua Doadora Eliane Stancioli – Buritis\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌳 E o Parque da Estrela Dalva?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Embora fique fora dos limites dos bairros Buritis e Estoril, o Parque da Estrela Dalva também merece ser citado por sua proximidade e importância como área verde da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Assim como os espaços existentes no Buritis e no Estoril, ele representa uma alternativa para quem busca áreas abertas, contato com a natureza e momentos de lazer ao ar livre.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🌱 Valorizar os espaços do nosso bairro\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parques e praças são muito mais do que áreas verdes. São espaços que ajudam a preservar a natureza, oferecem alternativas de lazer e atividade física e, principalmente, criam oportunidades para que os moradores convivam e aproveitem melhor os bairros onde vivem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>No Buritis e no Estoril, esses espaços fazem parte da identidade e da qualidade de vida da região — e cuidar deles é responsabilidade de todos nós.\u003C\u002Fp>","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1787604546793-sn5mny.png","Passarela de madeira em meio à vegetação de um parque",null,"Meu Bairro Buritis","publicado","2026-08-24T20:50:11.605+00:00","Guia de parques e praças do Buritis e Estoril","parque, praça","2026-08-24T20:50:12.651804+00:00","guias","parques-espacos-publicos","guia",{"id":18,"rotulo":22},"Guias",{"id":19,"rotulo":24},"Parques e Espaços Públicos",[26,44],{"id":27,"slug":28,"autor":12,"status":13,"titulo":29,"conteudo":30,"cta_href":31,"categoria":11,"criado_em":32,"cta_texto":33,"subtitulo":34,"categoria_id":18,"atualizado_em":32,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":20,"categoria_info":35,"data_publicacao":36,"seo_meta_titulo":37,"subcategoria_info":38,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":41,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":42,"imagem_destaque_url":43,"subcategoria_guia_id":39,"atualizado_em_editorial":11},"f2b92463-6b6f-401d-bd96-49e6cb8bc69d","de-musica-a-artesanato-onde-aprender-uma-nova-arte-no-buritis","De música a artesanato: onde aprender uma nova arte no Buritis","\u003Cp>Quem mora no Buritis e no Estoril não precisa ir longe para aprender algo novo com as próprias mãos. O bairro reúne escolas consolidadas de música, artes visuais, dança e artesanato, com alternativas para todas as idades e níveis de experiência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na música, três escolas dividem a preferência da vizinhança. A Minueto (@minuetoburitis), na Avenida Professor Mário Werneck, 2320, oferece aulas individuais de instrumento em salas equipadas, com estrutura pensada tanto para iniciantes quanto para quem já toca há anos. A Avantgarde (@avantgardeescola), na Rua Henrique Badaró Portugal, 287, tem mais de duas décadas de atuação em Belo Horizonte e é conhecida pelas apresentações de alunos no Palco Avantgarde e em festivais de música da cidade. Já a School of Rock Buritis (@schoolburitis), na Rua Senador Lima Guimarães, 178, segue a metodologia internacional da marca, unindo aulas individuais a ensaios em banda, com o objetivo de levar o aluno ao palco.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para quem busca artes visuais, a Escola Carneiro (@escolacarneiro) é referência antiga no bairro. Depois de mais de vinte anos de atuação, a unidade Buritis funciona hoje no quarto piso do Shopping Paragem, na Avenida Professor Mário Werneck, 1360, oferecendo cursos de pintura e técnicas variadas para crianças e adultos. Outra opção é o Ateliê Analá (@atelie_anala), na Rua José Rodrigues Pereira, 819, fundado em 2014 como um espaço para quem sente falta de fazer coisas com as mãos e desacelerar em boa companhia. Por lá se aprende bordado, costura, pintura, macramê, crochê e decoupage.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A dança também tem espaço garantido na região. A Oficina da Dança (@oficinadadanca), na Avenida Professor Mário Werneck, 1175, no Estoril, atua há quase vinte anos com aulas de diferentes estilos. Para quem quer aprender forró, o Pé Descalço Buritis (@pdburitis), na Rua Senador Lima Guimarães, 53, no Estoril, é uma das unidades da maior escola de forró do país, com turmas para iniciantes, intermediários e avançados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem prefere colocar a mão na massa de outra forma pode conhecer a Cacau Cozinha (@cacau.cozinha), na Rua Dener Cunha Peixoto, 11, no Buritis. A escola de gastronomia saudável ensina, em workshops de uma tarde, receitas como pães sem glúten, pizzas, massas frescas e lanches práticos. Para quem quer ir além, também há um curso intensivo de culinária saudável com dois meses de duração, voltado para quem deseja desenvolver técnicas mais avançadas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com tantas opções perto de casa, aprender uma nova arte ou retomar um hobby manual ficou bem mais fácil para quem vive no Buritis e no Estoril.\u003C\u002Fp>","\u002Fguia\u002Fempresas","2026-08-18T21:55:03.642062+00:00","Quer descobrir outras escolas e espaços de arte do bairro? Consulte o","Bairro tem escolas de música, dança e artes para todas as idades",{"id":18,"rotulo":22},"2026-08-18T21:55:03.049+00:00","De música a artesanato: aulas de arte no Buritis",{"id":39,"rotulo":40},"lazer","Lazer","arte, curso","Pessoa pintando com aquarela em um caderno de desenho","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1787090065150-06o3q1.png",{"id":45,"slug":46,"autor":47,"status":13,"titulo":48,"conteudo":49,"cta_href":11,"categoria":11,"criado_em":50,"cta_texto":11,"subtitulo":51,"categoria_id":52,"atualizado_em":50,"seo_imagem_og":11,"tipo_conteudo":52,"categoria_info":53,"data_publicacao":55,"seo_meta_titulo":11,"subcategoria_info":11,"seo_meta_descricao":11,"seo_palavras_chave":11,"ultima_verificacao":11,"imagem_destaque_alt":56,"imagem_destaque_url":57,"subcategoria_guia_id":11,"atualizado_em_editorial":11},"ef806d33-1bdc-4f33-aced-f08a5985242c","uma-cidade-para-carros-ou-uma-cidade-para-pessoas","Carlos Pires — Colunista","Uma cidade para carros ou uma cidade para pessoas?","\u003Cp>Essa semana eu vi o poste (mais uma vez) mijar no cachorro. Não, não foi metáfora, ou talvez tenha sido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Era quase seis da tarde, na Rua José Silveira, em frente ao BH Supermercados, naquela região da pista de cooper. Duas pessoas haviam acabado de fazer suas compras e chamaram um Uber ao mesmo tempo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dois carros chegaram, e, entre eles, uma senhora idosa, apoiada em uma muleta, tentando embarcar. Foi o suficiente...\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os motoristas não pararam exatamente junto à guia da sarjeta. O supermercado não possui uma área adequada para embarque e desembarque, apenas o acesso à garagem. Os carros ficaram alguns segundos onde não deveriam, alguém buzinou, outro motorista xingou, outro provavelmente xingou quem xingou, e em poucos instantes tínhamos instalado, gratuitamente, um pequeno espetáculo de intolerância urbana.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Era trânsito, mas também, nesse mesmo instante, era muito mais do que trânsito. Fiquei observando aquela cena patética, porque, curiosamente, ninguém ali parecia ser exatamente o vilão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O motorista queria pegar o passageiro, o passageiro queria ir embora. A senhora precisava de mais tempo para entrar no carro. Os outros motoristas queriam seguir. O supermercado precisava receber seus clientes, e a rua precisava continuar funcionando.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Todos tinham uma razão, e quando todos têm uma razão, mas ninguém pensa no outro, então, nasce o caos, e foi aí que percebi que talvez o problema não esteja apenas nas pessoas. Está também na maneira como construímos nossas cidades.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Grandes supermercados recebem centenas, às vezes milhares de pessoas por dia. Mas quantos foram projetados pensando que parte desses consumidores chegará de táxi, Uber ou outro veículo de aplicativo?\u003C\u002Fp>\u003Cp>No Buritis, basta observar. Supernosso, Verdemar, EPA, BH. Entramos, compramos, pagamos e saímos, mas onde está o espaço para aquele que não veio dirigindo? Onde está o lugar para o idoso? E o lugar para quem tem dificuldade de locomoção? Para quem chega de aplicativo? Para quem simplesmente precisa de trinta segundos para entrar em um carro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parece um detalhe, mas não, não é. É justamente nos detalhes que uma cidade revela o quanto se importa com as pessoas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>E nas igrejas o problema não é muito diferente. Em dias de missa, passar em frente à igreja no alto da ladeira da Alessandra Salum Cadar é quase um exercício espiritual, e talvez seja mesmo. Os carros formam fila dupla na subida e na descida, apesar da enorme placa colocada pela própria paróquia pedindo que isso não aconteça.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na Igreja Boas Novas, na Barão, depois dos cultos, a situação se repete. Pessoas aguardam seus motoristas no meio da rua. Motoristas chegam desesperados, param onde conseguem, ligam o pisca-alerta e, naquele instante, parece que o restante da cidade deixa de existir. Quem vem atrás que espere. Quem precisa passar que desvie. Quem está a pé que se vire, e é justamente aí que a coisa fica filosófica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez o problema nunca tenha sido o carro, nem o Uber, nem o supermercado, nem a igreja. O problema somos nós, quando acreditamos que a nossa necessidade, naquele exato momento, vale mais do que a necessidade do outro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O motorista pensa: \"Só vou parar um minutinho.\" O passageiro pensa: \"É só entrar no carro.\" O outro motorista pensa: \"Não custa esperar.\" O pedestre pensa: \"Eles que desviem.\"\u003C\u002Fp>\u003Cp>E, quando percebemos, uma cidade inteira está funcionando à base do \"é só um minutinho\". Só que somos milhões de pessoas vivendo simultaneamente. Se cada um reivindicar para si apenas \"um minutinho\" de exceção, a cidade inteira para.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez seja isso que significa viver em sociedade. Entender que o espaço público não é um espaço sem dono, ele é justamente o espaço de todos. A rua é minha, mas também é sua. A calçada é minha, mas também é do cadeirante. O estacionamento é meu direito, mas o embarque seguro também é direito de quem não dirige.\u003C\u002Fp>\u003Cp>O trânsito não é apenas um problema dos motoristas. É um problema de motoristas, passageiros, pedestres, comerciantes, igrejas, supermercados, arquitetos, urbanistas e, principalmente, de cidadãos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Precisamos reaprender uma palavra que parece antiga, mas continua absolutamente moderna: colaboração. E talvez outra, ainda mais difícil: empatia. Não aquela empatia bonita das redes sociais, que aparece em frases prontas, mas a empatia prática, aquela que faz o motorista pensar no carro que está atrás, que faz o passageiro não exigir que o motorista pare no meio da rua, que faz o supermercado perceber que seu cliente não é apenas aquele que chega de carro próprio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>A empatia que faz uma igreja perceber que seus fiéis precisam sair sem transformar a rua em estacionamento, que faz todos nós lembrarmos que, antes de sermos motoristas, passageiros, fiéis, clientes ou pedestres, somos pessoas compartilhando o mesmo espaço.\u003C\u002Fp>\u003Cp>E foi por isso que comecei dizendo que vi o poste mijar no cachorro, porque, naquela tarde, todos estavam certos e todos estavam errados. O motorista reclamava do passageiro, o passageiro reclamava do trânsito, o trânsito reclamava dos carros, os carros reclamavam da falta de espaço, e a cidade, silenciosamente, reclamava de todos nós.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Talvez o verdadeiro problema seja que construímos cidades pensando em veículos e depois esperamos que seres humanos consigam caber dentro delas, e sim, não usarei um “talvez”. Já passamos da hora de inverter a essa lógica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>Antes de construir mais uma garagem, mais uma entrada monumental, mais uma fachada bonita ou mais algumas vagas de estacionamento, talvez alguém devesse perguntar: - \"E as pessoas? Como elas chegam? Como elas saem? E, principalmente, como fazemos isso sem atrapalhar a vida de quem está passando?\"\u003C\u002Fp>\u003Cp>Parece uma pergunta simples, não é? Mas talvez uma cidade civilizada comece exatamente quando aprendemos a fazê-la, porque, no fim, ninguém mora no trânsito, ninguém mora no supermercado, ninguém mora na igreja, nós moramos uns com os outros, e isso deveria ser suficiente para mudar a maneira como ocupamos a rua.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cem>Carlos HM Pires :@champbrasil\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cem>Foto: Idanir Pawelkiewicz\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>","2026-08-11T17:57:13.678326+00:00","Quando o post mijou no cachorro - Coluna de Carlos Pires","opiniao",{"id":52,"rotulo":54},"Opinião","2026-08-11T17:57:13.132+00:00","Ônibus e carros parados no trânsito de uma rua do Buritis","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786471020351-rmikon.png",1789606839959]