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O som do Buritis: músicos, bandas e projetos que fazem a música acontecer no bairro

O Buritis também faz música. Conheça artistas, bandas, DJs, blocos e espaços que movimentam a cena musical do bairro e do Estoril.

Meu Bairro Buritis·28 de setembro de 2026
O som do Buritis: músicos, bandas e projetos que fazem a música acontecer no bairro

Do rock ao samba: a cena musical que movimenta o Buritis e o Estoril

De artistas que moram no bairro a bandas, DJs, blocos, escolas de música, estúdios e bares com apresentações ao vivo, a região tem uma cena musical muito mais diversificada do que pode parecer.

Quando se fala em música no Buritis e no Estoril, é comum pensar primeiro nos bares, restaurantes e eventos que recebem apresentações ao vivo. Mas a relação da região com a música vai muito além dos palcos.

Há artistas que moram no bairro, músicos que construíram suas trajetórias na região, bandas com integrantes moradores, DJs, compositores, produtores, escolas de música, estúdios, blocos carnavalescos e estabelecimentos que mantêm uma programação musical constante.

Não se trata de um levantamento de todos os músicos ligados aos dois bairros. A proposta é apresentar alguns dos nomes e projetos que ajudam a contar a história da música no Buritis e no Estoril.

Artistas que vivem e produzem no bairro

Um dos exemplos mais recentes é o artista e produtor musical Baka, morador do Buritis. Com uma sonoridade que mistura referências como tropicalismo brasileiro, pop, emo, rock, metal e elementos da cultura gamer, ele desenvolve um trabalho autoral e também atua profissionalmente nos bastidores da música.

Baka já trabalhou com nomes de projeção nacional e teve participação de Gaby Amarantos em um de seus trabalhos. Sua trajetória inclui ainda passagem pelo grupo Rosa Neon e estudos de composição na UFMG.

Outra representante da nova geração é a cantora e compositora Ju Tavares. Moradora do Buritis, ela lançou em 2026 sua primeira música autoral, “Sentimento Exacerbado”, produzida em parceria com o músico Dan Oliveira.

A trajetória de Ju começou cedo. Ela subiu ao palco pela primeira vez aos oito anos e, desde então, vem desenvolvendo sua carreira. Além do trabalho solo, participa da banda de rock Mediatrix e já se apresentou em espaços do próprio bairro, incluindo a tradicional Pracinha dos Micos, na Rua Stella Hanriot.

Outra presença marcante é a DJ Luzita, nome artístico de Luiza Senna. Moradora do Buritis, ela mantém uma relação com a música que começou ainda na infância, influenciada pelo contato com discos de vinil e pela prática de fazer suas próprias mixagens.

Seu repertório percorre diferentes épocas e estilos, passando por música brasileira, bossa nova, samba, jazz, soul e música internacional. A DJ também se apresenta no Estoril, incluindo trabalhos no Sterna Café.

Entre os nomes que fazem parte desse cenário também está a cantora Lara Lacerda, moradora do Buritis. Com seu trabalho musical, ela integra o grupo de artistas que ajudam a movimentar a produção cultural e musical da região.

Na ligação entre música e cultura comunitária está Luiza Amâncio, cantora e criadora do bloco Quem Eu Quero Não Me Quer.

Criado no Buritis, o bloco leva para as ruas uma proposta que mistura a música sertaneja com a linguagem das baterias de carnaval, tendo como uma de suas principais referências a cantora Marília Mendonça. O projeto já realizou desfiles e continua preparando novos ensaios e apresentações.

O Buritis também já foi ponto de partida para artistas que seguiram carreira para além da região. É o caso de Pedro Miranda, que nasceu e cresceu no bairro, participou do The Voice Kids e também trabalhou como ator e dublador.

O rock tem uma história especial no Buritis

Se existe um gênero que aparece com frequência na história musical do bairro, é o rock.

A Mosh Lab, liderada pela vocalista Geisa Andrade, surgiu em 2011 com uma proposta inspirada no rock e no rockabilly dos anos 1950.

A banda chegou a ter três dos quatro integrantes morando no Buritis, o que facilitou ensaios e apresentações. A proximidade também levou o grupo a estabelecer parcerias com estabelecimentos do bairro, como o Beerstock Pub.

A trajetória da Mosh Lab inclui apresentações em casas de shows de Belo Horizonte, festivais pelo interior de Minas Gerais e até participação de Geisa no Programa Raul Gil.

Outro grupo que vem construindo uma relação cada vez mais próxima com o bairro é a Oskaravelho.

Formada em 2015, a banda mistura rock e pop nacional e internacional e transforma seus shows em uma experiência visual e participativa, com telão, imagens sincronizadas com as músicas, figurinos, confetes e interação com o público.

A ligação com o Buritis ganhou força especialmente com a entrada do tecladista Paulo Alvim, que é morador do bairro. Depois de várias apresentações na região, a própria banda passou a definir o Buritis como uma espécie de “segunda casa”.

Também faz parte da programação musical da região a Rockfield, banda de rock e pop nacional e internacional que realiza apresentações em estabelecimentos do bairro, incluindo a Choperia do Lugui e o Beerstock Pub.

Do samba ao sertanejo, a música vai muito além do rock

Apesar da forte presença do rock, a cena musical do Buritis e do Estoril é bastante diversificada.

Samba, pagode, sertanejo, axé, música eletrônica, MPB, pop e outros estilos aparecem regularmente na programação de bares, restaurantes, eventos e blocos da região.

O carnaval talvez seja o melhor exemplo dessa diversidade.

O Inimigos do Fim, conhecido como o bloco do Buritis, nasceu da iniciativa de moradores que queriam criar uma opção de carnaval dentro do próprio bairro. Fundado em 2015, o bloco chegou a 2026 completando dez anos de história.

A bateria reúne dezenas de integrantes e o projeto conta também com uma banda formada por músicos de sopro. Além das marchinhas e do samba, o repertório pode incorporar diferentes estilos, mantendo a característica irreverente que marcou o bloco.

Outro projeto criado recentemente é o Galo Buritis. O bloco nasceu dentro da comunidade atleticana do bairro e transformou os encontros dos moradores em mais uma oportunidade de reunir música, carnaval e convivência comunitária.

O Baianeiros também construiu uma relação especial com o Buritis. Criado pelo baiano Lelo Lobão, ex-baixista do Chiclete com Banana, e pelo cantor mineiro Danniel Maestri, o projeto leva para Belo Horizonte uma mistura de axé, pop e outros ritmos ligados ao carnaval.

O grupo já realizou ensaios e apresentações no Buritis e no Estoril, incluindo eventos no UniBH.

O sertanejo também encontra espaço na região. Eventos como o Clube do Modão, realizados no Estoril, levam artistas para apresentações dedicadas ao gênero e à música de raiz.

O próprio Meu Bairro Buritis já promoveu uma Batalha das Bandas

A relação do bairro com a música também passa pela história do próprio Meu Bairro Buritis.

Em 2017, o MBB promoveu uma Batalha das Bandas, iniciativa que reuniu cantores solo, duplas e bandas interessadas em apresentar seus trabalhos.

A competição foi organizada em etapas. Depois da inscrição e da seleção inicial, os participantes chegaram a uma fase de votação popular pela internet, na qual os vídeos das apresentações foram disponibilizados para que o público escolhesse seus favoritos.

Na terceira etapa, 17 participantes ainda estavam na disputa: Sunglasses, Denise Corrêa, Ana Mello, Grata Dose, Up'n'Go, Renato de Paula da Silva, Velaios, Grupo Batida Perfeita, Gabriel Gelape, Círio José Ferreira, Igor Barroso e Banda, Banda Revolução, Banda Saideira, Banda Através de Nós, Jhenny Alecrim, Patricia Lins e Classmates.

Os classificados avançaram para a grande final, que teve apresentações ao vivo no Buritis Gastrô. Os concorrentes voltaram ao palco para apresentar a música utilizada na etapa classificatória e foram avaliados também por um júri técnico.

A iniciativa faz parte da história do Meu Bairro Buritis e mostra que a valorização dos artistas e da produção cultural local já esteve entre os projetos desenvolvidos pela comunidade.

O próprio histórico institucional do Meu Bairro Buritis registra a Batalha das Bandas de 2017 como uma das iniciativas realizadas ao longo de sua trajetória.

Uma cadeia musical que começa antes do palco

A existência de uma cena musical não depende apenas dos artistas que sobem ao palco. No Buritis e no Estoril existe também uma estrutura de formação, ensaio, gravação e produção.

A região conta com escolas de música como a Pro-Music, a Minueto e a Avantgarde, além de outras iniciativas voltadas ao ensino de instrumentos, canto e produção musical.

Também existem espaços dedicados a ensaios e gravações, como a Toca do Negrão e a Sync Studio.

A Sync Studio, fundada pelos músicos Alexandre Lopes e Gláucia Quites, trabalha há décadas com produção de áudio, trilhas, jingles, publicidade e outros projetos profissionais.

Essa estrutura ajuda a mostrar que a música não aparece apenas no momento em que o público vê um artista no palco. Existe uma cadeia formada por professores, instrumentistas, produtores, técnicos, estúdios, escolas e profissionais que trabalham nos bastidores.

Os bares e espaços que mantêm a música acontecendo

Boa parte dessa produção chega ao público por meio dos estabelecimentos da região.

A Choperia do Lugui mantém uma programação de música ao vivo, com forte presença do rock. O Beerstock Pub também tem uma longa relação com a cena musical do bairro e já recebeu diferentes bandas e projetos.

O Elis Bar tem uma relação particularmente interessante com a música por meio do DJ Maurício Lobato, profissional que passou 19 anos pela Jovem Pan, onde comandou programas como Na Balada, Planeta DJ, Charme Pan, Black Hits e Ritmo da Noite.

O estabelecimento também participa de eventos musicais e carnavalescos no bairro.

No Estoril, espaços como o Sterna Café, o Quintal do Chalé e o Praiou também recebem apresentações e eventos de diferentes estilos.

Já o Praia Buritis se consolidou como um dos grandes espaços de eventos da região, recebendo shows e projetos que ampliam ainda mais a diversidade musical disponível para os moradores.

Uma cena musical que continua sendo construída

Quando todos esses elementos são colocados lado a lado, fica difícil definir a música do Buritis por apenas um gênero ou por alguns poucos artistas.

Há músicos autorais, bandas de rock, DJs, artistas sertanejos, grupos de samba e pagode, projetos de carnaval, produtores, professores, estúdios e estabelecimentos que oferecem espaço para apresentações.

Alguns artistas alcançaram projeção nacional. Outros ainda estão construindo suas carreiras. Há também músicos que atuam principalmente no circuito de bares, festas e eventos da própria região.

O que eles têm em comum é uma relação com um território que oferece não apenas público, mas também espaços para aprender, ensaiar, produzir, tocar e criar.

O Buritis não é apenas um lugar onde se ouve música. É também um lugar onde se faz música.

E essa história continua sendo construída nos palcos, nas salas de aula, nos estúdios, nos bares, nas ruas durante o carnaval e pelos músicos que escolheram a região para viver, trabalhar ou desenvolver seus projetos.

Fontes e referências

Jornal do Buritis — Jornal do Buritis

Meu Bairro Buritis — histórico do Meu Bairro Buritis

Prefeitura de Belo Horizonte / Portal Belo Horizonte — programação cultural e carnavalesca da região.

Publicado em 28 de setembro de 2026

Por Meu Bairro Buritis

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