[{"data":1,"prerenderedAt":77},["ShallowReactive",2],{"noticia-por-que-o-buritis-ficou-cheio-de-predios-a-historia-da-verticalizacao-do-bairro":3,"noticias-relacionadas-b663eb67-ef43-46a2-873b-490adc932b4a":20},{"id":4,"titulo":5,"subtitulo":6,"slug":7,"conteudo":8,"imagem_destaque_url":9,"imagem_destaque_alt":10,"categoria":10,"autor":11,"status":12,"data_publicacao":13,"seo_meta_titulo":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_imagem_og":10,"seo_palavras_chave":10,"criado_em":14,"atualizado_em":15,"categoria_id":16,"subcategoria_guia_id":10,"tipo_conteudo":17,"atualizado_em_editorial":10,"ultima_verificacao":10,"cta_texto":10,"cta_href":10,"categoria_info":18,"subcategoria_info":10},"b663eb67-ef43-46a2-873b-490adc932b4a","Por que o Buritis ficou cheio de prédios? A história da verticalização do bairro","Entenda como o Buritis, em Belo Horizonte, passou de área de expansão urbana a bairro verticalizado e por que a legislação passou a restringir o adensamento.","por-que-o-buritis-ficou-cheio-de-predios-a-historia-da-verticalizacao-do-bairro","\u003Cp>Quem conhece o Buritis hoje pode ter dificuldade para imaginar como era a região antes da paisagem ser dominada pelos edifícios. O bairro, em Belo Horizonte, passou por uma transformação urbana intensa em poucas décadas: de uma área de ocupação relativamente recente, com terrenos ainda disponíveis e características de transição entre o rural e o urbano, tornou-se um importante polo residencial e comercial da região Oeste da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A verticalização do Buritis não aconteceu por acaso. Ela foi resultado da combinação entre a legislação urbanística, a valorização dos terrenos, a atuação do mercado imobiliário e a crescente procura por moradia em uma região que passou a concentrar comércio, serviços e empregos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao mesmo tempo, o próprio poder público passou a reconhecer que o crescimento do bairro apresentava desafios específicos. A legislação municipal criou mecanismos para restringir o adensamento e, mais recentemente, passou a tratar explicitamente da possibilidade de saturação da capacidade de suporte da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Antes dos prédios, uma ocupação ainda recente\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A formação do Buritis é relativamente recente na história de Belo Horizonte. Estudo da \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Frepositorio.ufmg.br\u002Fitems\u002F9576fece-0939-416e-8a6e-e2890cc294a0\">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre a legislação urbanística e a formação do bairro\u003C\u002Fa> mostra que o parcelamento da região começou na década de 1970, quando a área ainda estava entre as últimas regiões rurais do município a serem incorporadas à expansão urbana.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O território também apresentava características que sempre influenciaram sua ocupação: relevo acidentado, presença de cursos d'água e nascentes e a proximidade com a Serra do Curral. Outro estudo da UFMG sobre os espaços livres e o Parque Aggeo Pio Sobrinho descreve o Buritis como uma área de urbanização intensa e recente, integrada ao maciço da Serra do Curral e com recursos naturais e hídricos relevantes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nos primeiros anos, a ocupação era formada por construções de menor porte. A mudança mais significativa veio posteriormente, quando novas regras urbanísticas passaram a permitir um padrão de ocupação diferente.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>1996: a mudança que acelerou a transformação\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um dos principais pontos de virada foi a \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fpolitica-urbana\u002Fplanejamento-urbano\u002Fbase-de-dados\u002Fmapas-legislacao-urbanistica\">Lei Municipal nº 7.166, de 1996\u003C\u002Fa>, que estabeleceu uma nova Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Pesquisas acadêmicas sobre o Buritis identificam a legislação de 1996 como um marco importante na mudança do padrão de ocupação do bairro. O número médio de unidades residenciais por empreendimento aumentou significativamente no período seguinte, enquanto os projetos passaram a apresentar características diferentes das construções que predominavam anteriormente.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os dados analisados na pesquisa da UFMG mostram que, entre 1993 e 1996, eram aprovados, em média, 388 apartamentos por ano no bairro, com média de 7,2 unidades residenciais por projeto. Entre 1997 e 2000, a média passou para 570,5 unidades residenciais por ano e 15,8 unidades por projeto.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso é importante porque mostra que a verticalização do Buritis não pode ser explicada simplesmente pela existência de terrenos disponíveis ou pela atuação das construtoras. Houve também uma mudança nas condições urbanísticas que permitiram uma ocupação mais intensa de determinados lotes.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O mercado imobiliário encontrou espaço para crescer\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A nova configuração urbanística coincidiu com um momento em que o Buritis passou a ser procurado por moradores que buscavam apartamentos em uma região próxima a outras áreas valorizadas da cidade, mas que ainda oferecia terrenos para novos empreendimentos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A combinação entre disponibilidade de terrenos, valorização imobiliária e possibilidade de construção de empreendimentos maiores criou condições para uma rápida transformação da paisagem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O processo também alterou o perfil dos próprios apartamentos. A pesquisa da UFMG identifica uma mudança em relação aos empreendimentos menores que predominavam anteriormente, com a entrada de projetos maiores e unidades residenciais mais numerosas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É nesse período que o Buritis começa a adquirir a aparência que hoje lhe é característica: ruas marcadas por edifícios residenciais de vários pavimentos e uma concentração crescente de moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O crescimento não aconteceu apenas dentro dos prédios\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>À medida que mais pessoas passaram a morar no bairro, também aumentou a demanda por comércio e serviços.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis deixou de ser predominantemente um bairro residencial em formação e passou a desempenhar uma função mais ampla na região Oeste de Belo Horizonte. Restaurantes, supermercados, escolas, academias, clínicas, escritórios e outros serviços passaram a fazer parte da rotina local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa transformação é importante para entender a história da verticalização: os prédios não foram apenas consequência do crescimento do bairro. Eles também ajudaram a criar escala de mercado para uma estrutura comercial e de serviços cada vez mais diversificada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por outro lado, essa concentração também significa que o Buritis passou a receber deslocamentos de pessoas que não moram no bairro. Portanto, a relação entre verticalização e trânsito não é direta nem pode ser explicada por uma única causa: população residente, comércio, serviços, empregos e deslocamentos vindos de outras regiões participam desse processo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Em 2000, a legislação passou a tentar conter o adensamento\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A transformação foi suficientemente significativa para provocar uma resposta na própria legislação municipal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2000, a \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fwww.legisweb.com.br\u002Flegislacao\u002F?id=172486\">Lei Municipal nº 8.137\u003C\u002Fa> criou a Área de Diretrizes Especiais do Buritis, a ADE Buritis. O texto legal estabeleceu que a área demandava medidas para inibir o crescente adensamento em razão da precariedade de sua articulação viária com o restante da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Entre os parâmetros estabelecidos estava uma quota de terreno de 60 metros quadrados por unidade habitacional. Algumas quadras situadas a montante do Parque Aggeo Pio Sobrinho passaram a admitir exclusivamente o uso residencial unifamiliar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A criação da ADE não significou uma proibição geral de novos edifícios. Tratava-se de um mecanismo de controle urbanístico, com parâmetros específicos para limitar determinadas formas de adensamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A própria \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fpolitica-urbana\u002Fplanejamento-urbano\u002Fbase-de-dados\u002Fmapas-legislacao-urbanistica\">Prefeitura de Belo Horizonte mantém disponíveis os mapas da legislação urbanística de 1996, 2000, 2010 e do atual Plano Diretor\u003C\u002Fa>, permitindo acompanhar como o enquadramento territorial do bairro foi sendo alterado ao longo do tempo.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>A primeira tentativa de conter o crescimento teve efeito limitado\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Um \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fsites\u002Fdefault\u002Ffiles\u002Festrutura-de-governo\u002Fpolitica-urbana\u002F2018\u002Fplanejamento-urbano\u002Fpublicacaoes_monitoramento_dos_parametros_urbanisticos_1997-2005_%282007%29.pdf\">monitoramento de parâmetros urbanísticos realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte entre 1997 e 2005\u003C\u002Fa> analisou a aplicação das regras da ADE Buritis em diferentes períodos.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O estudo municipal concluiu que a alteração da quota de terreno por unidade habitacional não produziu, nos empreendimentos analisados, o efeito esperado de redução da densidade. O próprio estudo estimou que uma quota superior a 70 metros quadrados por unidade teria sido necessária para produzir uma redução mais significativa no número de unidades, considerando aquele conjunto específico de terrenos analisado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante fazer uma ressalva: isso não significa que a ADE tenha sido simplesmente inútil ou que tenha impedido qualquer mudança. Significa que, no recorte analisado pelo estudo, o parâmetro adotado não foi suficiente para alcançar o nível de contenção de densidade pretendido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Buritis continuou crescendo\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>As medidas de controle não interromperam a transformação urbana do bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dados oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte baseados no Censo 2010 registram \u003Cstrong>29.374 moradores no Buritis\u003C\u002Fstrong>, além de 10.698 domicílios ocupados e densidade demográfica de 7.685,12 habitantes por quilômetro quadrado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma pesquisa acadêmica da UFMG também registra que, naquele momento, o Buritis já apresentava a segunda maior população entre os bairros de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O dado ajuda a dimensionar a velocidade da transformação: em algumas décadas, uma área de ocupação recente havia se convertido em um bairro com dezenas de milhares de moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas população não é a única medida dessa transformação. A ocupação física do território, a quantidade de edificações, a atividade econômica e os deslocamentos associados ao bairro também mudaram profundamente.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Por que a localização do Buritis tornou esse crescimento mais complexo?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O crescimento do bairro ocorreu em um território com características físicas particulares.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estudos da UFMG descrevem o Buritis como uma área de relevo acidentado, integrada ao maciço da Serra do Curral e com recursos hídricos relevantes, incluindo áreas relacionadas aos córregos do Cercadinho e da Ponte Queimada.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Isso significa que a capacidade de ocupação não depende apenas da quantidade de terrenos disponíveis. A topografia, a drenagem, a mobilidade, a infraestrutura urbana, a preservação ambiental e a própria articulação das vias também entram nessa equação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É justamente por isso que a discussão sobre verticalização do Buritis não pode ser reduzida a uma oposição entre \"prédios\" e \"casas\". A questão central é onde, quanto e de que maneira a cidade consegue absorver novos moradores e novas atividades.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>2010: o bairro passou a ter uma regra ainda mais restritiva\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na revisão da legislação urbanística realizada em 2010, o Buritis passou a ser enquadrado como \u003Cstrong>Zona de Adensamento Restrito 2 (ZAR-2)\u003C\u002Fstrong>. Pesquisa da UFMG sobre o bairro relaciona essa alteração às condições de infraestrutura, topografia e articulação viária da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A mudança também pode ser acompanhada na \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fpolitica-urbana\u002Fplanejamento-urbano\u002Fbase-de-dados\u002Fmapas-legislacao-urbanistica\">documentação cartográfica da legislação urbanística disponibilizada pela Prefeitura de Belo Horizonte\u003C\u002Fa>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Na prática, a trajetória da legislação mostra uma mudança importante: o mesmo bairro que havia experimentado forte transformação e verticalização passou a receber sucessivas regras destinadas a controlar a intensidade de sua ocupação.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Plano Diretor de 2019 foi ainda mais explícito\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A legislação atualmente baseada no \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fpolitica-urbana\u002Fplanejamento-urbano\u002Fplano-diretor\u002Fproposta\">Plano Diretor de Belo Horizonte, instituído pela Lei Municipal nº 11.181\u002F2019\u003C\u002Fa>, tornou ainda mais clara a preocupação com o adensamento do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O artigo 211 estabelece que a ADE Buritis tem como finalidade restringir o adensamento construtivo e populacional por meio de parâmetros urbanísticos definidos em função da possibilidade de saturação da capacidade de suporte da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O texto também divide a ADE em dois setores: um destinado ao uso residencial unifamiliar e outro no qual são admitidos usos residenciais multifamiliares e não residenciais de acordo com as regras gerais do Plano Diretor.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A legislação atual, portanto, não trata o Buritis simplesmente como uma área onde não se pode mais construir. Ela estabelece uma política de controle do adensamento, procurando definir onde e sob quais condições diferentes formas de ocupação podem ocorrer.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Então a verticalização foi um erro?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A história do Buritis não permite uma resposta tão simples.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A verticalização ajudou a viabilizar a concentração de moradores necessária para sustentar uma grande variedade de comércio e serviços. A transformação do bairro também contribuiu para sua consolidação como uma centralidade urbana na região Oeste de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ao mesmo tempo, a concentração populacional e econômica aumentou a pressão sobre um território com limitações físicas e viárias conhecidas. A própria sequência das mudanças legislativas demonstra que o poder público passou a reconhecer essa condição e a estabelecer mecanismos progressivamente mais específicos de controle.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também seria incorreto atribuir todos os problemas de mobilidade do bairro exclusivamente aos prédios. O trânsito resulta de um conjunto de fatores, incluindo moradores, trabalhadores, comércio, serviços, visitantes e deslocamentos de passagem.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O que os documentos permitem afirmar com segurança é que o adensamento do Buritis se tornou uma questão de planejamento urbano a ponto de aparecer repetidamente na legislação municipal e, em 2019, ser associado expressamente à possibilidade de saturação da capacidade de suporte da região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O Buritis ainda pode crescer?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A resposta depende menos de uma discussão sobre \"ter prédios demais\" e mais de uma pergunta urbanística: qual é a capacidade do território de receber novas pessoas, atividades e construções sem comprometer as funções que sustentam o bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa capacidade não é determinada por um único número. Ela envolve infraestrutura, sistema viário, transporte, drenagem, condições ambientais, topografia, espaços públicos, circulação de pedestres e a distribuição das atividades econômicas.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O próprio planejamento urbano de Belo Horizonte trabalha com o conceito de capacidade de suporte do território. A Prefeitura explica, por meio do \u003Ca target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002Fsites\u002Fdefault\u002Ffiles\u002Festrutura-de-governo\u002Fpolitica-urbana\u002Fplano-2-edicao.pdf\">Plano de Integridade da Secretaria Municipal de Política Urbana\u003C\u002Fa>, que uma das metas do planejamento municipal é direcionar e ordenar o adensamento construtivo e populacional a partir da análise dessa capacidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>É justamente essa mudança de perspectiva que ajuda a compreender a trajetória do Buritis. A discussão deixou de ser simplesmente sobre construir ou não construir e passou a envolver a gestão do adensamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Ch2>De área de expansão a bairro consolidado\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em poucas décadas, o Buritis percorreu uma trajetória urbana que transformou completamente sua paisagem e sua função dentro de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O bairro surgiu em uma área de ocupação recente, passou por uma fase de forte transformação imobiliária, tornou-se verticalizado e consolidou uma ampla estrutura de comércio e serviços. No caminho, também acumulou desafios relacionados à mobilidade, à infraestrutura, à topografia e às características ambientais do território.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Hoje, olhar para os prédios do Buritis é, portanto, olhar para o resultado de uma história que envolve mercado imobiliário, legislação, planejamento urbano e a própria demanda por morar e trabalhar na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A questão para os próximos anos não é simplesmente se o Buritis continuará mudando. A história mostra que ele continuará. O desafio é entender como essa transformação poderá acontecer dentro dos limites físicos e urbanos de um bairro que já chegou a um estágio muito diferente daquele que existia quando os primeiros terrenos começaram a ser ocupados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1790905940488-9g8u5r.png",null,"Meu Bairro Buritis","publicado","2026-10-02T01:56:49.828+00:00","2026-10-02T01:56:51.108054+00:00","2026-10-02T02:16:46.491+00:00","mobilidade-urbanismo","reportagem",{"id":16,"rotulo":19},"Mobilidade e Urbanismo",[21,35,47,63],{"id":22,"slug":23,"autor":11,"status":12,"titulo":24,"conteudo":25,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":26,"cta_texto":10,"subtitulo":27,"categoria_id":16,"atualizado_em":26,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":28,"data_publicacao":29,"seo_meta_titulo":30,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":31,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":32,"imagem_destaque_url":33,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":34},"99ff0191-cef5-4b20-a767-3cf445910fdc","bh-tem-o-3-pior-transito-do-brasil-e-o-buritis-sente-isso-todos-os-dias","BH tem o 3º pior trânsito do Brasil — e o Buritis sente isso todos os dias","\u003Cp>Um novo levantamento colocou Belo Horizonte em um patamar preocupante de mobilidade urbana. Segundo o \u003Ca href=\"https:\u002F\u002Fwww.tomtom.com\u002Ftraffic-index\u002F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">TomTom Traffic Index\u003C\u002Fa> 2025, motoristas e passageiros da capital perderam, em média, 130 horas presos em congestionamentos ao longo do ano — o equivalente a mais de cinco dias inteiros parados no trânsito. O número deixa BH atrás apenas de Curitiba (135 horas) e São Paulo (132 horas) entre as capitais brasileiras, e empatada com Recife.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os dados foram apresentados por Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), durante o Seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo, e repercutiram amplamente na imprensa mineira.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>BH ultrapassou São Paulo — pela primeira vez\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O detalhe mais chamativo do estudo é que, no índice médio de congestionamento, Belo Horizonte (58,6%) superou São Paulo (58,5%) — uma diferença mínima, mas simbólica, já que a capital paulista é historicamente sinônimo de trânsito caótico no imaginário nacional. No ranking global, que avaliou 492 cidades no mundo, BH aparece entre as 30 piores do planeta.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outros números do levantamento:\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Terceira capital brasileira com maior aumento no índice de congestionamento em 2025 (alta de 0,6 ponto percentual ante 2024), atrás apenas de Porto Alegre e Recife.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Velocidade média de 21,3 km\u002Fh nas vias da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Em 15 minutos de deslocamento, um motorista belo-horizontino percorre, em média, apenas 5,3 km.\u003C\u002Fp>\u003Cp>- Terças e quartas-feiras são os dias mais críticos, com picos de lentidão de manhã e no fim da tarde.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Para a CNT, um dos fatores que empurra cada vez mais gente para o carro é a falta de prioridade viária para o transporte coletivo. Segundo a entidade, quase metade dos usuários de ônibus relata considerar trocar o coletivo pelo veículo particular justamente pela ausência de faixas exclusivas e de agilidade no trajeto — um ciclo que, ao aumentar a frota nas ruas, só agrava o congestionamento.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>E no Buritis, como fica isso?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os números da cidade como um todo já preocupam, mas quem mora ou circula pelo Buritis sabe que o bairro tem seus próprios pontos de estrangulamento — e eles aparecem com frequência nos boletins de trânsito da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O cruzamento entre a Avenida Professor Mário Werneck e a Avenida Raja Gabáglia é apontado repetidamente como um dos principais gargalos de acesso ao bairro, assim como a entrada pela Rua José Rodrigues Pereira, na Raja Gabáglia — a principal porta de entrada do Buritis para quem vem de outras regiões da cidade. Em dias de maior fluxo ou de ocorrências no Anel Rodoviário, a Mário Werneck costuma ficar congestionada num trecho longo, do Shopping Paragem até as imediações da Escola Americana, próximo ao acesso ao Anel pela Avenida Cristovam Chiaradia.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Outro ponto crítico da própria Mário Werneck é o trecho em frente à entrada do UniBH, que concentra grande volume de carros, vans escolares e pedestres nos horários de entrada e saída das aulas. O embarque e desembarque de alunos na via, sem estrutura adequada, é um fator que se soma aos demais gargalos do bairro e tem sido citado em propostas de melhoria do trânsito local, como o uso de espaços da BHTrans e do COP-BH para embarque e desembarque, justamente para tirar esse fluxo de cima da pista.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como o Buritis depende fortemente da Raja Gabáglia e da Barão Homem de Melo para se conectar ao restante de BH, qualquer lentidão nessas duas avenidas — seja por excesso de veículos no horário de pico, seja por acidentes no Anel Rodoviário — tem efeito direto e quase imediato sobre quem mora no bairro. Não é à toa que propostas de melhoria do trânsito no Buritis, como a modernização da sinalização semafórica e intervenções no encontro Mário Werneck x Raja Gabáglia, têm aparecido com frequência em discussões sobre mobilidade na região.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nos finais de semana, moradores notam a diferença: o fluxo cai bastante e o trânsito flui com mais tranquilidade pelas mesmas vias que, durante a semana, formam filas nos horários de pico.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O que os dados sugerem para o bairro\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O quadro geral de Belo Horizonte reforça um ponto que já é sentido no dia a dia do Buritis: a dependência quase total do carro particular, combinada com poucas alternativas de vias de acesso, deixa o bairro vulnerável a qualquer imprevisto nas rotas que o ligam ao resto da cidade. Investimentos em prioridade para ônibus, sinalização inteligente e alternativas de acesso — pautas já defendidas por moradores e lideranças locais — ganham ainda mais relevância diante de um cenário em que BH já divide o pódio dos piores trânsitos do país.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fontes: TomTom Traffic Index 2025; O TEMPO (\"BH é a terceira capital com o pior trânsito do país, com 130 horas perdidas em congestionamento\", 13\u002F08\u002F2026); reportagens sobre pontos de congestionamento na Mário Werneck e Raja Gabáglia.\u003C\u002Fp>","2026-08-13T17:13:08.551541+00:00","De Curitiba a BH: veja o ranking do pior trânsito do país e os gargalos do Buritis",{"id":16,"rotulo":19},"2026-08-13T17:13:07.991+00:00","BH tem o 3º pior trânsito do Brasil, mostra estudo","trânsito","Ônibus e carros parados no trânsito intenso de uma via","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786641173308-40m10d.png","2026-08-26T15:19:57.611+00:00",{"id":36,"slug":37,"autor":11,"status":12,"titulo":38,"conteudo":39,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":40,"cta_texto":10,"subtitulo":41,"categoria_id":42,"atualizado_em":40,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":43,"data_publicacao":45,"seo_meta_titulo":10,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":10,"imagem_destaque_url":46,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":10},"598fd355-dd88-45d9-9ef1-fe846d4e8f3f","buritis-esta-entre-os-bairros-que-mais-tem-iptu-lancado-em-bh-e-qual-e-o-retorno","Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em BH — e qual é o retorno?","\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch1>Buritis está entre os bairros que mais têm IPTU lançado em Belo Horizonte — mas e o retorno para os moradores?\u003C\u002Fh1>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O bairro aparece em 5º lugar no ranking da Prefeitura, com mais de R$ 75,8 milhões lançados em 2025; dados levantam uma pergunta sobre a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis está entre os bairros de Belo Horizonte com maior volume de IPTU lançado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dados oficiais da Secretaria Municipal de Fazenda mostram que o bairro ocupou a \u003Cstrong>5ª posição no ranking de Belo Horizonte em 2025\u003C\u002Fstrong>, com \u003Cstrong>R$ 75.822.256,07\u003C\u002Fstrong> em IPTU e taxas lançados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O levantamento coloca o Buritis atrás apenas de Savassi, Lourdes, Centro e Belvedere e à frente de bairros como Santo Agostinho, Santa Efigênia, Serra, Sion e Funcionários.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A informação consta da base \u003Cstrong>IPTU Bairro\u003C\u002Fstrong>, disponibilizada pela Prefeitura de Belo Horizonte no Portal de Dados Abertos. O conjunto apresenta, por bairro, a quantidade de lançamentos e o valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É importante destacar que o indicador corresponde ao \u003Cstrong>valor lançado\u003C\u002Fstrong> de IPTU e taxas cobradas conjuntamente. Portanto, ele não deve ser interpretado diretamente como o valor efetivamente arrecadado pela Prefeitura.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>Mais de R$ 75 milhões lançados\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, foram registrados \u003Cstrong>22.457 lançamentos\u003C\u002Fstrong> relacionados ao Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dividindo o valor total pelo número de lançamentos, chega-se a uma média aproximada de \u003Cstrong>R$ 3,4 mil por lançamento\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O resultado chama atenção principalmente quando o bairro é comparado com outras regiões tradicionalmente associadas a imóveis de alto valor.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis aparece à frente, por exemplo, de Sion, Serra e Funcionários no ranking de valor total lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E a posição não parece ser circunstancial.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo referente a \u003Cstrong>2026\u003C\u002Fstrong>, ainda com o exercício em andamento, o Buritis permanece na \u003Cstrong>5ª colocação\u003C\u002Fstrong>, com aproximadamente \u003Cstrong>R$ 80,5 milhões\u003C\u002Fstrong> registrados na base.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como 2026 ainda não terminou, esse valor não pode ser tratado como o IPTU anual definitivo do bairro. A comparação, neste momento, serve apenas para mostrar que o Buritis continua entre os primeiros colocados no ranking municipal.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O que o bairro recebe em troca?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É justamente aqui que surge uma questão que interessa diretamente aos moradores.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Se o Buritis está entre os bairros com maior volume de IPTU lançado de Belo Horizonte, \u003Cstrong>como esse peso econômico se traduz em serviços públicos e investimentos no bairro?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A pergunta não significa que todo o dinheiro arrecadado em determinado bairro deva necessariamente ser gasto no mesmo local.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Belo Horizonte possui um orçamento municipal único, e os recursos públicos são destinados de acordo com políticas, prioridades, legislação, contratos, programas e necessidades de toda a cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Mas isso não impede — e talvez torne ainda mais importante — acompanhar \u003Cstrong>quanto a população do Buritis recebe em serviços e investimentos públicos e como isso se compara com outras regiões da cidade.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E quais são os principais serviços públicos no bairro?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Uma análise desse tipo precisa considerar muito mais do que grandes obras.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>É necessário olhar para a presença e a qualidade de serviços cotidianos que afetam diretamente a vida dos moradores, como:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cul>\u003Cli>\u003Cp>manutenção e pavimentação das ruas;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>drenagem urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>limpeza urbana;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>coleta de resíduos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>iluminação pública;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>conservação de praças e áreas verdes;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>fiscalização de trânsito;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>transporte coletivo;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>equipamentos de saúde;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>escolas e equipamentos de educação;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>segurança e ações da Guarda Municipal;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>manutenção de calçadas e espaços públicos;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>obras de infraestrutura;\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003Cli>\u003Cp>atendimento das demandas registradas pela população.\u003C\u002Fp>\u003C\u002Fli>\u003C\u002Ful>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A Prefeitura mantém bases públicas que permitem acompanhar diversos desses serviços territorialmente. Isso abre espaço para uma análise mais ampla sobre a presença do poder público no bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>IPTU alto significa necessariamente mais serviços?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Não necessariamente.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma distinção importante.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O IPTU é um imposto municipal e, como os demais impostos, integra o orçamento público. Não existe uma regra segundo a qual o valor pago pelos imóveis de determinado bairro tenha de retornar integralmente para aquele mesmo bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por isso, seria incorreto afirmar simplesmente que “o Buritis paga R$ 75 milhões e deveria receber R$ 75 milhões em serviços”.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A questão mais adequada é outra:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>O volume de recursos associados ao Buritis é compatível com a infraestrutura, os equipamentos e os serviços públicos que o bairro recebe?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Essa é uma pergunta que pode ser respondida com dados.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>O ranking mostra o peso do Buritis em Belo Horizonte\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>A 5ª colocação do Buritis é significativa porque demonstra o peso do bairro dentro da estrutura imobiliária e tributária da capital.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O bairro não aparece apenas entre os primeiros colocados: ele está muito próximo do grupo que lidera o ranking.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Em 2025, a diferença entre o Buritis e o Belvedere, 4º colocado, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 5,2 milhões\u003C\u002Fstrong> em valor lançado.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Já a distância para o Santo Agostinho, que aparece em 6º, foi de aproximadamente \u003Cstrong>R$ 6 milhões\u003C\u002Fstrong>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>No arquivo de 2026, essa distância para o Belvedere diminuiu, enquanto a vantagem sobre o Santo Agostinho aumentou.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: \u003Cstrong>o Buritis continua firmemente instalado entre os cinco bairros com maior valor de IPTU lançado de Belo Horizonte.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Ch2>E agora?\u003C\u002Fh2>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Os números do IPTU abrem uma discussão que pode ser muito mais ampla.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto a Prefeitura investiu no Buritis nos últimos anos?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantas obras públicas foram realizadas no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quanto foi gasto em manutenção, drenagem, iluminação e pavimentação?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos atendimentos públicos são realizados no bairro?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quantos equipamentos públicos existem?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Como esses números se comparam com bairros que aparecem próximos do Buritis no ranking do IPTU?\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>E, principalmente:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>o morador do Buritis percebe esse retorno na qualidade dos serviços públicos que recebe diariamente?\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Meu Bairro Buritis pretende aprofundar essa discussão a partir dos dados públicos disponíveis e cruzar o valor do IPTU lançado com os investimentos e serviços efetivamente destinados ao bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>Porque saber quanto um bairro representa para a arrecadação municipal é apenas metade da história.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>A outra metade é saber o que a população recebe em troca.\u003C\u002Fstrong>\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\n\n\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003Cstrong>Fonte:\u003C\u002Fstrong> Prefeitura de Belo Horizonte — Secretaria Municipal de Fazenda \u002F Portal de Dados Abertos — base IPTU Bairro.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\n\n\u003C\u002Fp>","2026-09-06T13:45:24.664643+00:00","Buritis ocupa a 5ª posição entre os bairros de Belo Horizonte em valor de IPTU e taxas lançados, segundo dados da Prefeitura.","servicos-publicos",{"id":42,"rotulo":44},"Serviços Públicos","2026-09-06T13:45:23.471+00:00","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1788702260969-4tsfib.png",{"id":48,"slug":49,"autor":11,"status":12,"titulo":50,"conteudo":51,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":52,"cta_texto":10,"subtitulo":53,"categoria_id":54,"atualizado_em":55,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":56,"data_publicacao":58,"seo_meta_titulo":59,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":60,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":61,"imagem_destaque_url":62,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":34},"06b94fcb-e131-4833-a84d-b900d105c9a7","buritis-ou-estoril-a-fronteira-que-confunde-ate-quem-mora-aqui-ha-20-anos","Buritis ou Estoril? A fronteira que confunde até quem mora aqui há 20 anos","\u003Cp>Se você já discutiu com um vizinho sobre em qual bairro vocês realmente moram, pode ficar tranquilo: você não está sozinho. Poucos pares de bairros em Belo Horizonte se confundem tanto quanto Buritis e Estoril. Compartilham ruas, comércio, estilo de vida e até história — e é exatamente por isso que a linha que separa um do outro quase sempre passa despercebida.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A dúvida é tão comum que virou até piada entre moradores antigos: tem gente que mora no Estoril há vinte anos jurando de pé junto que mora no Buritis. E o contrário também acontece. Mas a fronteira existe, sim — e tem um caminho bem definido.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Dois bairros, uma só vizinhança\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis nasceu em novembro de 1976, quando a antiga Fazenda dos Tebaidas — pertencente ao químico Aggêo Pio Sobrinho — foi finalmente loteada. Antes disso, aquela imensa propriedade já tinha dado origem ao bairro Palmeiras, nas décadas de 1950 e 1960, e fazia divisa com Olhos D'Água, Barreiro, Milionários, Cidade Industrial e Estrela D'Alva.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Estoril seguiu um caminho parecido, mas com outra origem: nasceu da junção entre parte da antiga Fazenda do Cercadinho e o extinto Bairro das Mansões. Sua primeira fase de ocupação, ainda nos anos 1980, ficou concentrada entre as avenidas Raja Gabaglia e Barão Homem de Melo, com casas de padrão alto. A segunda fase, já mais verticalizada e comercial, se desenvolveu justamente na direção da Avenida Professor Mário Werneck — exatamente a área que hoje encosta no Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Ou seja: os dois bairros não só nasceram perto um do outro, como cresceram um em direção ao outro. Não é à toa que a sensação, para quem vive por aqui, é de bairro único.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Quem mais mora ao redor\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Nenhum bairro vive isolado, e tanto o Buritis quanto o Estoril têm outros vizinhos além um do outro:\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Buritis faz fronteira com Palmeiras, Estrela D'Alva e Olhos D'Água, além do próprio Estoril.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Estoril é ainda mais cercado: divide limites com Alto\u002FNova Barroca, Estrela D'Alva e Jardim América (todos na Região Oeste), e também com Santa Lúcia e São Bento, já na Região Centro-Sul — o que explica por que o Estoril costuma ser descrito como uma espécie de \"ponte\" entre a Regional Oeste e a Regional Centro-Sul da cidade.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>A divisa entre Estoril e Jardim América, aliás, também tem endereço certo: a Rua Teófilo Filho.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Por que isso importa (e por que não importa tanto assim)\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>No fim das contas, saber exatamente de que lado da rua você está pode não mudar muito o seu dia a dia — o comércio é compartilhado, os vizinhos se conhecem, os bares e restaurantes atendem todo mundo igual. Mas entender essa fronteira ajuda a explicar um pedaço da história da nossa região: dois bairros que cresceram lado a lado, se completaram e, hoje, formam uma das áreas mais desejadas de Belo Horizonte.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Então da próxima vez que alguém perguntar \"você mora no Buritis ou no Estoril?\", você já pode responder com precisão de GPS — ou simplesmente sorrir e dizer que, na prática, isso aqui é tudo a mesma vizinhança.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Fontes: histórico de ocupação e divisas descritas em registros da comunidade local e da \u003Ca href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Prefeitura de Belo Horizonte\u003C\u002Fa> (Regional Oeste); mapa de bairros consolidado pela Lei Municipal nº 11.490\u002F2023.\u003C\u002Fp>","2026-08-12T19:36:13.993975+00:00","Afinal, onde termina o Buritis e onde começa o Estoril?","pessoas-comunidade","2026-08-13T14:01:02.371+00:00",{"id":54,"rotulo":57},"Pessoas e Comunidade","2026-08-12T19:36:13.452+00:00","Buritis ou Estoril? A fronteira que confunde moradores","estoril","Mapa ilustrado mostrando os limites dos bairros Buritis e Estoril","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786563360284-525igj.png",{"id":64,"slug":65,"autor":11,"status":12,"titulo":66,"conteudo":67,"cta_href":10,"categoria":10,"criado_em":68,"cta_texto":10,"subtitulo":69,"categoria_id":70,"atualizado_em":68,"seo_imagem_og":10,"tipo_conteudo":17,"categoria_info":71,"data_publicacao":73,"seo_meta_titulo":74,"subcategoria_info":10,"seo_meta_descricao":10,"seo_palavras_chave":10,"ultima_verificacao":10,"imagem_destaque_alt":75,"imagem_destaque_url":76,"subcategoria_guia_id":10,"atualizado_em_editorial":34},"1d6679e4-e4df-4dd8-8a6e-79081c00404b","o-que-falta-no-buritis-e-no-estoril-por-aqui-tem-de-tudo-menos-isso","O que falta no Buritis e no Estoril? Por aqui tem de tudo, menos isso.","\u003Cp>O Buritis é hoje o bairro mais populoso de Belo Horizonte, com mais de 42 mil moradores, e reúne comércio, gastronomia e lazer de sobra. Mas, apesar de toda a infraestrutura privada, a região ainda carece de equipamentos públicos essenciais — muitos deles concentrados nos bairros vizinhos, como Havaí, Estrela Dalva e Barreiro. Levantamos o que falta e para onde o morador \u003Ca href=\"\u002Fnoticias\u002Fburitis-ou-estoril-a-fronteira-que-confunde-ate-quem-mora-aqui-ha-20-anos\">do Buritis e do Estoril costuma recorrer\u003C\u002Fa>.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📮 Correios\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis não tem uma agência oficial dos Correios. O que existe é um ponto de coleta particular (franquia Kitcolor), na Av. Professor Mário Werneck, 1938, loja 4 — mas ele só recebe encomendas com frete já pago e etiqueta impressa, sem atendimento de balcão, pagamentos ou emissão de etiquetas. Para esses serviços, é preciso ir a bairros vizinhos, como Betânia (Rua Úrsula Paulino, 899).\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>📝 Cartório\u003C\u002Fp>\u003Cp>Também não há cartório de registro civil, notas ou imóveis dentro do bairro. O mais próximo que atende a região do Buritis\u002FEstoril é o Cartório do Registro Civil e Notas do Distrito do Barreiro, na Av. Afonso Vaz de Melo, 465 (Via Shopping, Barreiro) — telefone (31) 3500-8800. Para registro de imóveis, uma alternativa usada por parte dos moradores é o Serviço Registral de Imóveis de Nova Lima, na Rua Getúlio Vargas, 180, Centro — telefone (31) 3542-0799.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🏫 Escola pública\u003C\u002Fp>\u003Cp>Pela forma como foi loteado, o Buritis não tem nenhuma escola municipal, estadual ou UMEI dentro dos seus limites — toda a rede educacional do bairro é particular (incluindo colégios bilíngues e o campus da UniBH). Famílias que buscam ensino público precisam se deslocar para bairros vizinhos. Uma novidade recente: a \u003Ca href=\"https:\u002F\u002Fprefeitura.pbh.gov.br\u002F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Prefeitura\u003C\u002Fa> autorizou a construção de novas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) em Havaí e Betânia, com previsão de atender também a demanda do Buritis.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🏥 Posto de saúde\u003C\u002Fp>\u003Cp>O Buritis também não tem centro de saúde próprio, apesar de ser o bairro mais populoso da capital. A unidade de referência é o Centro de Saúde Havaí, na Rua Paulo Diniz Carneiro, 742 (bairro Estrela Dalva) — inaugurado em nova sede em dezembro de 2021, hoje atende mais de 25 mil moradores da região Oeste, incluindo parte do Buritis. Dependendo da rua onde mora, o morador também pode ser direcionado ao Centro de Saúde Palmeiras (Av. Dom João VI, 1.821).\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🎬 Cinema\u003C\u002Fp>\u003Cp>O bairro chegou a ter cinema: o Cineart funcionou por 17 anos no Shopping Paragem, mas fechou as portas durante a pandemia. O espaço deu lugar, em 2022, a uma unidade da rede de boliche BoliXe, e mais recentemente parte da área também foi ocupada por um bar\u002Frestaurante. Hoje não existe nenhuma sala de cinema em atividade no Buritis — as opções mais próximas ficam em shoppings de outras regiões, como o BH Shopping.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>🎭 Teatro\u003C\u002Fp>\u003Cp>Não há teatro público ou privado de acesso aberto no Buritis. O espaço cênico municipal mais próximo é o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi \u002F Teatro Raul Belém Machado, no bairro Alípio de Melo (região Noroeste), inaugurado em 2016. Dentro do próprio bairro, o Colégio Buritis Agostiniano conta com um auditório\u002Fteatro usado para apresentações e eventos culturais — mas o acesso costuma ser restrito à comunidade escolar.\u003C\u002Fp>\u003Cp>\u003C\u002Fp>\u003Cp>Já o lazer de clube tem uma exceção: o Buritis conta com o Copa Clube\u002FCopasa, na Rua Senador Lima Guimarães, associação recreativa que funciona dentro do próprio bairro.\u003C\u002Fp>","2026-08-17T18:36:06.953151+00:00","Seis coisas que o Buritis e o Estoril ainda não têm (e onde encontrar por perto)","bairro",{"id":70,"rotulo":72},"Notícias do Bairro","2026-08-17T18:36:06.397+00:00","O que falta no Buritis e no Estoril?","Colagem representando cartório, correios, cinema e sala de aula","https:\u002F\u002Fpeusailkyxqbhgdgmqyk.supabase.co\u002Fstorage\u002Fv1\u002Fobject\u002Fpublic\u002Fnoticias-imagens\u002F1786991761162-myvr17.png",1790911869448]