[{"data":1,"prerenderedAt":73},["ShallowReactive",2],{"noticia-nunca-imaginaria-tudo-isso-a-historia-de-saio-castro-uma-empreendedora-do-buritis":3,"noticias-relacionadas-b6187ba8-ec9c-4587-ad81-df15fe4be7ff":19},{"id":4,"titulo":5,"subtitulo":6,"slug":7,"conteudo":8,"imagem_destaque_url":9,"imagem_destaque_alt":10,"categoria":10,"autor":11,"status":12,"data_publicacao":13,"seo_meta_titulo":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_imagem_og":10,"seo_palavras_chave":10,"criado_em":14,"atualizado_em":14,"categoria_id":15,"subcategoria_guia_id":10,"tipo_conteudo":16,"atualizado_em_editorial":10,"ultima_verificacao":10,"cta_texto":10,"cta_href":10,"categoria_info":17,"subcategoria_info":10},"b6187ba8-ec9c-4587-ad81-df15fe4be7ff","“Nunca imaginaria tudo isso”: a história de Saiô Castro, uma empreendedora do Buritis","Moradora do Buritis há 22 anos, Saiô Castro construiu uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, desenvolvimento de mulheres, comunicação e novos recomeços.","nunca-imaginaria-tudo-isso-a-historia-de-saio-castro-uma-empreendedora-do-buritis","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Nunca imaginaria tudo isso.”\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É assim que Saiô Castro resume a própria trajetória.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Aos 50 anos, ela olha para uma história marcada por mudanças de direção, escolhas familiares, empreendedorismo e novos começos. Uma história que começou em Aimorés, no interior de Minas Gerais, passou pela chegada a Belo Horizonte aos 18 anos e encontrou no Buritis, onde mora há 22 anos, um dos principais cenários de sua vida.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Os primeiros passos em Aimorés\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Saiô nasceu e cresceu em Aimorés, onde viveu com os pais e o irmão até os 18 anos. Em uma família humilde, começou a trabalhar aos 16 anos no comércio local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na cidade natal, também fez sua formação técnica em Contabilidade e Administração. O trabalho despertou nela o desejo de buscar novas oportunidades, principalmente com o objetivo de melhorar as condições financeiras da família.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A mudança para Belo Horizonte surgiu durante uma das viagens que fazia à capital para passar férias. Saiô recebeu um convite para trabalhar como secretária, com uma remuneração que representava aproximadamente três vezes o salário que recebia em Aimorés.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Aos 18 anos, aceitou o desafio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com uma pequena mala de roupas, deixou a cidade natal e embarcou no trem da Vale rumo a Belo Horizonte. Na capital, foi acolhida por uma família amiga de seus pais e começou a trabalhar em uma empresa que prestava serviços para uma grande construtora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Era uma época muito diferente da atual. Para conversar com a família, Saiô recorria ao telefone público, o conhecido “orelhão”, instalado em um bar próximo. As visitas aos parentes em Aimorés também exigiam longas viagens de ônibus, que duravam cerca de dez horas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Um encontro no ponto de ônibus\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quase um ano depois de chegar à capital, Saiô conheceu Francisco de maneira casual: ela saía do trabalho enquanto ele seguia para o início de sua jornada diária.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O encontro deu origem a um relacionamento que se transformaria em casamento. Hoje, os dois completam 27 anos de matrimônio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Juntos, tiveram dois filhos, Matheus e Gabriel, atualmente com 25 e 21 anos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Quinze anos dedicados à família\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quando os filhos nasceram, Saiô decidiu interromper a carreira para se dedicar integralmente à maternidade e ao lar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Foram 15 anos vivendo essa escolha.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Segundo ela, a estabilidade financeira da família permitiu que ela e o marido acompanhassem de perto o desenvolvimento dos filhos durante esse período.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com os filhos crescidos e o marido próximo da aposentadoria, Saiô percebeu que era hora de iniciar uma nova etapa profissional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Do artesanato ao mundo digital\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2015, voltou ao empreendedorismo por meio do artesanato. Criou o Faz-Arte-Ateliê, participou de grupos, feiras e eventos e passou a divulgar seu trabalho também pela internet.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Vídeos, fotografias e redes sociais começaram a fazer parte de sua rotina. Ao mesmo tempo em que divulgava os próprios produtos, Saiô foi percebendo as dificuldades enfrentadas por outras mulheres que também estavam tentando empreender.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A experiência despertou um novo interesse: ajudar outras empreendedoras a divulgar seus negócios, estabelecer conexões e encontrar novas oportunidades.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2018, criou o perfil “Divulgação da Saiô” e passou a direcionar sua atuação para publicidade digital, mentorias e facilitação de parcerias.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma nova missão\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O trabalho de Saiô foi gradualmente se ampliando. A experiência acumulada em sua formação profissional, no empreendedorismo e na comunicação passou a ser utilizada também em projetos de desenvolvimento pessoal e empreendedorismo feminino.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em agosto de 2019, ela criou a Conexão Metamorfose, rede voltada ao apoio e à valorização de mulheres nas áreas de desenvolvimento pessoal e empreendedorismo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A atuação da rede inclui capacitações, encontros, networking e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos negócios e ao desenvolvimento das participantes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Há registros públicos de ações realizadas em parceria com o Sebrae Minas, incluindo edições do Giro de Negócios e da Quinta Delas Metamorfose.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em uma das iniciativas da rede, o programa “Empreenda e Ensine”, Saiô aparece como idealizadora. A proposta é estimular os participantes a empreender com propósito e compartilhar os conhecimentos adquiridos com a comunidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Empreendedorismo também é conexão\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outra frente de sua atuação é o Sistema de Impacto VND, empresa da qual Saiô é sócia e cofundadora ao lado de Isabela Marques.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em eventos e workshops, Saiô é apresentada como mentora em networking e comunicação, com atuação voltada à construção de relacionamentos estratégicos, comunicação e divulgação de pessoas e negócios.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa experiência também está relacionada à capacitação de empreendedoras. Em 2025, Saiô participou, ao lado de Isabela Marques, de atividades realizadas em parceria com o Sebrae Minas dentro da programação da Semana do MEI.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Histórias que viram livros\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A atuação de Saiô na valorização das trajetórias femininas também chegou à literatura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ela é uma das idealizadoras do livro \u003Cem>Transformações que Inspiram\u003C\u002Fem>, obra coletiva que reúne histórias de 20 mulheres empreendedoras ligadas à Conexão Metamorfose. O lançamento ocorreu em setembro de 2025, no UniBH.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Segundo seu próprio relato, Saiô também é organizadora e coautora dos livros \u003Cem>Vivências que Transformam\u003C\u002Fem> e \u003Cem>Transformações que Inspiram\u003C\u002Fem>, além de coautora de \u003Cem>Agora é com Elas\u003C\u002Fem> e responsável pelo posfácio de \u003Cem>Vou te Contar um Segredo\u003C\u002Fem>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma história construída também no Buritis\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Saiô vive em Belo Horizonte há 32 anos e há 22 anos mora no Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi no bairro que acompanhou os filhos crescerem e construiu parte importante de suas relações pessoais e profissionais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ela também participa da administração do grupo “Somos Buritis BH”, ao lado de sua amiga Helô, com foco no apoio e na divulgação de empreendedores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O vínculo com o bairro aparece, portanto, não apenas como endereço residencial, mas também como parte do ambiente em que Saiô desenvolveu sua atuação empreendedora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Reconhecimento\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao longo dessa trajetória, Saiô também recebeu reconhecimentos por sua atuação. Segundo seu relato, foi vencedora do Prêmio Empreendedora Mineira em 2022 e novamente em 2025.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ela também relata ter sido homenageada em 2026 pelo Sebrae Delas com uma placa de reconhecimento pela parceria, confiança e participação nas capacitações e iniciativas do Sebrae Minas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em fontes públicas anteriores, Saiô já aparecia como empreendedora digital, mentora, facilitadora de parcerias e representante de iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Recomeçar faz parte da história\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao contar sua trajetória, Saiô não destaca apenas os negócios que criou ou os projetos dos quais participa. O que aparece com força em seu relato são as diferentes fases que viveu.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A adolescente que começou a trabalhar em Aimorés. A jovem que chegou a Belo Horizonte com uma mala de roupas e sonhos. A mulher que escolheu dedicar 15 anos à família. A empreendedora que voltou ao mercado pelo artesanato. E, depois, a profissional que encontrou nas redes sociais, na comunicação e nas conexões uma nova maneira de trabalhar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Hoje, sua atuação está concentrada em projetos ligados ao empreendedorismo, ao desenvolvimento pessoal, à comunicação, às conexões profissionais e ao fortalecimento de mulheres.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para Saiô, entretanto, a principal mensagem que sua própria história transmite é que uma mudança de caminho não precisa representar o fim de uma trajetória. Pode ser o começo de outra.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Permita-se mudar e se renovar a cada manhã. Caminhe em direção à sua felicidade, confie no poder de Deus e viva intensamente”, afirma.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Depois de tantas mudanças, talvez seja justamente essa a explicação para a frase que Saiô escolheu para definir sua história:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>“Nunca imaginaria tudo isso.”\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1791294903731-vdxdeh.png",null,"Meu Bairro Buritis","publicado","2026-10-06T13:57:02.325+00:00","2026-10-06T13:57:03.622176+00:00","pessoas-comunidade","reportagem",{"id":15,"rotulo":18},"Pessoas e Comunidade",[20,30,51,62],{"id":21,"slug":22,"autor":11,"status":12,"titulo":23,"conteudo":24,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":25,"cta_texto":10,"subtitulo":26,"categoria_id":15,"atualizado_em":27,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":16,"categoria_info":28,"data_publicacao":27,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":29,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"a7a977ef-6e84-48ef-a6f7-caee2602ed24","aos-59-anos-luciana-borges-segue-inspirando-mulheres-por-meio-do-voleibol","Aos 59 anos, Luciana Borges segue inspirando mulheres por meio do voleibol","\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Gente do Buritis: Luciana Borges transforma paixão pelo vôlei em inspiração para dezenas de mulheres\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Moradora do Buritis há 26 anos, ex-atleta de clubes tradicionais de Belo Horizonte e fundadora da Super-Ball, ela superou uma perda pessoal, assumiu o comando da equipe e hoje inspira cerca de 75 mulheres por meio do esporte.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Aos 59 anos, Luciana Borges Pinto Coelho continua encontrando no voleibol uma das maiores razões para sorrir. Ela construiu uma trajetória marcada pelo esporte, pela superação e pela dedicação a outras mulheres. À frente da Super-Ball, equipe que ajudou a criar há 23 anos, Luciana transformou uma paixão que começou ainda na infância em um trabalho que hoje reúne cerca de 75 alunas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Sua história com o vôlei começou quando tinha apenas 10 anos de idade. Desde então, o esporte passou a fazer parte de sua vida, ensinando muito mais do que técnicas, fundamentos e estratégias dentro de quadra.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Por meio do esporte aprendi a conviver com as vitórias e as derrotas, as alegrias e as tristezas”, conta Luciana.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O talento e a dedicação a levaram a atuar em clubes tradicionais de Belo Horizonte, como o Minas Tênis Clube e o Mackenzie. Mesmo depois de deixar o voleibol competitivo, a paixão pela modalidade continuou presente. Para Luciana, abandonar as quadras nunca foi uma possibilidade definitiva.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2003, nasceu a Super-Ball, uma equipe que conquistou títulos na Itália e no Brasil, formada por ex-atletas que compartilhavam o desejo de continuar praticando o esporte e disputando competições.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O projeto rapidamente começou a construir sua própria história. Em 2004, apenas um ano após sua criação, a equipe conquistou um título em Pordenone, na Itália, uma experiência que marcou a trajetória do grupo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A partir daí, vieram outras conquistas em campeonatos brasileiros de voleibol master, nas categorias 30+, 35+, 40+ e outras faixas etárias.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mais do que reunir antigas companheiras de quadra, a Super-Ball se consolidou como um espaço para que mulheres continuassem competindo, desenvolvendo suas habilidades e mantendo vivo o vínculo com o esporte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao longo de mais de duas décadas, a equipe acumulou experiências, títulos e histórias que marcaram a vida de suas atletas e ajudaram a manter viva a paixão pelo voleibol.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A perda que mudou o rumo de sua história\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2021, Luciana enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua vida. A morte de seu então marido, técnico e fundador do projeto, durante a pandemia de Covid-19, abalou profundamente sua relação com o esporte e com o projeto que havia ajudado a construir.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Afastada das quadras, ela passou cerca de um ano sem forças para decidir o que fazer com a Super-Ball.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Foi como tirar o chão e me vi completamente sozinha”, relata.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O retorno não foi simples. Luciana tentou encontrar outros profissionais para assumir os treinamentos, mas as experiências não deram certo. Diante da possibilidade de encerrar as atividades da equipe, precisou tomar uma decisão que mudaria novamente sua trajetória.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Assumir os treinos e se tornar técnica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A princípio, a escolha surgiu diante da falta de alternativas para manter a equipe em funcionamento. Mas a resposta das atletas mostrou que aquele caminho poderia representar muito mais do que uma solução emergencial.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>As alunas gostaram dos treinamentos, e Luciana percebeu que poderia continuar contribuindo para o voleibol de uma maneira diferente daquela que havia conhecido como jogadora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi então que decidiu abraçar a nova função.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Atualmente, a Super-Ball reúne aproximadamente 75 alunas, com idades entre 20 e 60 anos. Os treinamentos são realizados no bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte, e têm como objetivo manter as participantes próximas do esporte e preparadas para disputar campeonatos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para Luciana, acompanhar a evolução e a felicidade das atletas é uma das maiores recompensas dessa nova etapa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A antiga jogadora, acostumada a sentir a emoção das partidas dentro de quadra, agora também vivencia a satisfação de orientar, ensinar e incentivar outras mulheres a desenvolverem suas próprias trajetórias no voleibol.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O trabalho vai além dos resultados esportivos. Os treinos representam uma oportunidade de convivência, aprendizado, atividade física e realização pessoal para mulheres de diferentes idades.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É essa dimensão que dá um novo significado à paixão que acompanha Luciana desde os 10 anos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Vejo o quanto elas ficam felizes com os treinos e com os campeonatos que jogam. Isso para mim é incrível, pois a paixão pelo vôlei está viva não só dentro de mim, mas no coração de cada aluna que trago comigo”, afirma Luciana.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A trajetória da equipe também está prestes a ganhar um novo capítulo fora das quadras. Luciana está se preparando para escrever o livro da Super-Ball, reunindo as lembranças e experiências acumuladas ao longo dos 23 anos do projeto.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A iniciativa representa uma oportunidade de preservar a memória de uma equipe construída por ex-atletas que decidiram continuar no esporte e que, ao longo dos anos, conquistaram títulos e compartilharam momentos marcantes dentro e fora das quadras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para Luciana, que hoje acompanha de perto a trajetória de tantas mulheres, o livro será mais uma maneira de manter viva a história de uma paixão que atravessou gerações.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma paixão que continua inspirando\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao completar 23 anos de Super-Ball, Luciana olha para a própria história com a certeza de que fez a escolha certa ao assumir o comando dos treinamentos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Obrigada, Deus, por poder fazer o bem a tantas mulheres que amam o vôlei”, resume.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história de Luciana Borges é marcada pela capacidade de transformar uma paixão em um propósito que alcança outras pessoas. No Buritis, bairro onde construiu sua vida, ela segue conectada ao esporte e ajudando dezenas de mulheres a manterem viva a mesma paixão que transformou sua própria trajetória.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Conheça a Super-Ball:\u003C\u002Fstrong> acompanhe a equipe pelo Instagram \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.instagram.com\u002Fsuperballvolei\u002F\">@superballvolei\u003C\u002Fa>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cem>Gente do Buritis é uma série do Meu Bairro Buritis que apresenta histórias de moradores que contribuem para a comunidade e ajudam a construir a identidade da região.\u003C\u002Fem>\u003C\u002Fp>","2026-09-29T22:41:22.380875+00:00","Conheça a história de Luciana Borges, moradora do Buritis, que transformou sua paixão pelo vôlei em inspiração para 75 mulheres à frente da Super-Ball.","2026-10-02T20:57:30.68+00:00",{"id":15,"rotulo":18},"https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1790721608191-bze5dz.png",{"id":31,"slug":32,"autor":11,"status":12,"titulo":33,"conteudo":34,"cta_href":35,"categoria":10,"criado_em":36,"cta_texto":37,"subtitulo":38,"categoria_id":39,"atualizado_em":36,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":40,"categoria_info":41,"data_publicacao":43,"seo_meta_titulo":44,"subcategoria_info":45,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":48,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":49,"imagem_destaque_url":50,"subcategoria_guia_id":46,"atualizado_em_editorial":10},"f2b92463-6b6f-401d-bd96-49e6cb8bc69d","de-musica-a-artesanato-onde-aprender-uma-nova-arte-no-buritis","De música a artesanato: onde aprender uma nova arte no Buritis","\u003Cp>Quem mora no Buritis e no Estoril não precisa ir longe para aprender algo novo com as próprias mãos. O bairro reúne escolas consolidadas de música, artes visuais, dança e artesanato, com alternativas para todas as idades e níveis de experiência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na música, três escolas dividem a preferência da vizinhança. A Minueto (@minuetoburitis), na Avenida Professor Mário Werneck, 2320, oferece aulas individuais de instrumento em salas equipadas, com estrutura pensada tanto para iniciantes quanto para quem já toca há anos. A Avantgarde (@avantgardeescola), na Rua Henrique Badaró Portugal, 287, tem mais de duas décadas de atuação em Belo Horizonte e é conhecida pelas apresentações de alunos no Palco Avantgarde e em festivais de música da cidade. Já a School of Rock Buritis (@schoolburitis), na Rua Senador Lima Guimarães, 178, segue a metodologia internacional da marca, unindo aulas individuais a ensaios em banda, com o objetivo de levar o aluno ao palco.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para quem busca artes visuais, a Escola Carneiro (@escolacarneiro) é referência antiga no bairro. Depois de mais de vinte anos de atuação, a unidade Buritis funciona hoje no quarto piso do Shopping Paragem, na Avenida Professor Mário Werneck, 1360, oferecendo cursos de pintura e técnicas variadas para crianças e adultos. Outra opção é o Ateliê Analá (@atelie_anala), na Rua José Rodrigues Pereira, 819, fundado em 2014 como um espaço para quem sente falta de fazer coisas com as mãos e desacelerar em boa companhia. Por lá se aprende bordado, costura, pintura, macramê, crochê e decoupage.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A dança também tem espaço garantido na região. A Oficina da Dança (@oficinadadanca), na Avenida Professor Mário Werneck, 1175, no Estoril, atua há quase vinte anos com aulas de diferentes estilos. Para quem quer aprender forró, o Pé Descalço Buritis (@pdburitis), na Rua Senador Lima Guimarães, 53, no Estoril, é uma das unidades da maior escola de forró do país, com turmas para iniciantes, intermediários e avançados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem prefere colocar a mão na massa de outra forma pode conhecer a Cacau Cozinha (@cacau.cozinha), na Rua Dener Cunha Peixoto, 11, no Buritis. A escola de gastronomia saudável ensina, em workshops de uma tarde, receitas como pães sem glúten, pizzas, massas frescas e lanches práticos. Para quem quer ir além, também há um curso intensivo de culinária saudável com dois meses de duração, voltado para quem deseja desenvolver técnicas mais avançadas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Com tantas opções perto de casa, aprender uma nova arte ou retomar um hobby manual ficou bem mais fácil para quem vive no Buritis e no Estoril.\u003C\u002Fp>","\u002Fguia\u002Fempresas","2026-08-18T21:55:03.642062+00:00","Quer descobrir outras escolas e espaços de arte do bairro? Consulte o","Bairro tem escolas de música, dança e artes para todas as idades","guias","guia",{"id":39,"rotulo":42},"Guias","2026-08-18T21:55:03.049+00:00","De música a artesanato: aulas de arte no Buritis",{"id":46,"rotulo":47},"lazer","Lazer","arte, curso","Pessoa pintando com aquarela em um caderno de desenho","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1787090065150-06o3q1.png",{"id":52,"slug":53,"autor":11,"status":12,"titulo":54,"conteudo":55,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":56,"cta_texto":10,"subtitulo":57,"categoria_id":15,"atualizado_em":58,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":16,"categoria_info":59,"data_publicacao":60,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":61,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"cb47c558-f993-4405-a7d3-f3dd665aa488","da-faxina-ao-proprio-salao-ele-comecou-pequeno-enfrentou-dificuldades-e-construiu-no-buritis-uma-trajetoria-de-25-anos","Da faxina ao próprio salão: Ele começou pequeno, enfrentou dificuldades e construiu no Buritis uma trajetória de 25 anos","\u003Cp>\n  \n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>GENTE DO BURITIS\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch1>Do trabalho aos 11 anos ao Espaço DR: a história de Dierley Rodrigues\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n      Depois de perder o pai ainda criança, abandonar os estudos para ajudar a família e chegar a Belo Horizonte sem ter onde morar, Dierley construiu no Buritis uma trajetória que começou praticamente do zero e chegou a reconhecimento internacional.\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>\n  \n\n  \n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A história de Dierley Rodrigues começou muito antes do Espaço DR. Começou em Paraopeba, no interior de Minas Gerais, em uma família simples, onde a vida mudou completamente quando ele ainda era criança.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Dierley era o mais velho de quatro irmãos quando perdeu o pai, que morreu aos 33 anos. Ele tinha 11 anos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A família, que já vivia com poucos recursos, passou a enfrentar dificuldades ainda maiores. A mãe ficou viúva aos 34 anos e passou a receber uma pensão que, segundo Dierley, correspondia a um salário mínimo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Sem recursos e sem assistência, ele precisou assumir responsabilidades muito cedo. Na quinta série, deixou a escola para começar a trabalhar e ajudar a sustentar a casa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Seu primeiro trabalho foi em um banheiro de ponto de ônibus. Depois vieram empregos em lanchonetes, restaurantes e hotéis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Enquanto trabalhava, Dierley também acompanhava as dificuldades dentro de casa. Com o passar dos anos, sua mãe desenvolveu alcoolismo e acabou sendo internada em Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>O começo em Belo Horizonte\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi nesse contexto que Belo Horizonte entrou definitivamente na vida de Dierley.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Na capital, ele conseguiu um lugar para ficar e começou a trabalhar como empregado doméstico. Lavava, passava, cozinhava e cuidava da casa. Também assumiu a responsabilidade de cuidar de uma irmã mais nova.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi nessa época que começou a perseguir, ainda escondido, um sonho que carregava consigo: ser cabeleireiro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma vez por semana, à noite, fazia um curso gratuito de cabeleireiro na Rua São Paulo, no Centro de Belo Horizonte. Para conseguir frequentar as aulas, precisava esconder da mulher para quem trabalhava que estava estudando.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Era uma formação simples, mas significava muito para ele. Enquanto trabalhava durante o dia, aprendia à noite a profissão que pretendia seguir.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Depois que sua mãe deixou a internação e voltou para Paraopeba, Dierley levou a irmã de volta para a cidade natal para que ela ficasse com a mãe. Ele então tentou seguir sua própria vida profissional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Voltou para Paraopeba e trabalhou em um salão de beleza, mas permaneceu menos de um ano. A experiência não deu certo e ele retornou a Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Quando o sonho começou a virar profissão\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>De volta à capital, Dierley conseguiu uma oportunidade para trabalhar como cabeleireiro em um salão em Além Paraíba.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A chegada também foi marcada por dificuldades. Ele conta que viajou de carona em um caminhão de carvão e chegou sem ter onde dormir.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Durante algum tempo, dormiu dentro do próprio salão. O local não tinha chuveiro e havia apenas um pequeno lavabo. Muitas vezes, Dierley precisava tomar banho em postos de gasolina.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Em determinado período, chegou a dormir na rua.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi então que algumas clientes perceberam a situação pela qual ele passava e começaram a ajudá-lo. Uma delas o levou para morar com um grupo de enfermeiras no Santa Branca, onde encontrou um lugar para ficar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Dierley considera essa mulher um “anjo” em sua vida e afirma que os dois continuam amigos até hoje.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Depois de trabalhar no Santa Branca por alguns anos, passou por outros salões até que, em 1996, o Buritis entrou em sua trajetória profissional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>O encontro com o Buritis\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Naquela época, segundo Dierley, havia poucos salões no bairro. Ele começou trabalhando às segundas-feiras, cobrindo a folga dos profissionais de um salão.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Os clientes começaram a gostar do seu trabalho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Depois de algum tempo, conseguiu uma cadeira para trabalhar naquele salão e permaneceu ali de 1997 a 2001.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O período, porém, também foi marcado por dificuldades. O salão enfrentava problemas e caminhava para fechar as portas. Dierley conta que também enfrentou situações em que pessoas tentaram levar seus clientes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi nesse momento que decidiu abrir o próprio negócio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Começar praticamente do zero\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Em março de 2001, Dierley abriu seu primeiro salão no Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O espaço tinha cerca de 70 metros quadrados e estava muito longe da estrutura que o Espaço DR possui atualmente.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Segundo ele, no início praticamente não havia nada. Chegou a cortar cabelos em cima de uma lata de tinta porque ainda não tinha sequer uma cadeira adequada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A conquista dos primeiros clientes também aconteceu de maneira improvisada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Quando tentaram impedir que ele levasse sua agenda de clientes para o novo endereço, uma cliente decidiu ajudá-lo de uma maneira simples e criativa: colocou um grande anúncio na descida da José Rodrigues Pereira, com o nome de Dierley e seu número de telefone.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Na época, celulares ainda não faziam parte da rotina como hoje e o telefone fixo era o principal meio de contato. O anúncio ajudou os antigos clientes a descobrir onde ele estava.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Aos poucos, o pequeno salão começou a crescer.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Em aproximadamente um ano e meio, Dierley já tinha cerca de dez pessoas trabalhando com ele. O espaço foi reformado e, cerca de quatro anos e meio depois da abertura, ele deixou o primeiro endereço e mudou-se para uma loja com mais de 200 metros quadrados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Do Buritis para o mundo\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A trajetória profissional de Dierley continuou crescendo dentro do próprio Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Ele passou a trabalhar em parceria com a L'Oréal e participou de diferentes projetos, premiações e atividades profissionais.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Esse trabalho também o levou para fora do Brasil. Dierley conta que conheceu países como China, Rússia e Turquia, além de diversos destinos na Europa, em viagens relacionadas à sua atuação profissional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Também recebeu prêmios em Paris, Belo Horizonte e em outras partes do Brasil.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A carreira que havia começado com um adolescente trabalhando para ajudar a família agora alcançava reconhecimento internacional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>Um salão que cresceu junto com o bairro\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O pequeno salão de 2001 continuou se transformando.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2016, Dierley inaugurou a sede própria do Espaço DR no Buritis, com cerca de 800 metros quadrados distribuídos em quatro andares.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A diferença em relação ao começo é enorme. Mas Dierley costuma resumir sua maneira de trabalhar em uma frase:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cblockquote>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cp>“O tamanho mudou. O critério, nunca.”\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    \u003C\u002Fp>\u003C\u002Fblockquote>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa filosofia está ligada à própria trajetória. Antes de comandar uma grande estrutura, ele havia trabalhado em casas de família, estudado escondido, enfrentado períodos sem moradia e aprendido a profissão na prática.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Ele também defende a importância de conhecer cada função dentro de um negócio.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cblockquote>\u003Cp>\n      \u003C\u002Fp>\u003Cp>“Eu precisava entender cada detalhe do negócio. Como você vai liderar uma equipe se não conhece a dor de cada função?”\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n    \u003C\u002Fp>\u003C\u002Fblockquote>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Ch2>25 anos depois\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2026, o Espaço DR completa 25 anos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>São 25 anos desde aquele primeiro salão no Buritis, quando Dierley tinha poucos recursos, poucos equipamentos e precisava conquistar os clientes um a um.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A estrutura cresceu, a equipe aumentou e a carreira ganhou reconhecimento. Mas a história continua tendo como ponto de partida aquele período de dificuldades vivido ainda na infância e juventude.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O menino que perdeu o pai aos 11 anos precisou abandonar a escola e começar a trabalhar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O jovem que chegou a Belo Horizonte sem ter onde dormir precisou encontrar maneiras de sobreviver.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>O rapaz que fazia um curso de cabeleireiro escondido encontrou na profissão uma possibilidade de construir seu futuro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>E o cabeleireiro que começou praticamente sem estrutura transformou um pequeno salão em um empreendimento que se tornou parte da paisagem do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>A história de Dierley Rodrigues não começou com uma grande estrutura, uma equipe numerosa ou reconhecimento internacional.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Começou com necessidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Passou pelo trabalho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Foi construída com aprendizado, oportunidades e também com a ajuda de pessoas que cruzaram seu caminho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>Hoje, 25 anos depois da abertura do primeiro salão no bairro, Dierley continua no Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n    \u003C\u002Fp>\u003Cp>E a história que começou com um jovem tentando encontrar uma profissão acabou se tornando também parte da história de um bairro que mudou junto com ele.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n  \n\u003C\u002Fp>","2026-09-24T14:16:48.088722+00:00","Aos 14 anos, Dierley Rodrigues perdeu o pai e veio para BH por necessidade. Trabalhou como faxineiro e construiu no Buritis uma trajetória de 25 anos.","2026-09-30T17:14:59.585+00:00",{"id":15,"rotulo":18},"2026-09-30T17:14:59.582+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1790259291653-hozuqv.png",{"id":63,"slug":64,"autor":11,"status":12,"titulo":65,"conteudo":66,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":67,"cta_texto":10,"subtitulo":68,"categoria_id":15,"atualizado_em":69,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":16,"categoria_info":70,"data_publicacao":71,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":72,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"28c0df06-f0de-4b37-a95c-99e5e214caca","do-vale-do-jequitinhonha-ao-buritis-da-menina-de-datas-a-mulher-que-transformou-sua-historia-em-solidariedade","Do Vale do Jequitinhonha ao Buritis: Da menina de Datas à mulher que transformou sua história em solidariedade","\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Mirian Reis: da menina de Datas à mulher que transformou sua história em solidariedade no Buritis\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Moradora do bairro há mais de 20 anos, Mirian Reis construiu uma trajetória marcada por trabalho, superação e solidariedade. À frente da ASPRAMI, ela transformou parte das oportunidades que recebeu ao longo da vida em cuidado e dignidade para centenas de pessoas.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Antes de se tornar uma das figuras ligadas ao trabalho social e à convivência comunitária no Buritis, Mirian da Aparecida Reis Vaschetto era uma menina de Datas, no Vale do Jequitinhonha, acostumada desde cedo a uma vida de muito trabalho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A cidade pequena, próxima a Diamantina e ao Serro, continua ocupando um lugar especial em sua memória. Foi ali que Mirian nasceu em uma família humilde, na qual todos precisavam contribuir para garantir a sobrevivência.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Buscávamos lenha para vender, minha mãe lavava roupa para outras pessoas e todos nós fazíamos o que era possível, sempre com muito trabalho e honestidade”, conta.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ainda muito jovem, Mirian se casou. Aos 16 anos, tornou-se mãe de uma menina que nasceu em casa, com impressionantes 5 quilos e 400 gramas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um ano depois, aos 17, veio uma decisão que mudaria sua trajetória. Mirian olhou para a própria vida e percebeu que precisava buscar outro caminho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Essa não é a vida que eu quero. Preciso ir embora e construir uma história diferente”, pensou.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Um novo começo em Belo Horizonte\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A mudança para Belo Horizonte não significou uma transformação imediata. Mirian precisou trabalhar e começou a construir sua vida pouco a pouco. Trabalhou em casas de família, como faxineira e em outras atividades que surgiram pelo caminho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ela faz questão de lembrar dessa fase com uma palavra: dignidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Foram anos de trabalho para construir a própria história, até que, há 25 anos, conheceu aquele que se tornaria seu companheiro de vida.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Italiano, ele se tornou uma presença importante em sua trajetória. Uma das frases que Mirian guarda desse relacionamento é também uma síntese do acolhimento que recebeu: “Fome você não passa mais”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao lado dele, teve a oportunidade de conhecer diferentes lugares do mundo e viver experiências que jamais havia imaginado quando ainda era aquela menina de Datas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas as mudanças não ficaram apenas na vida pessoal. Foi também ao lado do marido que Mirian encontrou condições para dedicar parte de sua vida ao voluntariado e construir o projeto que se tornaria a ASPRAMI.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mais de duas décadas criando raízes no Buritis\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mirian vive no Buritis há mais de 20 anos. Foi no bairro que criou novas amizades, estabeleceu vínculos e encontrou um lugar para chamar de seu.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“É emocionante pensar que uma menina que saiu de uma cidade tão pequena como Datas chegou ao Buritis e encontrou aqui um lugar para criar raízes, construir amizades e realizar tantos sonhos”, diz.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa relação com o bairro ultrapassa a condição de endereço. Ao longo dos anos, Mirian passou a participar da vida comunitária e a desenvolver atividades que aproximaram moradores, voluntários, alunos e instituições.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É nesse contexto que a história pessoal de Mirian se encontra com a história da ASPRAMI.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma história que virou projeto social\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A ASPRAMI — Associação ao Projeto A Melhor Idade — desenvolveu no Buritis uma atuação que reúne atividades de convivência, cultura, saúde, lazer e assistência social.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A entidade tem uma trajetória ligada principalmente à população idosa, mas seu trabalho também alcança pessoas em situação de vulnerabilidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao longo dos anos, o projeto passou a oferecer diversas atividades e construiu parcerias que ajudaram a ampliar seu alcance. Entre elas está a relação com o UniBH, que cede espaço para atividades da associação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A ASPRAMI também desenvolveu ações de arrecadação e distribuição de doações. Entre os itens destinados às pessoas atendidas estão alimentos, roupas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho e, especialmente, fraldas geriátricas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Durante a pandemia, quando as atividades presenciais foram interrompidas e parte da estrutura de arrecadação foi afetada, surgiu também o Bazar Solidário da ASPRAMI. A iniciativa transformou roupas, calçados, acessórios e outros objetos recebidos por meio de doações em recursos para manter o trabalho social.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Centenas de pessoas alcançadas\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Hoje, segundo Mirian, a ASPRAMI reúne mais de 300 alunos e mais de 200 pessoas assistidas que recebem fraldas geriátricas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>São números que ajudam a dimensionar o tamanho que aquele projeto alcançou, mas, para Mirian, a essência do trabalho não está nos números.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Nosso propósito é justamente esse: viver a lei do retorno, transformando tudo que recebemos em cuidado, solidariedade e dignidade para outras pessoas”, explica.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A ideia de devolver à sociedade parte daquilo que recebeu ao longo da vida ajuda a entender por que a ASPRAMI ocupa um espaço tão importante em sua trajetória.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A menina que precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família passou a dedicar seu tempo a pessoas que também enfrentam dificuldades. A mulher que um dia precisou recomeçar encontrou no trabalho voluntário uma forma de ajudar outras pessoas a atravessarem seus próprios momentos difíceis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma família que cresceu\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história de Mirian também mudou profundamente desde os tempos de Datas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A filha que teve ainda adolescente cresceu e, hoje, Mirian fala com orgulho da família que construiu. Aos 60 anos, tem uma filha que considera sua, dois netos e um bisneto.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Família cresceu com muito amor e dignidade”, resume.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao falar sobre sua trajetória, ela também faz questão de reconhecer a importância do marido, que há 25 anos divide sua vida com ela e, segundo Mirian, sempre fez de tudo para vê-la feliz.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para ela, essa parceria foi fundamental para que pudesse exercer o voluntariado e se dedicar à ASPRAMI.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Há 25 anos tenho ao meu lado uma pessoa que faz de tudo para me ver feliz e que me deu a oportunidade de ser a voluntária que sou hoje”, afirma.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Uma história que ainda está sendo escrita\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mirian diz que aquilo que contou é apenas uma parte de sua história. Se fosse contar tudo, brinca, seriam horas de conversa.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E talvez seja justamente essa a melhor definição para sua trajetória: uma história que começou muito antes do Buritis, mas que encontrou no bairro um dos seus capítulos mais importantes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Há mais de duas décadas, aquela menina que deixou Datas para construir uma vida diferente encontrou no Buritis um lugar para criar raízes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Construiu uma família, fez amigos, viveu experiências que jamais imaginara e transformou parte das oportunidades que recebeu em uma rede de solidariedade que hoje alcança centenas de pessoas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, quando fala do bairro, Mirian não fala apenas do lugar onde mora.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>“Tenho uma gratidão enorme por tudo que o Buritis representa na minha vida e na história do Asprami.”\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No fim, sua história pessoal e a história da ASPRAMI acabaram se tornando praticamente inseparáveis. Uma nasceu das experiências da outra: do trabalho, das dificuldades, dos encontros, das oportunidades e, sobretudo, da vontade de transformar aquilo que a vida lhe proporcionou em cuidado para outras pessoas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-24T18:00:20.678459+00:00","Conheça a história de Mirian Reis, moradora do Buritis há mais de 20 anos e responsável pela trajetória da ASPRAMI e seu trabalho de solidariedade.","2026-10-01T16:10:15.76+00:00",{"id":15,"rotulo":18},"2026-10-01T16:10:15.758+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1790272713948-ufo31e.png",1791295096184]