Não dê sopa! Não dê mole para o azar!
Carlos Pires alerta sobre os riscos de deixar objetos dentro do carro e dá dicas de prevenção contra furtos em estacionamentos do Buritis.

Ontem à noite, fui ao Terraço Buritis. Enquanto caminhava pelo estacionamento, comecei a reparar numa coisa que talvez a maioria das pessoas nem perceba mais. Bolsas e mochilas sobre bancos, sacolas no assoalho. Caixas, objetos, eletrônicos. Tudo ali, quietinho, somente esperando alguém perceber.
Vi uma garota que foi para uma academia abrir o porta-malas e deixar uma bolsa enorme, volumosa. E, se eu vi, com certeza mais pessoas viram. E, na nossa velha e perigosa mania de achar que “é só por alguns minutos”, parece que alguns minutos também são suficientes para transformar um carro em convite.
Há, evidentemente, um pouco de mea-culpa de quem deixa objetos à mostra. Não porque isso justifique o furto, evidentemente, mas porque prudência nunca foi artigo de luxo: é uma questão de bom senso!
O ladrão também aprendeu a usar tecnologia
O problema é que o ladrão de hoje também aprendeu a usar tecnologia.
Já existem dispositivos capazes de identificar sinais emitidos por celulares, tablets, notebooks e outros equipamentos eletrônicos. Há também equipamentos capazes de detectar radiofrequência. E existem tecnologias ainda mais sofisticadas, capazes de localizar componentes eletrônicos mesmo quando determinados aparelhos estão desligados.
Ou seja, esconder o notebook debaixo do banco talvez já não seja o esconderijo genial que imaginávamos.
E existe ainda aquela velha engenhoca capaz de bloquear o travamento eletrônico do veículo. Você aperta o botão, ouve o barulho, vai embora acreditando que deixou tudo protegido. Só que o carro pode continuar aberto, esperando tranquilamente pela visita de alguém que sabe disso melhor do que você.
Prevenção começa antes de sair do carro
Diante disso, não adianta acreditar que existe lugar absolutamente seguro. Não confie nunca, porque, às vezes, você vai acabar pagando por um para-brisa simplesmente porque o ladrão o quebrou para furtar uma capinha, pensando que dentro dela havia um tablet.
Eu, particularmente, tenho algumas regras simples. Não deixo nada à vista. NUNCA DEIXO eletrônicos dentro do carro, mesmo escondidos. Confiro manualmente se o veículo realmente travou. E, antes de sair, olho ao redor e presto atenção onde estou estacionando.
Paranoia? Não é paranoia. É prevenção. Porque o mundo mudou, e o sujeito que pretende quebrar o vidro do nosso carro também mudou. E, no meu caso, a melhor defesa continua sendo aquela antiga, quase banal, que funciona há séculos: não dar sopa.
E, convenhamos, se podemos evitar que um ladrão encontre um motivo para quebrar o nosso vidro, por que diabos haveríamos de facilitar o trabalho dele?
No fim das contas, carro parado não precisa parecer uma vitrine, e objeto guardado dentro de casa continua sendo muito mais seguro do que objeto “escondido” dentro de um carro.
Carlos H. M. Pires
Instagram: @champbrasil
YouTube: meiodomundo
Publicado em 29 de setembro de 2026
Por Carlos Pires
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